A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivo de Dezembro, 2006

12/12/2006Frase do Dia

Esse é um post que eu estarei sempre publicando com frases diferentes! A frase desse post de estréia vocês conferem na imagem, com a sua devida tradução em baixo.

Bomb for peace?

Tradução: “Bombardear pela paz é como transar pela virgindade”.

12/12/2006CORRE! (2)

Bom, como eu ia dizendo, esse fatídico acontecimento tem um como, um quando e um porquê, mas que o principal era quem:

Fabiana.

Eu ainda não citei nada sobre meus relacionamentos com o sexo feminino, não é? Pois bem, para dar um exemplo concreto da autenticidade da minha testosterona eu reproduzo agora um trecho do meu diário do tempo do meu colegial:

“Domingo, 25 de agosto.

Hoje eu acordei tarde. O Gui e o Juca me convenceram a ir à festa de 16 anos da Pri. Cara, você sabe como eu sou pra festas. Se alguém me convida pra ir ao salão do automóvel eu digo que eu já fui e que já enjoei, agora, festa… Nunca gostei de festas. Pelo menos era de aniversário, festas de aniversário são melhores, normalmente você conhece mais da metade do pessoal e, pelo mesmo motivo, todos entendem o porquê de você estar dançando daquele jeito.

Eu não tava a fim de ir pra festa da Pri. Não por ela, eu acho ela muito gente boa, não muito bonita, mas amiga pra caramba. Eu realmente não queria ir porque eu sabia que a Lisa ia também. Se bem que foi também por isso que eu fui… bom, eu não entendo direito o que me dá nessas horas.

A coisa é que eu fui.

A gente chegou mais cedo, e não tinha chegado todo o pessoal. Aquele idiota do Heitor chegou bem depois da gente e, como sempre, dirigindo. O cara mora a dois quarteirões da casa da Pri, que fica num condomínio fechado, e ele vem dirigindo. Pior: ele vem dirigindo pior que a avó do Luiz, que tá em coma!

O filho da mãe (pra num escrever outra coisa) chega desse jeito e todo mundo adora!

Sinceramente, eu só não esmurrei ele ontem pelo mesmo motivo que eu não esmurrei semana passada e nem vou esmurrar nunca. Motivo esse que eu já devo ter escrito aqui umas oitenta vezes. Não, ele infelizmente não é maior que eu. Pelo contrário, eu sou o dobro dele, em todos os sentidos! O negócio é que ele tem os amigos certos.

Eu relevei e continuei tentando achar motivos para não me despedir de todo mundo antes que ela chegasse. Se eu pelo menos pudesse falar pra todo mundo os motivos que eu tinha pra ir embora…

De qualquer forma ela chegou. Eu tava dentro da casa, a porta tava fechada, mas não trancada. Sem nenhum tipo de aviso prévio a porta abre e eu, sem imaginar quem poderia entrar, virei para olhar. Esqueci de dizer que eu tava perto da porta. Bem perto.

Aí ela entrou. Eu ainda não sei por que eu ainda não pedi essa menina em casamento.

Ela tava com uma saia longa e com uma blusa que combinavam perfeitamente. Uma sandália que deixavam seus pezinhos perfeitos à mostra. O cabelo encaracolado longo estava preso com uma fita que só a deixava mais bonita!

Nessas horas eu tenho vontade de sair correndo de pular na frente do primeiro caminhão que passar. Mas tem que ser caminhão! Carro te dá a chance de sobreviver.

Eu não consegui falar um “OI” sem gaguejar! Eu me odeio!

[nota: não, isso não faz parte do meu diário de menino, só queria registrar que essa última frase ocupava uma página inteira do meu diário, aqui isso não será possível, a não ser que o texto fique curto. Bom, voltando...]

Se pelo menos eu tivesse coragem de falar com ela… Se pelo menos eu tivesse coragem de falar com qualquer outra garota! Como eu queria ter controle total sobre meu corpo e minha mente…

Mas temos hoje um avanço! Creio que ela também goste de mim! Pelo menos eu acho que ela não ficou com ninguém ontem. E sempre que olhava pra mim sorria.

Se bem que o Juca falou que isso só acontecia por causa da minha cara de pimentão queimado de sol que eu ficava… Não sei por que eu ainda ando com esse cara.

O resto da festa foi uma tragédia e eu não consegui levar um papo legal com ela.”

Acho que eu posso parar por aqui. Vocês agora percebem que eu sempre fui um cara que não deu sorte com o sexo oposto. Foi esse um dos motivos da minha indecisão na época de escolher uma profissão. Eu seriamente pensava em ser ator. Hoje dou graças a Deus que fiz jornalismo!

Esse problema (referente ao sexo oposto) foi amenizado na faculdade. Mas ainda trago comigo alguns traumas.

Voltando ao que interessa, eu revelei que o “quem” do fatídico acontecimento se chama Fabiana.

Se não fosse ela talvez hoje eu não tivesse tantos pesadelos com sirenes e algemas. Talvez.

Aqui vai um prólogo do acontecimento, que introduz o “quem” na minha vida:

         Não, peraí! Não cabe mais. Seguinte: fica pro próximo capítulo tá?

11/12/2006HS


“Existe no mundo uma arma para cada 12 pessoas. A única questão agora é: Como vamos armar as outras onze?”
Essa é a primeira frase dita no filme “O Senhor das Armas”. A história trata de um homem que viu no comércio de armas um modo de ganhar dinheiro. Seu envolvimento com esse mundo acaba levando ele para o comércio de drogas, acabando com a vida de seu irmão, que também era seu sócio.
Ele se casou com a mulher de seus sonhos e se tornou um dos melhores no ramo. Porém, depois de seu irmão, sua família o deixou. Com a vida alicerçada em mentiras e trapaças, ele acabou só, porém perito no que fazia. Despertando mais do que respeito de uns e ódio de outros.
“O futuro do mundo pertence aos vendedores de armas.” Diz ele no final.
Temos hoje no mundo incontáveis focos de guerra espalhados em praticamente todos os países. Os maiores são noticiados.
Duvido que alguém ainda não tenha feito a pergunta se isso vai acabar um dia. Até os vendedores/traficantes de armas… Melhor: principalmente os vendedores/traficantes de armas fazem essa pergunta. Pois se as guerras acabarem, eles estão desempregados. E é por isso que infelizmente estamos longe de uma época de paz, apesar de estarmos contraditoriamente cada vez mais perto dela.
E isso ninguém pode negar, nunca se fez tanto para um mundo melhor como hoje. Cada atrocidade noticiada mundialmente e principalmente as que acontecem na nossa esquina, clama por uma época mais segura e tranqüila. Mesmo que elas resultem em um fruto do isolamento crônico que vemos ou fazemos parte. Porém isso é proporcionalmente minúsculo perto de todas as idiotices assassinas que mentes extraterrestres bolam hoje em dia.
Pena as pessoas mais poderosas do mundo dependerem da interrupção da vida alheia para ganhar seu salário.
Bom, já que ninguém liga pra nada hoje em dia a não ser para a limpeza do próprio umbigo, é uma boa idéia entrarmos na dança, pois, afinal, não é justo que de doze pessoas no mundo somente uma possa ter uma arma…

8/12/2006CORRE! (1)

CORRE!!!

Apresento aqui o primeiro post da série “Corre!”. É uma história minha que acabou saindo grande. E que por acaso eu ainda não terminei. Sendo assim eu publicarei aos poucos. E é um jeito legal de publicar histórias, farei mais desse jeito com outras idéias minhas!

Não tenho idéia se vou publicar os outros capítulos com espaços de tempo definidos. Veremos no que isso dá! Aí vai!

CORRE! (cap. 1)

Nem sempre eu fui fugitivo. Pra falar a verdade, depois das aulas de química, na época do meu colegial, eu nunca fugi de mais nada. Pelo menos nada que eu me lembre.

Nada como um pouco de incerteza na vida pra mudar um pouco as coisas.

Antes de qualquer coisa, meu nome é Davi. Fiz faculdade de jornalismo. Logo depois consegui um estágio no Estadão. Eu realmente era um cara de sorte! Até hoje tento entender como eu consegui esse estágio. Não sei por que sempre que eu penso nisso me vêem à cabeça coisas não muito legais, também não entendo em qual sentido essa palavra “legais” aparece.

Bom, de qualquer forma consegui evoluir no jornal e meu último cargo foi o de editor chefe. Sabe? É o cara que tem o trabalho de colocar os textos nas colunas, decidir onde ficam as imagens e tal. Ganhava bem.

Não tinha projetos de ser mais nada além disso. Talvez repórter, mas esses eram planos futuros. De qualquer forma, ser procurado pela polícia não era meu sonho de realização profissional.

Eu falo tanto que sou fugitivo mas não explico nada para que vocês tenham uma linha plausível de raciocínio, né?

Mas não se preocupem, estou aqui para isso. Resolvi publicar na internet (pra depois colocar num livro) minha trajetória desde o fatídico acontecimento até os dias de hoje.

Acho que já deu pra ficar claro que a historinha que eu vou contar é sobre minhas inúmeras peripécias enquanto fugitivo. O que vocês não sabem ainda é que eu, durante o processo, colocarei trechos do meu diário aqui, assim o negócio fica mais interessante. E também fica maior. Dá pra encher mais lingüiça, pois como eu disse, eu quero publicar, e não imprimir em papel barato e sair tacando pela rua, colando em postes e essas coisas, entenderam?

Vamos então começar. Como eu disse, eu era editor chefe do Estadão, e estava feliz ali. Até o fatídico acontecimento!

Esse fatídico acontecimento tem um como, tem um quando, tem um porquê, mas o mais importante sobre esse acontecimento é quem.

Opa! Melhor parar por aqui! É um lugar bom pra cortar o texto, principalmente pelo fato de que estamos num blog!

Não percam o próximo post!

7/12/2006Burrice

Com o tempo a gente vai descobrindo que o ser humano pode ser uma criatura estupidamente tapada. Luana sabia disso desde sempre. Talvez por ter sido criada numa família esclarecida. Ou talvez por ter se interessado pelos estudos como ninguém. Porém ela diz que sabe disso pelo simples fato de ter nascido mulher.

Sempre que andava pelas ruas acabava brigando com alguém. Observadora, sempre que via alguma pessoa jogar qualquer tipo de lixo no chão ela catava, chamava a pessoa e, na frente dela, jogava o lixo no seu devido lugar.

Não falava nada. O ato já diz tudo, dizia ela.

Na maioria das vezes a pessoa somente continuava a andar sem ligar para ela. Outras diziam: “Pra quê? Todo mundo joga no chão! Que diferença faz?”. Acontecia (em casos extremos) de pessoas falarem: “Tá bom sua certinha idiota. Vá colocar esse lixo no [censurado]! Vai ser chata assim l…” nesses casos o papo parava sempre por aí. Normalmente o que vinha depois era um belo murro na cara do cretino.

Ela lutava. Não muito bem, mas o suficiente para calar pessoas cretinas.

Mais raro que esse último caso extremo era ela ouvir: “Desculpe!”

De qualquer forma era assim, tudo que ela achava errado ela corrigia de um jeito tal que todos saiam ganhando no final. Que seja um olho roxo, mas ganham.

Eu fui um dos que conheci o punho dela antes de conhecer ela. Pouco agradável.

Contarei um pouco de como foi.

Aquele dia, como também aquela semana, não estava nem um pouco bom. Minha mulher de TPM. Sabe como é né, ser seqüestrado é definitivamente uma situação mais fácil do que enfrentar mulher com TPM. O seqüestrador pelo menos aceita negociar.

De qualquer modo não era só minha mulher que estava dificultando meu dia. O pior era o trabalho. Mas eu não quero entrar em detalhes.

Era horário de almoço e eu fui pro restaurante. Lá estava Luana. Estava com algumas amigas. Eu comi e fui embora. Mas antes disso eu comprei uns chicletes pra ir comendo até o escritório. Nessa hora ela já estava lá fora despedindo das amigas.

Eu saí e abri o chiclete. Vi o lixo e taquei a embalagem nele. Foi aí que eu vi a moça abaixando, pegando meu papel e colocando dentro do lixo. Ela me olhava com uma cara de absoluta reprovação. Eu não entendi e, ao voltar os olhos para o meu caminho, movido por tudo o que me acontecia, eu murmurei: “Faça isso mesmo!”

Depois disso eu senti um cutucão no ombro. Eu virei para checar. Foi quando eu conheci seu punho.

Surpreendido eu caí no chão com a mão no olho. Percebi o vexame e levantei pronto pra deixar o rosto do responsável sem forma.

Foi aí que eu me deparei com o furioso rosto da Luana.

- Foi você?

- Sim! E aí?

- Hã… Nada!… Quer dizer, como é que é isso de você vir pra cima de mim assim?

- E como é isso de você, além de jogar o papel no chão, ainda me dizer uma coisa daquelas? Qual é o seu problema?

E foi ali que eu comecei a conhecer aquela mulher um tanto estranha.

Alguns minutos de papo eu comecei a entender o lado dela. Adorei a idéia e achei que aquela atitude de fazer os outros entenderem o mal que causam fazendo o que eu fiz era o que faltava no mundo.

E não só o que eu fiz! Ela faz tudo o que pode em todos os campos: ecologia, social, tudo que ela pode fazer pela nossa cidade ela faz!

Hoje eu sou um dos adeptos desse sistema. Acho que todos deveriam ser. Imagina o quanto tudo ia ser mais fácil!

Realmente: mudar (ou tirar do coma) a cabeça das pessoas (começando pela nossa) é uma ótima solução para quase todos os nossos (e do mundo) problemas.

         A única coisa chata é que até agora eu ainda não tive que bater em ninguém…

Nota Musical?

O dia até ali estava dos melhores. Ele não tinha ganhado nada, não estava de férias e não tinha sido dispensado do trabalho. Era só que tinha acordado com o pé direito. Seu dia foi completo e igual aos outros. Com direito a meia hora de almoço, uma pilha imensa de folhas em cima da mesa, aquele amigo idiota tirando sarro de sua gravata e a recepcionista do escritório feia como sempre olhando pra ele de um jeito estranho.

Nada diferente. E ele estava contente. Não sabia por que, mas estava. Estava no ônibus voltando para casa. Ouvia música. Sorria.

Alguém pediu para que o ônibus parasse. Ele não via quem era, o ponto estava cheio. A porta da frente abriu e a de trás também. Foi quando ele a viu. Uma senhora baixa e surrada pelo tempo. Cabelos estranhamente longos, esbranquiçados e lisos. Soltos. Vestia algo que parecia um roupão azul. Uma tiara azul também. Era magra.

Ela entrou no ônibus pela porta de trás e na hora cantava. Ele não ouviu o que, mas cantava. Sentou na sua frente, ao lado de uma moça gorda que vestia vermelho.

O ônibus saiu e a senhora começou a cantoria:

“Como eu queria ser a morte!”

Ele ouviu isso e tirou os fones do ouvido. Olhava para ela.

“Mas Deus vem e me levará para o céu!”

Ele só ouvia.

“Deus é a salvação!”

E assim por diante. Ele sorria. A que vestia vermelho ao lado da velha se espremia cada vez mais no vidro, sua cabeça o mais longe que lhe era possível.

Nos bancos do lado da velha sentava uma jovem com suas sacolas. Não era magra.

Ele só olhava. A velha só cantava.

A jovem, de vinte em vinte segundos, olhava para a velha com um olhar de absoluto estranhamento.

A mulher de vermelho só se espremia. Ele só olhava. A velha só cantava.

Um garoto puxou a cordinha para que o ônibus parasse. Ao sair olhou para a velha, curioso. E a velha cantava.

Ele, a cada segundo ia gostando mais da situação. Que dia!

A velha cantava cada vez mais alto. A que vestia vermelho provavelmente não sabia que tinha a habilidade de contorção que mostrava ter naquela hora.

A jovem não sabia para onde olhar. E cada pessoa que saia do ônibus ou entrava, olhava para a velha desejando ser exatamente quem eram.

E a velha cantava desafinada. E não aparentava querer parar.

Ele observava e sorria.

Agora ele sairia do ônibus. Puxou a cordinha e não olhou para a velha. Somente sorria. A velha parou um pouco. Ele desceu e ouviu-a recomeçando a cantoria.

Para ele os dias que viriam depois daquele até o último de sua vida passaram a ter outro astral. Por mais que as coisas parecessem absurdamente rotineiras, chatas ou tristes. Ele descobriu que, independente dos outros e da música, pode sempre recomeçar cantando.

5/12/2006In S2

Aqui vai uma conversa de MSN que um amigo meu me mandou. Eu li e adorei! Achei tremendamente absurda, mas com resultados surpreendentemente reais!
Já faz um tempo que aconteceu, demorei para convence-lo a me deixar publicar aqui!
O que aparece entre parêntesis são comentários meus ou coisas que ele me falou que tinha acontecido durante.
Aí vai:
Mªr¢ºZ hehe… diz:
oi!
*BruninhA* diz:
oi
Mªr¢ºZ hehe… diz:
td bm?
*BruninhA* diz:
td e vc?
Mªr¢ºZ hehe… diz:
tb!
(aqui se passou alguns minutos sem ninguém teclar nada)
Mªr¢ºZ hehe… diz:
é…
*BruninhA* diz:
qq foi?
Mªr¢ºZ hehe… diz:
nuss, dsculpa, n vô + te incomodah…
*BruninhA* diz:
kkkkkkkkkkkkkkk
*BruninhA* diz:
brinkdeira…
*BruninhA* diz:
diga…
*BruninhA* diz:
o q manda…
Mªr¢ºZ hehe… diz:
nd naum… num vo mais te atrapalha
*BruninhA* diz:
dexa de ser bobo marcos…
*BruninhA* diz:
fla logo…
(mais um tempo sem respostas)
*BruninhA* diz:
eiiiii
Mªr¢ºZ hehe… diz:
Êêêê
Mªr¢ºZ hehe… diz:
qq foi agora
*BruninhA* diz:
fla ai qq vc ia flar….
Mªr¢ºZ hehe… diz:
intaum, eh q eu naum tinha cm qm falar e te vi on
Mªr¢ºZ hehe… diz:
sacumé
*BruninhA* diz:
nussa hemm
*BruninhA* diz:
obrigado plo “já q num tinha ngm… flo cm vc msm”
Mªr¢ºZ hehe… diz:
hehehe
Mªr¢ºZ hehe… diz:
mas acho q nm isso eu vo conseguir…
(pouco tempo se passou)
*BruninhA* diz:
pq?
*BruninhA* diz:
olha soh Marcos, fica fazndo poko caso da minha pessoa… dexa viu!!! um dia vai vir rastejando aos meus pés……rs
Mªr¢ºZ hehe… diz:
duvido
Mªr¢ºZ hehe… diz:
ou…
Mªr¢ºZ hehe… diz:
quem sabe eu jah esteja fazendo isso…
*BruninhA* diz:
nossa Marcos!…
*BruninhA* diz:
essa direta foi fogo…
*BruninhA* diz:
to até assustada!
Mªr¢ºZ hehe… diz:
tah bom, conta outra
*BruninhA* diz:
to falandu…
*BruninhA* diz:
foi mto direto
(um considerável tempo se passou)
*BruninhA* diz:
ficou sem palavras agora neh…..
Mªr¢ºZ hehe… diz:
naum!
*BruninhA* diz:
ahamm…
*BruninhA* diz:
sei….
Mªr¢ºZ hehe… diz:
tah bom, pnse o q qizer, naum tenho como provar
*BruninhA* diz:
apenas sei o q eu li… e vi o q estava escrito… o q era bem claro…
*BruninhA* diz:
sabe cm eh neh… as vezes perdemos a oportunidade da nossa vida em segundos…..
Mªr¢ºZ hehe… diz:
uuuuu, isso foi profundo
Mªr¢ºZ hehe… diz:
deu medo
*BruninhA* diz:
hehe… medo de mim? olha meu tamanho!!!! eu tenho q ter medo d vc!!!
Mªr¢ºZ hehe… diz:
vai saber, vc e essas frases de efeito…..
*BruninhA* diz:
eu só naum estou com medo de vc pq isso naum faz mto meu tipo!!!!!
Mªr¢ºZ hehe… diz:
o qq num faiz muito seu tipo?
Mªr¢ºZ hehe… diz:
num intendi!
Mªr¢ºZ hehe… diz:
eh bom vc ter medo viu?
*BruninhA* diz:
pq eh bom ter medo? Num faiz muito meu tipo ter medo de homem…
*BruninhA* diz:
rsrsrs
*BruninhA* diz:
o q vc pode fazer comigo?
Mªr¢ºZ hehe… diz:
olha meu tamanho!…
*BruninhA* diz:
tamanho naum é documento, aprendi isso na escolinha
Mªr¢ºZ hehe… diz:
OK, essa nossa conversa está um tanto ambígua… sou a favor de começarmos de novo!
Mªr¢ºZ hehe… diz:
Oi!
*BruninhA* diz:
oi!
*BruninhA* diz:
rsrsrs
Mªr¢ºZ hehe… diz:
td bom?
*BruninhA* diz:
td e vc?
Mªr¢ºZ hehe… diz:
mais ou menos
*BruninhA* diz:
naum intendi
Mªr¢ºZ hehe… diz:
meu, sacumé, chega um dia q agnt percebe q o coração resolve bater por alguém…. aí pronto! ”
Bom, e assim foi. A conversa tem umas trinta e cinco páginas e esse é o começo dela.
Acho que já dá pra ver onde isso vai parar! Hoje o Marcos e a Bruna estão no fim do segundo ano de namoro e já tem a data do casório marcada.
Resta dizer que eles se conheciam fazia dois anos, contando da data dessa conversa.
E foi nesse papo que eles viram que realmente gostavam um do outro. Semanas depois eles começaram a namorar.
Absurdo, não?

Duff!Era sábado. A idéia de ir ao cinema foi dele. Ele ligou para ela e disse para chamar as amigas. Ele ligava pros amigos. Ia ser legal, fazia um certo tempo que eles não saiam juntos.

Tudo tranqüilo e resolvido. Quatro carros. Toda a galera. Filme? “Ah, a gente vê lá!”

Filme bom. Melhor ainda é rever o pessoal. A conversa merecia uma prorrogação.

- Alguém aí tá com fome?

A idéia de ir ao bar foi dela.

Juntaram várias mesas, sentaram fazendo muito barulho, discutiram bastante até pedirem algo. Ou seja: testaram a paciência do garçom.

- Escuta. – disse ele – Anota aí: uma porção de polenta frita… Não, espera. Uma não. Duas! Isso! Duas porções de polenta frita com queijo ralado, hã… cinco espetinhos de carne e cinco de queijo. Duas porções de batatinha frita com cheddar e seis Brahma.

- OK, senhor. Algo mais?

- Não se esqueça dos copos, estamos em quinze!

- OK, senhor. Algo mais?

Ele olhou para o garçom com aquela cara de quem está perguntando: “é só isso que você sabe falar?”. O garçom, por sua vez, olhava para ele com aquela cara de quem diz: “aqui só me pagam pra falar isso.”

Embaraçosos segundos depois ele desistiu e voltou a conversar. Já o garçom foi fazer o que pagavam para ele fazer.

Algum tempo e várias cervejas mais tarde o celular de um dos amigos dele tocou.

- Alô? Oi! Como você tá, linda? Hã… Uau! Legal!… Eu? Então, to no Caneco Largo… É! Quer vir pra cá? Ah… Mas não…Não, não. Sem nenhum problema! Venham todas! OK! Tá! Estamos esperando! Beijo!

Mais gente. Amiga de amigo. Isso normalmente soa bem! Ele não esperava, mas gostou da idéia. Olhou para ela, que retribuiu com um olhar de indiferença.

Mais mesas. Mais cadeiras. Mais motivos para o garçom se perguntar o que diabos estava fazendo naquele emprego.

Minutos depois:

- Oi gente!

Vários “oi” foram ditos, vários beijos distribuídos e vários focos de esperança surgiram nos rostos masculinos solteiros e em alguns rostos masculinos comprometidos.

A amiga do amigo e suas amigas haviam chegado.

Ele amava ela de paixão e a recíproca era verdadeira. Sendo assim a última coisa que passava pela sua cabeça era ter um caso com a amiga do amigo.

Porém a tal amiga sentou ao seu lado. Nunca tinham se visto antes e a conversa fluiu naturalmente até que o garçom interrompeu:

- Tudo certo, senhor? Querem mais alguma coisa?

Aquela história de ser chamado de senhor não era legal.

Ele virou para as desconhecidas e perguntou:

- Vocês vão beber, não é?

Elas confirmaram e ele virou para seus amigos:

- A gente pede mais alguma coisa?

Um monte de gente falando, nada sendo resolvido e de repente o assunto faz a curva.

Tempos depois e com a perna cansada o garçom desiste de esperar e vai embora.

- Ei gente! – diz ele – O garçom até já foi! O que vamos pedir além das cervejas?

E algumas coisas foram pedidas. Minutos depois essas algumas coisas chegaram. As recém chegadas beberam e ficaram felizes.

Mais tempo e cerveja depois os assuntos eram variados e perambulavam entre uma amiga dele cantando em pé para quem quisesse ouvir e várias indiretas bem diretas da parte daqueles que não queriam que a noite terminasse ali naquele bar.

Ele olhava para ela e ela para ele. Sintonia perfeita. Amor verdadeiro. Silêncio.

- Gente! – pronunciou a amiga do amigo no ouvido dele – Só eu fumo aqui? Ninguém mais fuma? Só eu que vou fumar?

Ele, compreensivo:

- Pessoal! Alguém aqui fuma para fazer companhia pra ela?

Ninguém ouviu.

- Pois é – disse ela – eu fumo sozinha então.

E ele voltou para sua apaixonante troca de olhares.

- Você tá dirigindo, né? – perguntou a amiga do amigo para ele.

- Eu?

- É!

- Sim, eu vim dirigindo um dos carros.

Do outro lado dele ela prestava atenção no que acontecia.

- Seguinte – continuou a amiga do amigo – se você atropelasse um cachorro, o que você faria? Continuaria seu caminho ou parava para ajuda-lo?

- Humm – meditou ele sem interesse – Eu deixaria ele ali e continuaria.

- É. É o que eu faria. Mas sabe que semana passada eu tive um clique e que agora eu sempre vou ajudar os animais que eu atropelar.

Ele virou para ela, que estava adorando a idéia de vê-lo naquele papo de fim de noite imensamente absurdo. Ele piscou para ela, beijou-a e fez sinal para que prestasse atenção.

- Ah, é? Você cuida do animal então?

- Sim!

- Já cuidou de algum?

- Não.

- Mas vai?

- Sim!

- E você não pensou nos gastos que ele pode te dar? Comida, banho, veterinário…

- Hummm – refletiu a amiga do amigo – Não tinha pensado nisso!

- Pois é! – disse ele virando-se para ela e dando o assunto por completo.

- Mas sabe – continuou a amiga do amigo – acho que eu cuido do mesmo jeito!

Ele voltou, de novo, seu olhar para a amiga do amigo.

- Sério? Legal!

- É, eu cuido e depois eu devolvo pra rua.

Ele estranhou:

- Melhor então deixar ele na rua desde o começo, não é?

- Ah, não! Se eu pegar e cuidar e depois devolver alguém pode pega-lo depois e lhe dar uma casa!

- Hummm… Certo.

Ele definitivamente deu o assunto como encerrado e virou-se para ela, que estava já um pouco impaciente. Ele a abraçou, beijou e perguntou se queria alguma coisa.

Mais tempo e cerveja depois e alguns já tinham ido embora.

- Perdão, senhor. – falou o garçom.

- Sim? – indagou ele.

- Temos hora para fechar e…

- Hora para fechar? – gritou um de seus amigos do fim da mesa.

- Sim! – afirmou o garçom.

- Então – continuou o amigo – traga mais duas cervejas!

- Impossível senhor. – disse o garçom.

- Como assim impossível? – gritou o amigo num tom bêbado e bravo.

- Estamos fechando.

Prevendo a confusão ele pagou o garçom e convenceu todos a levantar e a ir embora.

O bar se fechou e, ainda na calçada o amigo se debatia absolutamente bêbado falando:

- Eu quero mais duas cervejas!

Outro amigo, para ver se acalmava o que restava de sóbrio no que gritava, deu um soco em sua barriga.

O bêbado adorou a idéia e devolveu o soco do modo que lhe era possível.

E foi assim que o grande tumulto começou, para a grande felicidade do bêbado e de todos que estavam pulando e batendo. Da rua vieram mais alguns e a festa tinha começado. O garçom, que tinha saído do bar para voltar para sua casa foi o que mais adorou a idéia da briga e começou logo a pular e a bater.

Três pessoas assistiam isso de longe e discutiam o que fazer.

- Sei não se vale a pena esperar isso acabar. – disse a amiga do amigo, um pouco tonta.

- É. – concordou ela, olhando para ele do modo mais apaixonante que ele já tinha visto.

- Então vamos. – falou ele – eu levo vocês para suas casas!

E assim foram até o carro. Ele abraçado nela e a amiga do amigo do lado deles tropeçando de vez em quando.

E de fundo um bando de gente se divertindo.


Você quer ir para o topo do site certo?