A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivos de Dezembro 12th, 2006

12/12/2006Frase do Dia

Esse é um post que eu estarei sempre publicando com frases diferentes! A frase desse post de estréia vocês conferem na imagem, com a sua devida tradução em baixo.

Bomb for peace?

Tradução: “Bombardear pela paz é como transar pela virgindade”.

12/12/2006CORRE! (2)

Bom, como eu ia dizendo, esse fatídico acontecimento tem um como, um quando e um porquê, mas que o principal era quem:

Fabiana.

Eu ainda não citei nada sobre meus relacionamentos com o sexo feminino, não é? Pois bem, para dar um exemplo concreto da autenticidade da minha testosterona eu reproduzo agora um trecho do meu diário do tempo do meu colegial:

“Domingo, 25 de agosto.

Hoje eu acordei tarde. O Gui e o Juca me convenceram a ir à festa de 16 anos da Pri. Cara, você sabe como eu sou pra festas. Se alguém me convida pra ir ao salão do automóvel eu digo que eu já fui e que já enjoei, agora, festa… Nunca gostei de festas. Pelo menos era de aniversário, festas de aniversário são melhores, normalmente você conhece mais da metade do pessoal e, pelo mesmo motivo, todos entendem o porquê de você estar dançando daquele jeito.

Eu não tava a fim de ir pra festa da Pri. Não por ela, eu acho ela muito gente boa, não muito bonita, mas amiga pra caramba. Eu realmente não queria ir porque eu sabia que a Lisa ia também. Se bem que foi também por isso que eu fui… bom, eu não entendo direito o que me dá nessas horas.

A coisa é que eu fui.

A gente chegou mais cedo, e não tinha chegado todo o pessoal. Aquele idiota do Heitor chegou bem depois da gente e, como sempre, dirigindo. O cara mora a dois quarteirões da casa da Pri, que fica num condomínio fechado, e ele vem dirigindo. Pior: ele vem dirigindo pior que a avó do Luiz, que tá em coma!

O filho da mãe (pra num escrever outra coisa) chega desse jeito e todo mundo adora!

Sinceramente, eu só não esmurrei ele ontem pelo mesmo motivo que eu não esmurrei semana passada e nem vou esmurrar nunca. Motivo esse que eu já devo ter escrito aqui umas oitenta vezes. Não, ele infelizmente não é maior que eu. Pelo contrário, eu sou o dobro dele, em todos os sentidos! O negócio é que ele tem os amigos certos.

Eu relevei e continuei tentando achar motivos para não me despedir de todo mundo antes que ela chegasse. Se eu pelo menos pudesse falar pra todo mundo os motivos que eu tinha pra ir embora…

De qualquer forma ela chegou. Eu tava dentro da casa, a porta tava fechada, mas não trancada. Sem nenhum tipo de aviso prévio a porta abre e eu, sem imaginar quem poderia entrar, virei para olhar. Esqueci de dizer que eu tava perto da porta. Bem perto.

Aí ela entrou. Eu ainda não sei por que eu ainda não pedi essa menina em casamento.

Ela tava com uma saia longa e com uma blusa que combinavam perfeitamente. Uma sandália que deixavam seus pezinhos perfeitos à mostra. O cabelo encaracolado longo estava preso com uma fita que só a deixava mais bonita!

Nessas horas eu tenho vontade de sair correndo de pular na frente do primeiro caminhão que passar. Mas tem que ser caminhão! Carro te dá a chance de sobreviver.

Eu não consegui falar um “OI” sem gaguejar! Eu me odeio!

[nota: não, isso não faz parte do meu diário de menino, só queria registrar que essa última frase ocupava uma página inteira do meu diário, aqui isso não será possível, a não ser que o texto fique curto. Bom, voltando...]

Se pelo menos eu tivesse coragem de falar com ela… Se pelo menos eu tivesse coragem de falar com qualquer outra garota! Como eu queria ter controle total sobre meu corpo e minha mente…

Mas temos hoje um avanço! Creio que ela também goste de mim! Pelo menos eu acho que ela não ficou com ninguém ontem. E sempre que olhava pra mim sorria.

Se bem que o Juca falou que isso só acontecia por causa da minha cara de pimentão queimado de sol que eu ficava… Não sei por que eu ainda ando com esse cara.

O resto da festa foi uma tragédia e eu não consegui levar um papo legal com ela.”

Acho que eu posso parar por aqui. Vocês agora percebem que eu sempre fui um cara que não deu sorte com o sexo oposto. Foi esse um dos motivos da minha indecisão na época de escolher uma profissão. Eu seriamente pensava em ser ator. Hoje dou graças a Deus que fiz jornalismo!

Esse problema (referente ao sexo oposto) foi amenizado na faculdade. Mas ainda trago comigo alguns traumas.

Voltando ao que interessa, eu revelei que o “quem” do fatídico acontecimento se chama Fabiana.

Se não fosse ela talvez hoje eu não tivesse tantos pesadelos com sirenes e algemas. Talvez.

Aqui vai um prólogo do acontecimento, que introduz o “quem” na minha vida:

         Não, peraí! Não cabe mais. Seguinte: fica pro próximo capítulo tá?


Você quer ir para o topo do site certo?