O filme conta a história do banqueiro Luiz Fernando (Fúlvio Stafanini) que usa sua secretária como laranja numa operação suja que envolvia cinqüenta milhões de reais. Ele escolhe a moça (Giovanna Antonelli) porque o doleiro que geralmente desconta o cheque e manda o dinheiro para a sua conta em Zurique entra em coma.

Porém, ocorre um erro quando o dinheiro vai ser passado para a conta da secretária Ângela e os cinqüenta milhões vão parar na conta da mãe do namorado dela, Angelina (Zezé Polessa), cujo marido, Roberto (Daniel Dantas), é gerente de um dos bancos de Luiz Fernando.

Está armada a confusão.

O filme é uma adaptação de uma premiada peça consagrada de Juca de Oliveira. E o questionamento começa aí: onde estão os roteiros originais? A qualidade gráfica do filme me fez pensar que o cinema brasileiro está realmente tomando forças, mas a história não se mostra assim tão digna de ser chamada de cavalaria.

No teatro a coisa é diferente.

Na tela grande, logo no começo do filme, conforme as coisas iam acontecendo, o final ia sendo desvendado. Uma história previsível.

Algumas piadas realmente funcionam, e os atores até convencem. Mas alguns fatos que são apresentados paralelamente servem só para montar a história principal, ficando sem nenhuma continuação, como por exemplo a história do aluno com a arma, o pai do aluno na sala de aula…

Em resumo, é um filme pra ver, se divertir um pouco e só. O tema até faz refletir, fala sobre honestidade, lealdade, família, até critica o presidente da república, mas as coisas param por aí.

Poderiam fazer um filme com o mesmo apelo gráfico e com o mesmo nível de divulgação mas que fosse mais válido.

Eu saí com a impressão de que poderia ser melhor. De qualquer forma é um filme que leva o povo brasileiro para o cinema ver um filme brasileiro. Ainda vale assistir.