A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivo de Maio, 2007

20/05/2007Radar

Um dia desses um amigo meu me contou:

“Sabe que hoje eu tive que entregar comida prá lá do km 48 [ele trabalha em cozinha], aí eu peguei comida, passei no centro da cidade, fiz o que precisava e lá pra uma hora da tarde eu saí.

Tinha que estar no lugar de entrega às duas e meia. Tinha um caminho de quatro quilômetros até o lugar, sabe onde é, né? Carreguei o carro e fui.

Cê sabe que eu não tenho celular, né?

Então, saí do centro da cidade, entrei na rodovia e de repente um carro maluco passa correndo que nem louco na contramão. Passou por aquelas curvas perigosas mais rápido que não sei o quê!

Quando a curva já tinha escondido o carro eu ouvi um barulhão! Uma batida! Só podia ser. Andando mais um pouquinho eu vi que era o tal carro que tinha batido.

Pronto, já viu né? Parou tudo.

Era duas horas. Aí não tinha o que fazer a não ser ajudar… E passava carro da polícia, ambulância, várias coisas e tal… E o tempo também passava e ninguém liberava o trânsito!

Aí eu soube que todo mundo já tava ficando preocupado comigo… Meus amigos já tavam desesperados tentando ligar pra tudo que é canto!

As mulheres que eu ia entregar a comida também… Ninguém mais sabia onde eu tava.

Também, com aquele acidente que nunca liberava a estrada…

Aí deve ter sido ajudando lá que eu perdi os óculos… Sei lá.

A estrada liberou lá pras duas e trinta e cinco… É lógico que eu não consegui entregar a comida em tempo… Fazê o quê.

Voltando pra cá eu vi que tava todo mundo preocupado e tal.

Meus amigos do trabalho me disseram “cara, não dá pra você não ter um celular! A gente tá aqui com um celular pra você, cê tem que ter um celular!”

Aí eles me deram um celular. Celular não: radar.

Né?”

19/05/2007A volta

Lá estava eu voltando de sampa pra minha casa com uma daquelas mochilas imensas de camping lotada de roupas e pesada pra caramba e outra mochila normal também cheia.

Imagine então eu entrando no ônibus com elas…

Chegando em Cotia eu ainda tinha que pegar outro ônibus até minha cidade. Foi rápido e o ônibus nem tava tão cheio. Mas não dava pra colocar a mochila no acento ao lado pois eu havia encontrado uma conhecida minha, e ela então sentou ao meu lado.

Com a mochila grande no meio das pernas e a menor no colo eu não estava numa posição favorável ao conforto. Mas dava pra agüentar.

Chegando ao próximo ponto, o ônibus parou e abriu a porta. Começaram a entrar as pessoas. E não pararam de entrar! Entrava, entrava e entrava!

O ônibus foi de vazio a lotado em um ponto! Foi quando, pela porta dos fundos, entrou uma senhora. Uma velhinha bem velhinha mesmo. Entrou e não tinha onde sentar. Logo a mulher que eu conhecia que estava ao meu lado se levantou e deixou a senhora sentar no lugar dela.

A senhora era simples, não falava nada e estava com a filha no ônibus. A filha falava sempre para ela encostar na cadeira, para poder ter um melhor apoio. E a velhinha respondia sempre com um “ã-hã” simples e pronto.

A viagem continuou e sempre que uma curva favorecia a queda da velha em cima de mim ela desequilibrava de uma forma que quase era necessário que eu a segurasse.

A viagem seguiu tranqüila e a senhora não reproduziu uma palavra sequer.

São coisas do dia-a-dia que a gente nem percebe.

Este é um post especial para quem sabe jogar pôquer. Eu digo que é só pra quem sabe porque são dois vídeos daquelas jogadas que você fala: “Não acredito!!!”. E precisa conhecer o jogo pra entender tais jogadas!

O primeiro mostra a jogada do maior pot do High Stakes Poker (campeonato). Já o segundo é de não sei que campeonato. Ambas jogadas sensacionais!

Reparem na frieza dos jogadores… Eu não ia conseguir manter a pose com um full house na mão!

Cá estou eu novamente! Depois de um longo tempo sem posts, como sempre!

Mas tudo bem! Algumas coisas aconteceram: eu me “mudei”, faltam poucos dias para o meu aniversário, o time da And 1 brasileiro tá se apresentando no Playcenter, eu ganhei de um straight com uma full house e meu amigo quase não acreditou e por último e mais legal: tá passando uns jogos dos playoffs da NBA na TV aberta!!!

E é sobre isso que eu queria falar agora, para os desentendidos de basquete (a maioria dos brasileiros) eu explicarei o que diabos é o playoff: Playoffs são os jogos finais da NBA!

Lá eles dividem os jogos em western e eastern conference (precisa traduzir?), há então uma seletiva entre as duas conferências para eleger os melhores times para os playoffs, ou seja, o campeonato final em que os times das duas conferências vão se enfrentando separadamente até a final, que é disputada por um time de cada lado.

A tabela de jogos se divide em duas grades de 4-2-1 jogos, ou seja, quartas de final, semi-final e final, uma grade para cada conferência, e depois os campeões se enfrentam numa grande final.

Os times se enfrentam sete vezes, quem ganha passa.

É mais ou menos isso. Mas para nós, simples brasileiros que só tem antena parabólica, assistir aos jogos era sonho distante (pra não dizer praticamente impossível), pois, cá entre nós, basquete no Brasil praticamente não existe. Se pelo menos nossa seleção masculina tivesse ido bem no mundial…

De qualquer forma, a última vez que eu vi basquete na TV foi o mundial feminino, e só porque foi aqui no Brasil e nossas meninas estavam bem.

Foi aí que eu liguei naquele canal TV Esporte Interativo e tava passando Jazz contra Rockets. Parei. A primeira coisa que passou na minha cabeça: “ah, deve ser algum jornal passando algum lance bom deles.”

Mas o jogo não parava! Aí veio o segundo pensamento: “Bom, nem deve ser coisa nova… deve ser reprise de jogo antigo…” Foi aí que eu vi o “ao vivo” no cantinho da tela.

Pensei então: “Uau! Legal! Mas deve ser algum jogo de baixa escala…” Foi aí que eu li na tela “Playoffs 2007”.

Pronto! Pulei de alegria! Eu nem acreditava! Os Playoffs na TV aberta! Assisti ao jogo até o fim e peguei o horário do próximo. Nunca deu tanto gosto acompanhar os playoffs!

Tá certo que não são transmitidos todos os jogos, mas já é alguma coisa!

Outra coisa que vem muito em relevo quando se assiste à um jogo dos playoffs da NBA: é tudo festa! Os ginásios são, logicamente, especiais para basquete; melhor: são especiais para cada time de basquete, coisa que eu nunca vi aqui no Brasil. Nunca vi ginásio só pra basquete, o que a gente vê sempre são quadras poli esportivas. Mas tudo bem… Voltando, os ginásios lotados até o último lugar, enfeitados em todos os cantos, com telões para os quatro lados suspensos no meio da quadra e essas coisas.

A torcida vibra a cada lance, acompanha sempre, joga com o time. No meio do jogo músicas são reproduzidas na quadra e o povo canta junto. Praticamente o mesmo que fazemos nos jogos de futebol.

Mas como os jogos são em quadras cobertas, os intervalos (que são vários em um jogo de basquete) são todos entremeados por shows, apresentações e as famosas e bem sucedidas coreografias das (lindas) cheerleaders (tem até campeonato de dança delas)! Sem contar as outras inúmeras coisas!

Ou seja: é festa!

Aí é nessas horas que eu penso: por que diabos que o basquete não nasceu no Brasil?

Mas tudo bem…

É mais ou menos isso… Pra quem quiser entender melhor tudo isso, clique nos links espalhados por esse texto!

E outra coisa: assista basquete! Ajude o esporte crescer no país! Por que só futebol e vôlei? E o melhor: JOGUE basquete!


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