Coisas para a memória
by Luis on mar.07, 2010, under Cine, Entretenimento, Todos, Vídeos!
Outro dia vi na TV um episódio de uma série que me fez lembrar dos tempos em que eu mal sabia o que era um seriado televisivo! Era um episódio do “Um Maluco no Pedaço”, do Will. Só a musiquinha do início faz em mim o mesmo efeito de quando você, caro leitor, ouve aquela música que tanto gostava quando tinha 10 anos! Outras coisas fazem esse efeito em mim, como os pinguins do “Mundo de Beackman”, o o “Sonic” do Mega Drive, o filme dos DuckTales, o Goof Troop do sNes, os Tazos do Looney Tunes, a música do remédio da Marry Poppins em italiano…
Ok, antes de continuar, esse fato merece uma atenção especial. Ao procurar aquilo que me fazia retornar para a infância, curiosamente eu percebi que lembrava das músicas da Marry Poppins em italiano! Mas como? Na época em que esse foi o filme da minha vida, eu estava muito longe de aprender a língua, na verdade estava praticamente ainda aprendendo o português! Então perguntei pros meus pais: “Por que eu lembro das músicas dela em italiano?” E minha mãe respondeu: “Você e sua irmã assistiam sempre em italiano!” Uau… Como assim? “Mas… Como a gente entendia?” eu perguntei de volta. “Não sei! Vocês adoravam! E assistiam sempre em italiano!” Enfim, um grande mistério! E foi assim que Marry Poppins ficou marcado na minha memória em italiano!
E, depois da Poppins, a lista talvez continue. Mas minha memória custa lembrar. Na verdade é um dos meus pontos fracos. Mas só esses nomes que foram outro dia trazidos à tona pelo nosso amigo maluco do pedaço. Alguns se identificarão com tudo isso. Outros vão lembrar que não eram tão pequenos quando viram. E outros nasceram depois. Mas é sempre muito legal rever essas coisas!
Começando com o “Um Maluco no Pedaço”, coloco os vídeos com tudo aquilo que eu citei acima! São lembranças minhas e só, mas quem sabe você não olhe e diga: “Noooossaaa!!! Eu lembro disso!!!”

Today I Die
by Luis on mar.06, 2010, under Entretenimento, Outros, Todos
Lendo um blog de uma professora minha, descobri uma premiação de jogos independentes. E o blog sugeria um tal de “Today I Die“, e mais um comentário animado dizendo que ela estava “se divertindo loucamente” com ele. Por que não?
E mais uma vez me surpreendi! Com uma simplicidade atariana, o joguinho de 5 minutos começa com um quase poema macabro e a personagem se afogando. Com o simples trocar de palavras do poema, a troca de ambiente. E a procura por novas palavras até que o verdadeiro poema se revele e a vida floresça. E a bonita mensagem final. Divertido, rápido e até tocante! =D
O mesmo?
by Luis on mar.04, 2010, under Cine, Entretenimento, Todos
É mais um aviso do que qualquer outra coisa. Gosto muito do Matt Damon. Ja o vi fazendo coisas diferentes. Nunca com a maestria de um Depp ou um Nicholson. Mas de qualquer forma vi que ele tenta disfarçar suas características pessoais em personagens de características bastante diversas entre eles. E ele se esforça até com grande sucesso! Mas foi vendo essa propaganda do filme Green Zone, que debuta lá em cima no dia 12, que eu não pude deixar de pensar: “mais Bourne?” OK, sempre gostei muito da trilogia Bourne (principalmente o primeiro), e não conheço patativas desse Green Zone (ainda). Mas já não gostei de ver o Damon envolvido num personagem que parece nada ter a acrescentar ao seu trabalho como ator. Já o Bourne não diferia muito do Linus Caldwell (dos 11, 12 e 13 homens e seus segredos). As mesmas expressões, a impressão da mesma montagem corporal, dos mesmos vícios vistos no Bourne. E o mesmo molde de história. Enfim, é somente uma impressão. Infelizmente, impressão que me faz não ter vontade nenhuma de conferir o novo longa. Mas vou, com a esperança de ser surpreendido.
Humboldt County
by Luis on dez.27, 2009, under Cine, Entretenimento, Todos
O encontro com seus sonhos no lugar onde eles se perdem na fumaça.
Humboldt County me pegou realmente de surpresa! Não fazia a menor idéia do que era esse filme, e por muito tempo o guardei sem assistir, com receio de que coisa boa não fosse, sem vontade de arriscar perder meu tempo. Até a noite em que não tive opções e iria perder tempo querendo ou não. Sem nada à perder resolvi assistir o tal filme de uma vez por todas. No fim das contas – pensei – mal não iria fazer, uma hora e meia de filme…
Comprovei mais uma vez a força da teoria da baixa expectativa! Com uma simplicidade acertada o filme consegue tratar de assuntos sérios e ao mesmo tempo engraçados ao narrar as descobertas de um rapaz, Peter, que ao ser reprovado ao tentar uma residência num hospital como estudante, se vê envolvido com uma garota que o leva para a família dela. Família essa que sobrevive plantando maconha!
O descobrimento dos sonhos e desejos tanto de Peter quanto de cada membro da família e suas relações com a situação em que vivem e como se relacionam com o mundo ao redor. O questionamento do que é proibido, do que é ilegal, da sobrevivência, do fazer valer a pena. De vida e lições que aprendemos com ela. Mas mesmo que a equação pareça conhecida, o resultado pra mim pareceu ligeiramente diferente!
Consegue, do meu ponto de vista, fugir da imagem preconceituosa ou petrificada daqueles que tentam abordar o tema da droga. Sai do senso comum, dos estereótipos que a envolvem. E aborda o tema com seriedade, focando não ela, mas as relações humanas, os desejos, sonhos e realizações.
Um filme que vale a pena assistir, vale a pena sentar só por uma hora e meia! Vale a pena refletir sobre e se divertir! E o final, por mais que eu tenha previsto com sucesso o que iria acontecer, me comoveu do mesmo jeito!
Get lost!
Thalita Dol
by Luis on nov.15, 2009, under Entretenimento, Outros, Todos
Ilustradora por profissão, Thalita diz que, além do desenho, ama tantas outras coisas.
Traços e cores de uma simplicidade fascinante e um tanto quanto… hummmm… complexa, eu diria!
MACHINARIUM
by Luis on nov.10, 2009, under Entretenimento

Um dia desses, folhando uma revista de games numa livraria, topei com um review de meia página sobre um novo jogo. Me chamou a atenção principalmente pelo desenho do jogo. Li o título do jogo, guardei no meu celular e esqueci. Semanas depois, numa outra livraria e vendo uma outra revista, o mesmo jogo! Lembrei então que tinha já memorizado o nome do jogo e resolvi pesquisar direito na internet depois.

Entrei no site do jogo. Vi que eles tinham uma versão demo para um teste grátis. Resolvi tentar. O jogo começou e eu nem dei muita atenção. Estava atrasado e tudo o que acontecia não me parecia interessante. Logo deixei de lado, sem nem mesmo tentar entender do que se tratava.

Alguns dias depois resolvi fuçar mais o site do jogo. Descobri então que foi produzido pela Amanita Design, e que eles já haviam disponibilizado na internet outro jogo de relativa “fama” chamado “Samorost”. Devido ao fato de que Machinarium tinha só uma versão demo disponibilizada, resolvi ver como era esse tal de Samorost. Não deu outra: zerei Samorost rapidamente e logo em seguida zerei também a parte grátis de Samorost 2. Os dois jogos no mesmo estilo Machinarium: poit and click. Mas de um jeito que eu nunca tinha visto antes e com um visual simples porém muito bonito. E de quebra, além de tudo isso, aquele simples joguinho flash de internet possuía uma criatividade que muitos jogos para novas plataformas possuem.

Aí eu pensei: “bom, se esses joguinhos aqui, que são antecessores do Machinarium, tem todo esse poder, então não é possível que Machinarium seja somente aquilo que eu vi… Ele deve ter mais potencial escondido.”

Resolvi então me dedicar ao demo do tal. A primeira parte é relativamente simples, e a diferença principal desse novo jogo comparado aos dois Samorost é que a área de clique é restrita ao que o nosso personagem robô pode alcançar. Sim, o personagem principal é um robô. E nessa primeira parte o vemos sendo despejado em um lixão indefinido e o objetivo é juntar suas partes para assim poder caminhar e sair dali.

Entende-se, conforme a demo progride, que o personagem tem que voltar até a sua cidade, mas não se sabe o porque e nem o que acontece ou quem é ele. Continuando, ele se depara com um problema maior ao chegar aos portões da cidade: não permitem a entrada dele, a não ser que ele fosse um oficial. Foi aí que eu comecei a gostar. Estava então interagindo não somente com o cenário e com o que esse colocava a disposição, mas com outros personagens-robô. E não só, não era fácil entender o que fazer para progredir. Itens escondidos em cantos impensáveis e combinações deles com outros itens e com o cenário sempre numa lógica muito inteligente. E esses seriam as características presentes até o “The End” no final da jornada.

Para a minha decepção, o demo acabou assim que consegui fazer nosso amigo robô entrar na cidade. Não tive dúvidas: fui atrás da versão completa! De posse desta, continuei com a descoberta desse novo mundo. Como se vê nestes screenshots (que eu mesmo retirei conforme jogava) os desenhos apresentam uma beleza única, diferente de tudo que eu tinha visto até agora em matéria de jogos, introduzindo-nos num mundo diferente e psicodélico, absurdamente convidativo e prazeroso.

Várias vezes você, jogando, se vê em situações como: “Como é que eu vou conseguir o óleo de girassol que o velho robô aleijado quer nesse mundo metálico?” ou “Como vou capturar aquele gato?” ou ainda “Como vou conseguir fazer um cigarro dentro de uma prisão? E como isso vai me ajudar a sair dela?” e “Como eu saio daqui sem o guarda me ver?” E assim que resolve uma situação, se depara com outra mais complexa ainda, sempre envolvendo o cenário e os robôs nele.

Outro fator criativo é que não é só interação tipo “point and click”, mas durante o jogo, se você se depara com uma porta por exemplo, para abri-la tem que completar um mini-game daqueles de fundir os cérebros mais dispostos! E os encontra durante todo o andamento do jogo! Desde jogos de lógica até também jogos estilo atari ou até de tabuleiro, que devem ser completados para o sucesso do avanço! E isso foi uma tirada inteligentíssima da parte dos caras da Amanita! Conferem assim uma diversidade incrível ao jogo, nunca dando aquela impressão de tédio conforme o jogo avança. Sem contar com a história, que aos poucos começa a tomar forma e você começa a entender o porquê foi jogado num lixão, o perigo que a cidade corre, o rapto da namorada e etc.

No final das contas Machinarium se mostra um jogo imperdível. Deve ser jogado! E o fato de ser um jogo em Flash ajuda mais ainda por dar uma leveza ainda maior e tempos de loading quase nulos. Simples e absolutamente eficaz. E não se preocupem: pra quem achar que o jogo é curto, várias horas de jogatina te esperam! Uma dica: tentem zerar o jogo sem utilizar do livro de respostas (sim, o jogo praticamente vem com um detonado embutido). Eu o utilizei somente daquela primeira vez que joguei o demo, quando estava sem paciência, e nunca mais. E digo: é possível!

PS: Assim que você conseguir arrumar os instrumentos da banda, fique ali e escute a música deles até o final: excelente! Destaque também para uma trilha sonora muito boa durante o jogo todo!
BOA DIVERSÃO!!!
Alexandre Orion
by Luis on out.20, 2009, under CONSCIENTIZANDO, Entretenimento, Todos

Seu processo começa com elaboradas (e ao mesmo tempo simples) intervenções urbanas. Designer e artista plástico, formado em Artes Visuais, Alexandre Orion trabalha com graffiti desde 1995. Começa a envolver-se com teoria e prática fotográfica em 2001.

As intervenções são só o começo. Seus graffitis não terminam em si mesmos. Na verdade eles não vivem por conta própria.
Orion espera. Espera que a própria pulsação da cidade complemente sua arte. E espera tendo em mãos uma câmera fotográfica. É ali que a arte realmente alça vôo, que a fusão se completa, é o ponto onde ele quis chegar. É a fotografia o ponto final.

Vendo de longe essas três fases que ele percorre nesse seu projeto “Metabiótica”, percebemos uma tentativa de junção de linguagens (junção das técnicas plásticas s fotográficas) com o objetivo de questionar seus limites e suas compreensões. Colocando em questão sua capacidade de representação. A interação do vivo e do “não-vivo” torna-se uma coisa só, onde os limites são ultrapassados e tudo se apresenta real, vivo, em plena interação.

Os resultados impressionam pela sinceridade. E pelo questionamento do que é arte, de onde podemos apreciá-la, de como pode ser feito e sob quais circunstâncias. E principalmente de como podemos interagir com ela para dar vida a novas formas até mais expressivas da mesma.

“Metabiótica” é um dos projetos de Orion. Seu site apresenta mais dois, colocando em questão o valor daquilo que é importante e a arte que surge da negra camada de fuligem resultante da poluição. Vale a pena conferir!
O Nascimento de uma Nação
by Luis on out.19, 2009, under Cine, Todos

D.W. Griffith, em seu filme “O Nascimento de uma Nação” (1915), propõe uma leitura da Guerra Civil norte americana (1861-1865) colocando em pauta questões como o surgimento da primeira Ku Klux Klan baseado em seu ponto de vista. Acabou gerando controvérsias por defender que a organização restauraria a ordem do sul, no pós-guerra, que estaria seriamente “ameaçado” por negros “incontroláveis”.
A situação histórica que o filme retrata mostra o período de guerra e depois o pós-guerra, onde o sul se encontra na situação de derrotado. Após a morte do então presidente Abraham Lincoln, a situação se agrava quando decidem punir o sul pela secessão e Griffith mostra as dificuldades do povo do sul em tal período.
Griffith monta a narrativa do filme introduzindo novos recursos melodramáticos linguagem cinematográfica, adicionando significados a planos e suas seqüências.
Através do melodrama Griffith ressalta na história do filme situações e momentos como aquele onde os afro-americanos estão na Câmara dos Deputados Estaduais e são retratados como arruaceiros, desordeiros e sem escrúpulos ou organização. Bebem, tiram os sapatos, comem.
Durante o desenvolvimento do filme Griffith, por exemplo, apresenta a personagem Flora, filha menor da família escravista do sul Cameron, sempre ressaltando sua inocência, pureza e ingenuidade. Monta a personagem em cada cena como alguém que, apesar dos contratempos está sempre tentando colher o lado bom e sorrir.
Tamanha pureza tem seu ápice quando ela sai para pegar água cantarolando, dançando em plena natureza sem saber que está sendo seguida por um negro, que a intercepta e diz querer se casar com ela. Ela foge, evitando ser tocada por ele e a perseguição acaba em cima de um morro de pedras onde ela se joga, preferindo se suicidar a deixar um homem negro tocá-la.
Griffith, através de momentos como esse e outros como a decisão na Câmara de que todos os brancos deveriam saudar os oficiais negros nas ruas, justifica a criação do grupo Ku Klux Klan.
Historicamente Griffith apresenta momentos cruciais dos anos da Guerra da Secessão e do pós-guerra, como a morte do presidente Lincoln no Teatro Ford, a reconstrução do sul. Mostra um período histórico conturbado, e o faz de um modo racista. Usa das ferramentas cinematográficas de um modo excepcional, criando no espectador os sentimentos corretos e caracterizando os personagens e grupos da maneira que lhe convém.
Articula a montagem paralela de modo a deixar angústia em quem assiste, como quando o pequeno grupo se refugia na cabana, durante a repressão ao Klan, onde nos mostra a difícil tarefa de sobrevivência dos que estão lá dentro contra o grande grupo de negros e, do outro lado, a cavalaria do Klan que se apressa para ajudá-los, chegando no momento mais crítico, onde se pensa não há mais esperança.
Através de recursos como esse Griffith se posiciona historicamente de um modo muito racista, mostrando que a Reconstrução não deu certo e que os negros não deveriam nunca ser reintegrados na sociedade como iguais. Assim, a criação da Ku Klux Klan e suas ações violentas seriam justificáveis para o restabelecimento de um governo honesto.
Claramente separatista o filme não foi bem recebido por seu público, sendo seu lançamento negado em vários estados por incentivar gangues de brancos a atacarem negros. O filme também fez ressurgir a Ku Klux Klan, que até então estava apagada.
Mesmo distorcendo alguns fatos históricos, o filme retrata de modo detalhado outros como o assassinato do presidente Lincoln, fazendo com que o público o criticasse mais ainda.
Podemos então caracterizar “O Nascimento de uma Nação” como defendendo claramente um ponto de vista separatista perante a história, articulando primorosamente os meios melodramáticos (como exemplificados acima) para enfatizá-lo sempre mais.
As Troianas
by Luis on ago.16, 2009, under Entretenimento, Todos
Contrariando, talvez, as expectativas de uma grande amiga minha, teço algumas palavras sobre aquilo que me veio em mente durante e depois de ter assistido a peça “As Troianas – Vozes da guerra”, dirigida por Zé Henrique de Paula, um dos principais nomes da cena atual como foi assim denominado pela Revista Veja São Paulo.
Adaptação da tragédia de Eurípides, “As Troianas” nos propõe um paralelo entre a Guerra de Tróia e a II Guerra, onde as troianas sobreviventes passam a ser as judias arrasadas pelo holocausto.
Colocado desde o primeiro minuto na dimensão da guerra, o espectador desavisado é surpreendido quando descobre que os atores dialogam somente em alemão, sendo que as atrizes não falam. Expressam-se com o canto.
A ousadia faz dessa a proposta mais válida, suscitando no público a necessidade de buscar outras vias para compreender o que se passa no palco, ajudando assim, em larga escala, na construção de um novo público, que sai da passividade promovida pelos meios de entretenimento “mastigados”.
Como conseqüência dessa provocação ao espectador, os atores se vêem diante de um novo desafio, que é o de não ter mais a segurança do texto, tendo que sustentar a atenção do público com a interpretação, a expressão corporal, a interação crível com aqueles com quem dividem o palco. E sem dúvida o diretor deve também, com a encenação, luz, cenografia e com todos os outros instrumentos sua disposição, achar um novo equilíbrio para convencer esse público.
Percebe-se então o quão saudável é tal iniciativa não somente por provocar a percepção e pensamento do espectador, mas também por exigir um aprimoramento de instrumentos importantes linguagem da encenação teatral.
O ator exposto dessa maneira torna-se, porém, mais vulnerável ainda (pois sempre o é de maneira escancarada) ao olhar do público, que não tendo como julgar suas falas, concentra sua atenção nas ações, nos gestos interpretativos. Não pude, portanto, sair do teatro sem notar a falta de “força” de alguns personagens em alguns momentos.
“Força” entre aspas porque é a palavra que me veio em mente. Provavelmente se traduziria ao ator como, talvez, “propriedade” da personagem. Sensações que emanavam dos atores que captei como falsas; não convincentes. O momento do grito da personagem junto ao corpo estendido serviria de exemplo. Senti como se a força, a potência que deveria ser passada não conseguisse chegar satisfatoriamente ao público. Naturalmente isso foi por mim detectado em uma ou duas personagens, não em todas.
Já de um personagem masculino em particular foi perceptível a sutil tentativa de forçar sensações que deveriam, a meu ver, mostrar naturalidade. Coisas que se tornam mais visíveis numa peça com tal proposta.
“As Troianas”, com belíssimas imagens formadas no palco devido atenção, ao cuidado com a montagem e encenação (com luzes e cenário em harmonia), com músicas bonitas que falam ao serem cantadas, com essa proposta que, além de válida, é necessária, e também com uma atuação “sintonizada”, é definitivamente uma peça a ser vista!
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E agora, Kelly, “em off”, queria só ressaltar um momento: aquele em que o soldado te puxa depois que Cassandra acende as velas, a mudança de humor ou o que for, flui de modo arrepiante da tua personagem, e aquele teu olhar distante reflete o (ou no) corpo inteiro, fazendo acreditar.
Não consigo pensar em um momento em que senti (ou não senti) alguma coisa que não me convencesse. Não sei se faz parte da personagem (porque pode ser), mas o que me vem em mente é uma inconstante de emoções nela, um vai e vem de sensações. Talvez mais atenção pra não perder da personagem nessas transições, onde em alguns momentos (como quando você abraça a outra depois solta) parece que te vejo.
Adorei a cena em que todas dançam! Ainda acho a Cassandra a mais viva, a mais humana, talvez justamente por “não participar” daquela realidade como as outras.
É isso, são algumas coisas que eu vi. Que EU vi! Ou seja: podem ou não valer! Afinal…
E obrigado!
by Luis on ago.05, 2009, under Todos
Pensando talvez em quantas vezes eu deveria ter deixado de comer almôndegas, um camarada me liga convidando para uma partida de basquete. O Sol iluminava sorrisos e refletia lágrimas como nunca durante essas férias (porque, como sempre, ele resolve aparecer somente no fim delas). Concordei sem hesitar muito e, apesar do meu estado físico não muito atlético por causa das almôndegas, o jogo correu bem e o resultado foi satisfatório.
Minha tosse não parou ainda. Gripe? Ali naquele jogo me disseram que eu deveria parar de fumar. Eu então decidi começar para então poder parar, esperando assim que a tosse fosse embora.











