A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivo de Junho, 2007

30/06/2007Recado

Fui ao cinema nessa semana que passou. Fui assistir ao filme “Depois do Casamento”, que vocês conferem logo aí em baixo o que eu achei. Cheguei no cine, comprei o ingresso e fiquei andando, esperando o horário do filme.

Chegando a hora eu subi as escadas rolantes até a entrada da sala cinco. Entrei na sala, pequena, vazia. Esperei um pouco e algumas pessoas chegaram, uma senhora sentou na mesma fileira que a minha e na fileira de trás eu ouvi entrar duas garotas.

As luzes se apagaram e começaram as propagandas, avisos e trailers. As duas garotas da fileira de trás estavam bastante animadas! Falavam, comentavam. E eu comecei a ficar preocupado… “Se elas começarem a falar no meio do filme, vai dar problema!”. Pensei.

E o filme começou. Elas pararam.

O filme foi, eu fui me envolvendo, me envolvendo… Quando de repente eu começo a ouvir rizadas fracas seguidas de comentários. Eram as duas.

Elas pararam rápido e minha preocupação foi embora. Mas não tardou a voltar. Cinco minutos depois eu volto a escutar aquelas duas…

“Caramba… Só faltava…”

E o filme já tava pra lá do meio.

Aí eu ouço A frase: “Nossa! Esse filme não acaba, não?”

Pronto! Eu já tava me preparando pra virar e dizer algumas coisas que estavam na minha cabeça naquele momento. E não era nenhum tipo de cantada… Muito pelo contrário.

Mas aí elas pararam. E eu me acalmei.

Mas pra quê, né? Minutos depois eu ouço mais uma: “E se a gente saísse da sala?” Quase que eu respondo: “UIA! Não é que ia ser uma boa idéia?”

Mas não… Me contentei em somente ouvir… E quase me arrependi.

Elas passaram o resto do filme reclamando em voz baixa sobre a duração do filme, do quanto era chato e etc…

Eu só não falei nada porque o filme conseguia prender minha atenção de um modo que só ele.

Isso porque eu me segurei! Quanto mais elas reclamavam do filme mais eu gostava dele. E isso me deixava cada vez mais irado.

RECADO: Se, de repente, você (sim, você, leitor) entrar num filme e descobrir, no meio, que não está gostando, que ele está demorando muito, SAIA DA SALA. E de preferência: SEM FALAR NADA! Porque, veja bem, você já perdeu o dinheiro do ingresso! Então, ficar ou não na sala já não faz diferença! Ou melhor: faz! Se você sair no meio (sem atrapahar ninguém, ou atrapalhando o menos possível) você ainda vai poder utilizar o tempo do restante do filme de um modo melhor!

Pronto, recado dado eu termino minha história: no fim do filme, quando os créditos finais começaram a subir, eu ouço, em alto e bom som: “UFA! Finalmente! Tava demorando!”

Saí da sala sem nem olhar pra cara das duas.

Jacob (Mads Mikkelnsen, o Le Chiffre do 007 - Cassino Royale) é um homem que luta incansavelmente para manter um orfanato numa das regiões mais pobres da Índia. Sem condições financeiras para continuar com a casa, ele recebe uma proposta de ajuda de um rico empresário da Dinamarca. Para isso Jacob tem que voltar pra lá para fechar os negócios.

O tal empresário o convida para o casamento da filha e diz que resolverá a questão da doação depois disso.

Jacob aceita ir ao casamento e acaba descobrindo algo que mudará sua vida por completo. Tal descoberta deixa ele em uma difícil situação de escolha que mudará tanto o seu destino, como o destino do orfanato e das crianças que tanto ama.

É um filme bem feito. Mesmo o espectador que consegue deduzir a história é surpreendido por cenas em que fatos são revelados de uma maneira simples e muitas vezes silenciosa. Cenas essas que deixam o filme cada vez mais gostoso de ser assistido.

O como Jacob lida com a escolha que lhe é apresentada é realmente comovente. E não só: é algo que até nós, que estamos assistindo, não sabemos o que pensar, chega um ponto que não dá pra torcer pra que ele opte por isso ou por aquilo, é uma decisão que afeta à todos e a única coisa a fazer é esperar para ver o que o personagem decidirá.

Um filme que me pegou de surpresa e que soube conduzir minhas emoções de um modo muito eficiente.

Vale, mesmo, a pena!

24/06/2007Ressuscitando

Depois de um pouco mais de um mês em coma profundo, cá estou eu retomando as atividades…

Junta-se o trabalho com as semanas sem internet e pronto, dá nisso. Um mês sem postar nada.

Tudo bem que a criatividade não andou das melhores… Mas…

OK, só pra não dizer que eu não posto mais nada e que o embaralhando tá morto, aí vai um vídeo que todos acham legal:

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