A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivo de Janeiro, 2007

31/01/2007Piada!!!

Vão quatro engenheiros no carro, quando este enguiça. Cada engenheiro dá sua sugestão:

Engenheiro mecânico:

- A caixa de câmbio deve ter quebrado!

Engenheiro químico:

- Não concordo. O problema está na composição do combustível!

Engenheiro elétrico:

- Nada disso! É a bateria que está descarregada!

Engenheiro de sistemas:

- E se nós saíssemos e entrássemos novamente?

30/01/2007CORRE! (5)

Eu estava falando daquela manhã em que o meu namoro com a Fabiana começou a ficar um pouco, digamos, corrido!

De manhã, ao olhar pela janela da minha casa eu me deparei com umas sete viaturas da polícia chegando e estacionando no meu jardim do modo mais violento possível.

Uma policial desceu de um dos carros empunhando sua 45 com uma mão. Com a segunda mão ela segurava um megafone. Colocou o tal perto da boca e começou a falar, enquanto os outros muitos policiais saiam das viaturas empunhando suas respectivas armas:

- Fabiana Danton! Saia da casa com as mãos para cima! Você está cercada!

“Fabiana Danton? Mas essa casa não é a dela…” Pensei, ainda tentando entender o que se passava.

- Vamos! – Continuava a policial – Você não tem como fugTRIIIIIIIIIIMMM!!

O telefone começou a tocar. Quando eu atendi era a Fabiana:

- Amor! Só escuta: eles pensam que eu moro aí! – nessa hora, se não fosse o meu estado psíquico, provavelmente eu teria comentado: “Uuuu! Sério? Eu pensei que eles simplesmente tinham confundido meu nome!”. Mas eu não consegui. Logo em seguida ela continuou:

- Tenta sair da casa sem que eles te peguem! Te espero no Caneco Largo!

- Mas… – gaguejei – Mas como você sabe que eles estão aqui?

- Explico depois! SAIA DAÍ! – e desligou.

“Agora f****!” Pensei. Eu não era um cara que gostava de palavrões, mas esse aí veio sem que eu pudesse prever ou evitar.

Olhei de novo para a janela e a bendita policial continuava, incessantemente, chamar a Fabiana.

“Sair pela frente não dá, talvez os fundos!” E lá fui eu examinar a porta dos fundos. Não dava. A casa estava mesmo cercada. E por onde eu tentasse sair tinha algum fardado me esperando.

- Saia logo ou seremos obrigados a invadir o local! – gritou a mulher armada.

Foi nessa hora que eu vi que não conseguiria sair. Medo foi pouco. E quando eu estava tentando pensar em alguma coisa vi a fechadura da porta da frente quebrar como se fosse de brinquedo. Um bando de policiais entrou todos apontando as armas para tudo que é lado. E eu lá no meio deles.

Dois deles me fizeram colocar minha mão na cabeça e os outros investigavam a casa.

Pouco tempo depois entrou a policial. Algo me dizia que era ela que mandava mais em todo mundo. Um dos que estavam bisbilhotando a casa voltou dizendo para ela:

- Sargento! Ela não está na casa!

Minha teoria tinha se confirmado.

- Você conhece Fabiana Danton? – Perguntou a sargento com uma expressão muito suspeita.

- Hããã… – Respondi eu.

- Vamos! Responda! Conhece ou não conhece?

Foi quando um outro policial saiu do meu quarto trazendo um pedaço de papel. Parecia uma foto.

- Olhe isso. – Falou o cara, dando o tal papel pra policial.

- Hummm… Então você conhece a fabiana, não? – Falou ela colocando a minha foto da Fabiana bem perto do meu rosto.

- Éééé… Não me é estranha… – Respondi sem pensar.

- COMO ASSIM NÃO TE É ESTRANHA????? VOCÊ TEM UMA FOTO DA MULHER AQUI!

Não tinha o que fazer. Até que me ocorreu uma idéia estupidamente idiota.

- Escuta – falei pra mulher – Vocês achavam que essa era a casa dessa tal de Fabiana, certo?

- Certo. – respondeu ela.

- Então. Aí vocês entram e dão de cara com um homem! Um homem que tem uma foto da tal mulher!

- Exato!

- Pronto! Não está claro?

- O que está claro?

- A tal Fabiana armou pra mim!

- Olha – falou a policial – tá parecendo mais é que você é namoradinho dessa moça!

- Namorado?

- Exatamente!

- Bom, e se eu realmente for?

- O senhor sabe que ela é procurada por roubo, certo?

- Hã… Não.

- Duvido…

- Bom, - falei, tomando uma decisão – Se é assim, vamos até meu quarto que eu te provo que não tenho ligação alguma com essa tal de Fabiana.

- OK! Vamos então!

Guiei-a até o meu quarto. Entrei e vi que a janela estava aberta, como eu esperava. Olhei melhor e vi que lá fora não tinha nenhum policial, provavelmente estavam agora perto da porta da frente e dentro da casa.

De repente, num impulso de força e agilidade eu corri, saltei a cama e pulei de ponta pela janela. Caí de cara na grama e quando olhei pra trás vi a policial pulando a janela e gritando para os outros policiais.

Levantei num pulo e sai correndo o mais rápido que eu pude. Ouvia vozes de policiais gritando para eu parar e virei na primeira esquina para não levar um tiro. Corri como nunca tinha corrido na vida. Não olhava para trás. Nem queria.

Corri, corri, corri.

Depois lembrei que tinha que ir até o Caneco Largo encontrar a Fabiana. Já não sabia o que fazer. De certa forma eu sabia que aquilo ia acontecer.

Sempre correndo eu virei a esquina que dava para o bar e vi a Fabiana sentada numa mesa, bebendo alguma coisa. Junto dela estava o Fábio e mais um cara alto e forte. Usava um terno preto e óculos escuros. O resto da roupa era preta, menos a camisa.

Parei na mesa com meu estômago quase saindo pela boca.

- E………. eellss……… uuuuuuufffffff…… eleeeeeeeessssssssss….. e….. e. e. eee………… – tentei sem sucesso explicar a situação

- Você tá correndo deles? – perguntou o cara de preto.

- Sssssssssssssssssss……………..si…………….

- Vamos embora, falou ele subitamente. RÁPIDO! – disse ele e saiu correndo e puxando todo mundo.

Sem sentir mais nada eu simplesmente deixei que minhas pernas fizessem o trabalho delas. Nós quatro corremos que nem loucos por três quarteirões.

Virando a esquina demos de cara com duas viaturas policiais paradas e uns oito policiais em pé, apontando suas armas para nós. Viramos para trás e… mais viaturas. Pro lado… mais viaturas. Pro outro… bem, deu pra perceber que estávamos cercados.

         - Parados! Vocês não tem para onde ir! – Gritou a sargento que saiu de trás de uma das viaturas. Como se isso fosse uma novidade.

27/01/2007Filme: Babel

BabelO filme começa com um senhor vendendo um rifle que ganhou para um pai de família marroquino. A humilde família é dona de uma criação de cabras e o tal rifle era para que nenhum outro animal ameaçasse as cabras.

O pai dá a arma aos dois filhos meninos para que eles tomem conta das cabras.

Em uma discussão um deles atira em um ônibus cheio de turistas que passava pela região montanhosa. A bala atinge Susan (Cate Blanchett), uma americana que é casada com Richard (Brad Pitt).

A partir daí uma série de histórias que aparentemente não se encaixam tomam a tela.

Além da situação dos dois meninos marroquinos e da comovente corrida pela vida de Susan, nos deparamos com uma jovem japonesa surda-muda que viu sua mãe morrer e que agora enfrenta problemas de relacionamento e seu pai, que agora luta com o fato da morte de sua mulher. Também vemos a situação de uma babá mexicana que resolve levar as crianças de quem cuida para o México no casamento de seu filho sem permissão.

O mais impressionante nesse filme é ver o que parecia um grande mix de histórias sem ligação se mostrar um grande quebra-cabeças onde tudo se encaixa. Uma história leva à outra. Tudo isso desencadeado pelo tiro do menino marroquino.

Devido à montagem que nos coloca sem aviso prévio em lugares diferentes com histórias diferentes, tenho a sensação de que o valor de cada trama diminui. Mas somente a sensação. A resolução coloca tudo no seu lugar e faz do filme (apesar de aparentemente lento e longo) uma experiência comovente.

Uma mensagem que foi bem dada.

Olha eu de volta outra vez!

E dessa vez eu não saio mais… infelizmente…

É meu último final de semana livre e segunda a correria tá de volta!

As coisas agora vão mudar um pouco, já que minhas férias acabaram…

Muito provavelmente a freqüência de posts vai baixar… A vida em Sampa promete esse ano!

Mas sempre estarei aqui, pelo menos uma vez por semana!

Bom, enquanto isso eu vou aproveitar esses dois dias e postar algumas coisinhas.

Ao trabalho!

23/01/2007Tô indo!

Bom gente! Não deu tempo de publicar o quinto capítulo do “Corre!”

Tô indo viajar daqui a pouco… Felizmente a viagem se antecipou!

Mas é tranqüilo… Pra mim, claro!

Bom, é isso, daqui a três dias eu estou de volta!

22/01/2007Voltei de novo!

Fala gente!

Cheguei de viagem (de novo)! E vô sair de viagem (de novo)!

Pois é. Acabei de chegar e já tô saindo de novo! Mais uma viagem! Sabe como é, última semana de férias e tal. Tenho que aproveitar, né?

Mas, antes de sair eu vô tentá publicar o quinto capítulo da série “Corre!”, que reserva muitas surpresas e o começo da correria!

Bom, é isso. Tentarei manter o contato! hehehe

Nesses dias eu recebi alguns elogios de pessoas que leram o “Embaralhando” e gostaram! Queria agradecer e dizer que farei o possível para deixá-lo cada vez melhor!

Ah! E comentem!

17/01/2007Voltei!

Bom, como deu pra perceber, eu voltei!

Pois é! Sentiram minha falta?

De qualquer modo eu tô indo viajar de novo! Sacumé, pra quem quer passar o resto da vida na praia uma semana é pouco!

De qualquer forma eu passei aqui em casa só pra deixar esse lindo e inspirador post, o “Nada Como”, abaixo!

Eu prometo que esses meus ataques pseudo-poéticos não vão ser tão freqüentes, tá?

É isso aí!

Ah! Também coloquei uns vídeos novos na  seção “Clique”. Assistam ao IMPAGÁVEL vídeo do cúmulo de quem gosta de cerveja! Putz, muito bom!

É isso aí! semana que vem eu volto com muitas novidades! Espero…

16/01/2007Nada Como

Mar...

Nada como o mar.

Nada como a sensação do ouvido tapado na descida.

Nada como a expectativa de avistá-lo, talvez, depois da próxima curva.

Nada como enxergar aquele imenso tapete azul que revela a linha mais linda do horizonte.

Nada como, ainda no carro, sentir a brisa terapêutica que só sentimos quando estamos no seu nível.

Nada como esticarmos a perna depois de horas de viagem esquecendo que algum dia voltaremos.

Nada como tratarmos como nossa uma casa desconhecida.

Nada como a primeira noite, sabendo que o dia seguinte será de um jeito que todos os dias deveriam ser.

Nada como acordar e lembrar onde está.

Nada como o mar.

Nada como olhar para frente e dar de cara com o mar.

Nada como colocar o pé na areia.

Nada como a brisa do mar batendo no peito.

Nada como o balanço do mar.

Nada como a suave linha que divide o azul da água com o azul do céu.

Nada como um primeiro mergulho.

Nada como um primeiro dia de Sol.

Nada como assistir ao divertimento alheio para complementar o nosso próprio.

Nada como o sorriso dos outros para complementar o nosso.

Nada como a beleza dos rostos femininos que são como estrelas marinhas de um lindo coral.

Nada como os cascos diversos que respingam no mar como o orvalho da manhã que cai da teia para o jardim.

Mar...

Nada como as ótimas caminhadas que sempre nos levam para lugares inesperados.

Nada como as ondas: traiçoeiras, fortes, lindas e acima de tudo companheiras.

Nada como viagens de barco que me fazem lembrar o quanto eu gosto disso.

Nada como conhecer lugares novos, sempre na beira do mar.

Nada como apreciar um mar dourado, gerado pelo poente.

Nada como o agito noturno do centro da cidade.

Nada como as ferinhas.

Nada como um sorvete no fim do dia.

Nada como ir dormir satisfeito com o dia que passou e ansioso pelo dia que virá.

Nada como estar exatamente onde queremos estar.

Nada como o mar.

Mar...

Aí vai a imagem da semana! Desculpem o atraso!

Fogos

Fogos que saem do arranha-céu 101 marcam a chegada do Ano Novo em Taiwan. Impressionante!

Ah! Amanhã eu saio de viagem! Sendo assim vocês vão ficar sem posts por sete dias! Mas fiquem tranqüilos que passa rápido! hehehe!

Aproveitem para ler o que ainda não leram, comentar o que não comentaram, participar da nossa comunidade no Orkut, mandar um e-mail pra cá e sugar até a última gota das seções “Assista”, “Clique”, “Leia” e “Ouça”!
Uma ótima semana para vocês!

5/01/2007Ghadyirochand

Elefante?

É isso que caçadores da tribo Barabaig, na Tanzânia, se tornam ao voltarem da longa caça aos elefantes. A tradução? “Herói”.
Poxa, então a carne de elefante deve ser boa, e os habitantes da tribo devem depender dela!
Antes fosse: eles saem para a caça apenas para provar que são corajosos. Após o abate, eles pegam as presas e deixam o resto para os animais carniceiros.
Depois de dias procurando por um elefante, ao achar, eles o abatem com lanças, nessa hora os caçadores correm risco de vida: os elefantes furiosos podem simplesmente avançar neles e… bom… um abraço! Os que sobrevivem à isso correm atrás do elefante por dias até ele tombar quase morto. Nesse tempo todo os caçadores não comem, só bebem.
A recompensa? Além da admiração eles ganham terras, rebanhos, privilégios políticos e econômicos e uma esposa.
Agora o bom mesmo é ser herói que nem o Super-Homem: ele não espera nada de ninguém, ele apenas salva o mundo.
Hummm… Pensando bem… É… Os barabaigs são bem mais heróis que o Super-Homem. Analisemos a situação do homem de aço:
1º: o cara vive nos EUA.
2º: o cara levanta uma carreta do mesmo jeito que eu levanto uma caneta. (Uia! Rimou!)
3º: nem tiro no olho mata o cara.
4º: ele tem só um inimigo. E careca ainda por cima!
5º: ele (quando de óculos) é jornalista do melhor (ou único) jornal da cidade.
6º: ele namora uma mulher bonita e se por acaso ela renunciar o cargo, seguindo a fila existem só todas as mulheres do mundo.
7º: ele pode acordar as 8:59 da manhã que às 9:00 ele já está na mesa do escritório de café e banho tomados.
8º: ele não gasta dinheiro com fósforos. É só uma olhadinha e pronto: o pão tá torrado.
9º: a única coisa que deixa ele meio bêbado é a tal da pedra verde, mas nem a ressaca do dia seguinte ele tem que enfrentar.
10º: a única coisa que ele perdeu na vida foi a queda de braço contra o Chuck Norris, no qual eles apostaram que quem perdesse teria que usar a cueca pra fora da calça pro resto da vida.
11º e último: ele nunca deve ter visto um elefante na vida.
Desse modo, eu acho que os nossos amigo guerreiros da Tanzânia estão certos ao cobrar pelo heroísmo.
Agora, quando o assunto é com a gente, ser herói é impossível. Nosso heroísmo está nas coisas que fazemos em prol de um lugar melhor para se viver. Mas nesse caso a recompensa futura é certa! É só não sermos movidos por ela.
A não ser que um elefante esteja ameaçando esmagar o carro do seu chefe…

[Esse texto foi um dos que eu publiquei no meu antigo blog "E falando nisso"]


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