A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivos de Novembro 23rd, 2006

23/11/2006Cocaína

Eu estava aqui pensando o que escrever. Várias idéias, nenhuma boa. Estava pensando no filme que assisti ontem: Miami Vice (primeira vez que eu assisto a primeira seção da estréia de um filme!).
O filme é bom! Violento, sexy, bom. Já de começo chama a atenção por não mostrar créditos iniciais. Você já começa de cara na história. Essa, por sua vez, é sobre a dupla de detetives Ricardo e Sonny que se infiltram no esquema de tráfico de drogas para desmascará-lo.
No meio da trama eles citam “Colômbia”. Sim, o país que mais produz a droga chamada Cocaína.
Depois de ler uma matéria sobre a produção da droga e de assistir o filme, fiquei pensando: a produção não vai parar, pois muita gente miserável vive de plantar e produzir a pasta da coca, que é depois vendida aos traficantes.
Na cidade de Caquetá, Colômbia, onde é produzida a droga, a moeda não é uma só. Existe o Peso, moeda local, e a Coca, que também é aceita como forma de pagamento do mesmo jeito. Pagar as compras de supermercado com um saco de cocaína é absolutamente natural naquele lugar.
Depois de passarem a droga para as mãos dos traficantes acontece quase exatamente como o filme mostra. A droga é passada para o mundo inteiro sem que ninguém perceba. Os que percebem, ou ganham para não perceber, ou simplesmente são levados para ver Jesus.
Para quem se envolve seriamente no tráfico a tentação é grande: o lucro é rápido e absurdamente extenso. Muita grana em pouco tempo. Tremendamente arriscado, isso é certo, mas…
Parece até uma ótima opção de trabalho: você sustenta os que vivem da produção e ganha muito com a distribuição.
Agora, existe uma outra maneira de se envolver com a droga: sendo usuário. Aí a coisa amarga. Se você compra uma vez, logo pede a segunda, até não ter mais dinheiro e começar a roubar ou ser mais um na fila de Jesus. Ou você compra até se matar usando. Não é nada bonito.
Todas as opções levam para um caminho sem volta e sem um futuro luminoso.
Mas para que falar isso? Todo mundo sabe sobre os danos que a droga e seus derivados causam.
Realmente isso é bem divulgado, mas não custa alertar, e além do mais, é o que eu estava pensando e pesquisando ultimamente.
Acho que cada um deve fazer a sua parte para melhorar a situação. É bom entender como funciona.

23/11/2006Eco

Hoje eu recebi uma notícia que me abalou emocionalmente de tal maneira que eu fiquei tremendamente triste e sem acreditar. Não, a garota por quem eu estou apaixonado não começou a namorar meu melhor amigo. E eu também não perdi meu HD por causa de um vírus. Não, eu não vou ter que acordar cedo amanhã. Foi algo muito, muito pior.

Tudo começou assim: tomei meu banho sem preocupação e depois sentei no sofá pra assistir TV. Tava num desses jornais que passam de noite. E depois da notícia do japonês de dois metros e trinta que está no Brasil eu ouvi a chamada: “Pesquisas revelam que daqui a quarenta anos todas as espécies marinhas estarão em extinção.”

Pasmei. “Como assim todas?” eu me perguntei. E continuei assistindo.

Não, eu não estava ouvindo errado. Era essa a previsão! Motivos? Aquecimento global. É isso que pensamos de primeira. Mas não foi isso que eu ouvi. Isso afeta sim a vida submarina, mas as duas principais causas de extinção das espécies marinhas são, hoje, a poluição (= aquecimento global) e a caça predatória.

Eu vou falar sinceramente pra vocês, meu impulso inicial foi o de desistir do teatro, dos meus sonhos cinematográficos, da minha casa, dos meus amigos, dos meus pais, da minha família toda, do meu computador, da TV, das idas ao cinema, da garota por quem eu estou apaixonado, do basquete, da minha cama e de toda minha atual vida e me juntar ao Greenpeace ou ao WWF e sair por aí num bote inflável alaranjado atrás de transatlânticos caçadores no meio do oceano.

Bom, talvez não o WWF ou o Greenpeace, mas algum que me dê mais liberdade pra eu poder afundar os navios de caçadores com uma bazuca.

Daí eu voltei pra realidade do meu confortável sofá. Deparei-me com minha TV de 29 e lembrei que eu estava de chinelo, sem pentear o cabelo e que a praia mais próxima da minha casa ficava a duas horas de carro daqui.

Comentei isso com meus pais durante a janta (não os meus desejos e sim a notícia). Meu pai me lembrou da situação dos EUA, que continua dando as costas pra coisas insignificantes como o tratado de Kyoto e achando que tem que dominar à força tudo que pensa em ameaçar sua supremacia enquanto adolescentes morrem nas escolas assassinados por alunos da mesma. Sem contar que o país liderado por aquela besta do Bush é o que mais polui (36,1% do total mundial).

Bom, depois dessa longa introspecção que me fez relembrar várias aulas do meu colegial tive outro impulso que me deu vontade de comprar um rifle de precisão, entrar clandestinamente nos EUA e acertar aquele presidente energúmeno. Mas ir preso depois não ia adiantar muito.

Voltei a mim e me vi comendo mamão de pé na beira da pia olhando pro canil da minha cachorra.

Pensei no que eu poderia fazer pra que no futuro essas previsões não dessem certo.

Coisas como reciclar meu lixo. Não jogar papel de bala pela janela. Não demorar no banho. Coisas básicas como essas são fundamentais. O que mais?

Comecei pensando que podia pesquisar mais sobre as conseqüências de, num futuro próximo, todas as espécies marinhas entrarem em extinção. Depois pensei em saber mais sobre o aquecimento global e como anda o tratado de Kyoto. Bom, resumindo eu queria me aprofundar no assunto.

Comecei a pesquisa e achei um artigo na Folha Online sobre crimes ambientais. Queria reproduzir o último parágrafo:

“Se você se preocupa em manter os ecossistemas mais saudáveis, você também pode ajudar os biólogos e a Justiça a desvendarem ou a prevenirem crimes ambientais. Toda vez que estiver diante de danos ao ambiente (por exemplo, desmatamentos indevidos em áreas de mananciais, construções irregulares em áreas de marinha), em áreas públicas da União, procure descrever minuciosamente o dano, se possível, documente fotograficamente o fato, a data, o autor do dano, quando conhecido, e indique testemunhas. Encaminhe uma denúncia formal ao Ministério Público exercendo, assim, a cidadania de forma responsável.” (FABIO GIORDANO; Especial para a Folha de S. Paulo - 29/01/2004 - 08h13).

Foi um começo. Vi depois um vídeo mostrando que um dos maiores lagos do Chile, o Chungara, está secando. Vítima do aquecimento global. Comecei assim minhas pesquisas sobre como anda o Protocolo de Kyoto.

Li uma entrevista com o político convertido em ambientalista convertido em estrela de cinema, Albert Gore Jr., ex-vice-presidente (democrata) dos EUA, que veio ao Brasil lançar seu livro “Uma Verdade Inconveniente” e seu filme homônimo sobre o efeito estufa.

Resolvi, mais uma vez, dar um “Ctrl-c, Ctrl-v” na primeira pergunta feita pela Folha para ele:

Folha - O mundo todo se reúne no mês que vem em Nairóbi para debater uma extensão do Protocolo de Kyoto. O senhor acha que nós ainda deveríamos perseguir um tratado global contra o efeito estufa, sendo que Kyoto se mostrou pouco eficaz e as emissões subiram muito nas últimas décadas?

Al Gore - Eu vejo de outra maneira. Acho que o Protocolo de Kyoto teve, sim, um efeito positivo, porque o problema teria piorado muito mais rapidamente sem ele. E a principal razão pela qual Kyoto não teve um efeito mais positivo foi porque os EUA não se juntaram ao tratado. Quando se juntarem, vai haver um mercado fechado para emissões de carbono, e o mercado vai operar com muito mais eficiência. Há muitos aspectos da solução para a crise climática que só podem ser atacados por um tratado global. A colaboração entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, por exemplo, só pode ser feita através de um tratado global como Kyoto. Se não houvesse um tratado, poderia haver vantagens para países que trapaceassem nas regras adotadas por todos. As negociações em Nairóbi acontecerão numa época em que os EUA ainda estão recuados. Mas eu tenho boa notícias: os EUA estão começando a mudar e em breve mudarão dramaticamente. Qualquer que seja o partido eleito em 2008, os EUA terão uma nova política. Nosso maior Estado, a Califórnia, já abraçou Kyoto. Trezentas e dezenove cidades americanas já abraçaram Kyoto. Muitos líderes conservadores e religiosos e empresários se separaram do presidente Bush nessa questão, e nós agora estamos às vésperas de uma grande mudança na política americana. O próximo tratado não será só uma extensão de Kyoto; terá medidas mais duras. E lembre-se: Kyoto só passa a valer em 2008. Então é cedo demais para dizer que ele não foi eficaz.”

Que ele esteja certo!

Oceanos

Sobre os oceanos especificamente eu pesquisei no site do Greenpeace. Dêem uma lida nesse link: http://oceans.greenpeace.org/pt/nossos_oceanos.

Aproveitem pra dar uma boa lida em outras coisas do site, que nos fornecem várias informações preciosas.

Entre inúmeras conseqüências do aquecimento global e de crimes ambientais em todos os níveis, o que se enxerga é um futuro desértico.

Porém, com toda essa pesquisa, que eu só comecei, me dei conta de que existem muitas formas de fazer desse nosso mundo, um mundo ecologicamente mais saudável.

Vamos pesquisar, procurar entender e ver o que podemos fazer. Não podemos parar por aqui, não podemos ver tudo sucumbir ao cinza. Mesmo que for pra somente discutir esse assunto com nossos amigos.

Assim como a política, a pobreza, o comércio de armas e as guerras; a ecologia é também peça fundamental do grande quebra-cabeça que é a nossa humanidade.

Vários de vocês ainda devem estar com sérias dúvidas sobre a utilidade desse site. Bom, pra quem não sabe eu sempre tive um blog (eu, Luis). Pra quem entrava ele começou como “E falando nisso”. Lá eu publicava meus textos sobre várias coisas e fazia tudo que um simples blog me permitia!

Sempre dando problemas, um certo dia o “E falando nisso” parou de abrir. Sempre dava erro e eu nunca mais consegui fazer aquilo pegar. Ainda no Blogger eu montei um outro blog chamado “Estepe”, ele ficaria no ar enquanto o “E falando nisso” não abrisse.

Como nunca mais tive notícias do “E falando nisso” resolvi fazer do “Estepe” meu blog oficial e deletar de vez o outro. Fiz isso. Durante o processo de transição me surgiu o nome “Embaralhando” e gostei. Coloquei esse nome e mudei o visual conforme era possível nos parâmetros Blogger.

Eu gostei do resultado. Pouco tempo depois me propuseram de fazer um blog de verdade. Foi aí que nasceu esse Embaralhando! Um amigo meu leu o antigo blog e me sugeriu fazer uma coisa mais séria e mais bonita. No começo a idéia estava um tanto distante, mas conforme tudo foi esclarecendo eu vi que ia dar certo.

Várias horas testando a paciência e a boa vontade desse meu amigo e esse blog saiu. A versão que vocês estão lendo já é praticamente a versão final. Faltam alguns ajustes, mas já dá pra sentir a diferença desse em comparação com o do Blogger.

Aproveito então para agradecer o Daniel pelo ótimo trabalho e por aturar minha ignorância todos esses dias.

Espero que vocês opinem, comentem, falem mal e especialmente aproveitem esse meu novo site.

Farei o possível pra poder atualizar sempre e oferecer cada vez mais coisas pra vocês!

Bem-Vindos! 


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