É essa a chamada que ocupa a primeira página do Estadão de hoje (sáb. 03/02). Logo em baixo uma foto enorme mostrando a destruição que um tornado causou na Flórida (EUA) onde 14 pessoas morreram.

Pra quem não leu a matéria, aí vão algumas frases:

“O aquecimento global e as mudanças climáticas derivadas dele estão em velocidade e intensidade muito maiores do que cientistas e governantes esperavam.”

“Segundo eles (2500 cientistas de 130 países, no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC), qualquer variação da temperatura, mesmo fracionária, pode desencadear eventos climáticos desastrosos.”

“O aquecimento é suficiente para derreter o gelo polar, o que elevará o nível dos oceanos; os furacões serão mais agressivos; ondas de calor se repetirão cada vez mais freqüentemente.”

“…um dos cientistas que participaram do IPCC estima que até o fim do século a temperatura aumentará 8ºC na Amazônia e a região virará cerrado.”

“O semi-árido do nordeste viraria árido e regiões costeiras estariam vulneráveis ao aumento do nível do mar, sobretudo as de Recife, Fortaleza, foz do Amazonas e Ilha de Marajó.”

“E A CULPA NÃO É DE FATORES NATURAIS, MAS DA ATIVIDADE HUMANA: O FENÔMENO É CAUSADO POR DESMATAMENTO E POR GASES PROVENIENTES PRINCIPALMENTE DA QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, IMPEDINDO A DISSIPAÇÃO DO CALOR”

Tudo isso está escrito só na primeira página do jornal. Ainda nela, desenhos mostram que com isso haverá uma queda de 10% na produção de cereais, quatro bilhões de pessoas ficarão sem água e aumentaria a malária na África.
Isso por que eu ainda não li as três páginas internas dedicadas ao assunto. Mas depois eu comento.