1/03/2007O mágico mais rápido do mundo!
Esse vídeo aqui estava no Clique. Resolvi postar aqui!
Assistam… É IMPRESSIONANTE!!! PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL!!!
E aí? alguém arrisca um chute sobre como eles fazem isso?
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E aí? alguém arrisca um chute sobre como eles fazem isso?

Bom, como vocês lembram do capítulo anterior, eu, a Fabiana, o Fábio e o tal cara de preto estávamos fugindo quando fomos cercados. Realmente não tínhamos saída. Mas isso era só uma das muitas coisas que se passavam pela minha cabeça.
As minhas maiores dúvidas eram: que diabos o Fábio estava fazendo com a Fabiana e quem diabos era aquele cara grande de preto!
- MUITO BEM, ESPERTINHOS! A FARRA ACABOU! VOCÊS ESTÃO PRESOS! – Gritou no megafone o sargento, interrompendo minhas sinapses.
Ela estava se aproximando de nós. De repente o cara de preto tirou os óculos escuros e mostrou seus dois olhos castanhos claros. Sua expressão tinha mudado. A confiança tomou o lugar do medo em sua face. Eu olhava pra ele só pensando no que ele iria nos meter agora. A Fabiana, que olhava sem esperanças para as algemas dos policiais olhou de relance para o cara e depois olhou de novo. Um leve sorriso se materializou na face dela. O Fábio estava curvado, olhando pra baixo e tentando normalizar a respiração.
Foi quando o cara de preto deu um passo em direção aos policiais e falou:
- OK, sargento! Obrigado pela ajuda! De agora em diante eu assumo!
O sargento olhou para ele com aquela expressão de quem não está entendendo nada.
- Como assim? – falou.
- Bom… Eu só vou precisar de mais duas algemas… Assim vai ser mais fácil leva-los.
- Espera aí, amigo! – falou o sargento – que papo é esse de “de agora em diante eu assumo”? Quem você pensa que é? Os oficiais aqui somos nós!
- Ah! – exclamou o cara – pelo visto vocês não estão sabendo!
- Sabendo de quê?
- Ora! Esse caso é de repercussão nacional! E agora está nas mãos do governo!
- Vamos parar com essa bobagem! Coloque as mãos na cabeça!
- OK, então tá! – o cara de preto colocou rapidamente a mão no bolso e tirou uma identificação. Entregou para o sargento – eis aqui quem eu sou!
O sargento pegou a identificação e, sem acreditar direito no que via, falou em voz alta:
- Polícia Federal? Mas…
- Sim. – cortou o cara de preto. E estendendo a mão para cumprimentar a policial, continuou:
- Oficial Cardoso, segundo regimento de Brasília. No caso há uma semana.
Com uma expressão incrédula, a policial cumprimentou o Cardoso. E ele continuou:
- Bom, agora me ajude com eles, eu só preciso de mais duas algemas. Eu tenho uma aqui comigo. Estava correndo atrás deles sozinho, mas a blazer da minha equipe deve chegar aqui em cinco minutos. Vocês me ajudem a algemá-los e podem ir embora tranqüilos!
Boquiabertos, os guardas ajudaram e, como se estivessem vivendo um delírio, aos poucos foram embora. A policial sargento ficou com a gente.
Se dependesse de mim, naquela hora eu estaria gritando e xingando o desgraçado do cara de preto! Como nós nos deixamos pegar desse modo?
De qualquer forma, eu não sei por que a Fabiana não demonstrava nenhuma gota de desespero. E eu então comecei a acreditar que tudo aquilo fazia parte de algum plano. Por mais idiota que fosse.
Cinco minutos se passaram e a tal blazer não chegou. O Cardoso pegou o celular, discou um número e falou:
- Oi… Cadê vocês?… Ah… Sei… Vamos logo com isso! Eu não quero esperar mais! – e desligou.
Dois minutos depois a blazer cruzou a esquina e veio em nossa direção.
Nem é preciso falar que nessa hora eu já não entendia nada do que acontecia e não via por que não sair correndo.