27/11/2007Fernando e Gisele
Semana passada eu resolvi entrar no MSN. Realmente nada de mais principalmente pelo fato de que pelo menos a cada dois dias eu entro uma vez. E lá estava eu falando com quem eu queria (e também com quem eu não queria) e pensando em tudo que eu tenho pela frente quando entra um tal de “Nando”.
Pra falar a verdade não era “um tal” porque eu sabia de quem se tratava. Mas sabe aquele contato que você tem na sua lista só pra fazer número de tanto tempo que você não fala um “oi” pra ele? Pois bem. O tal do Nando era um desses.
Quem acompanha o Embaralhando desde os seus primórdios deve lembrar dele. É o Fernando! Estão lembrados? O da casca de banana?
Era ele entrando. Mas isso não é difícil de acontecer não. Quase sempre eu esbarro com ele no MSN. Mas ele, aos poucos, virou um desses contatos que você simplesmente acaba não conversando mais.
E semana passada eu não tinha a mínima intenção de falar com ele. Nada de mais. E minha conversa (com a pessoa que eu queria conversar) estava boa.
Qual não foi a minha surpresa quando, logo depois da telinha avisando que ele tinha entrado, outra telinha apareceu avisando que ele havia digitado um “oi” pra mim.
“Certo” pensei, “eu respondo o oi com um eficiente ‘nossa! qt tmp! cm vc tah?’ e pronto, termina por aqui!”
E foi o que fiz. Só que em vez dele me responder com o “to legal! e vc?” ele me respondeu com um bem redigido: “nossa cara. moh tempo msm neh! sab q eu naum to legal naum…. terminei com minha namorada smna passada”.
Não tive alternativa a não ser dar corda pra conversa. Afinal, do pouco que eu sei o namoro dele era bastante sério e sólido. Pelo menos até a semana passada.
Continuei então com o “nossa, cara. dose ein?!” e assim foi fluindo a conversa.
No meio da história soube que a namorada dele tinha se encontrado por acaso com uma antiga paixão e percebido que ainda gostava do tal. Assim deixou o Fernando.
Ele disse então que estava muito mal, que o rendimento do trabalho dele abaixou e que já tinha jogado a casca de banana na Consolação, mas que nada adiantava.
Nesse exato momento eu me perguntei: “O que é que esse cara tem na cabeça pra, do nada, achar que adianta contar as coisas pra mim?”
Assim eu fiz meu papel e lembrei-o de que eu ainda tinha o blog e que tudo que ele dissesse poderia ser usado contra ele num futuro post! Depois desse meu comentário ele digitou o ridículo “huashuaasuashuahuahsuaha” e depois disse que a minha tentativa foi boa, mas que ele ainda tava mal.
Pra falar a verdade mal sabe ele (até agora) que eu não disse aquilo pra tentar descontrair.
Enfim. Ele continuou dizendo que agora a vida dele estava sendo uma mudança total e blá, blá, blá… Vocês sabem: todo aquele papo de quem jura ter perdido a alma gêmea. Naquela hora eu realmente estava mais entretido com a minha outra conversa e com o que seria do programa que eu faria no dia seguinte.
Mas aí, quando estava preparado para digitar o “flw” e o “td d bm” para o Fernando, ele digitou o seguinte:
(traduzido) “Eu não sei se eu te contei, mas a Gisele (a namorada dele) costumava contar meus fios de cabelo.”
Tranqüilamente eu me vi acreditando que aquele ser estava (e sempre esteve) mentindo pra mim sobre as várias histórias que contava. Contar os fios de cabelo? Quem é que faz isso em sã consciência? Fazer tranças, enrolar, prender, fuçar, sei lá o que, mas contar aí me pareceu demais.
Não sei se você, leitor, acha normal isso, mas eu nunca ouvi sobre alguém que conta cabelo alheio. E por isso mesmo, por achar que ele estava inventando isso, eu decidi me dedicar à conversa. Sempre que uma conversa parece mentira, que alguém parece normal ou que a polícia chega é que as coisas ficam interessantes!
Botei lenha na fogueira e o Fernando continuou. Disse que ela contava e que ele gostava tanto que essa era uma das coisas que ele mais sentia falta agora. Disse também que o recorde de contagem era de 1345, que era mais ou menos na hora que ela cansava e dormia.
A conversa se alongou mais do que eu realmente queria e ele se perdeu em mágoas que eu não soube julgar se eram verdadeiras ou não e acabamos por concordar que o mais importante para ele era, quem sabe, procurar uma namorada que gostasse de contar fios de cabelo!
Já sobre o que era importante pra mim a partir de agora… Bom, digamos que eu estou cansado de escrever nesse exato momento.
Brincadeiras à parte nós nos despedimos e eu o bloqueei. Quando eu estiver sem inspiração eu o procuro para mais uma história. Se bem que a outra conversa que eu tive com a tal pessoa que eu queria também rendeu uma boa história.
Depois disso o próximo ingresso é do dia 05/11 e o filme foi O Homem Que Desafiou O Diabo. Pra falar a verdade eu não gostei muito desse filme não. É a história de um homem que, devido a um casamento mal sucedido, resolve virar a casaca, trocar de nome e torna-se então um outro homem destemido que corre atrás de defender os desvalidos e de rabos de saia, cujo único objetivo é chegar a São Sarauê, a terra da fartura.
A próxima entrada é do dia 09/11. O filme foi 1408. E pra esse filme eu fui quase sem saber nada e sem ter assistido algum trailer dele. Depois do filme fui confirmar minhas deduções e vi que a história é baseada num conto de Stephen King, o famoso “mestre do terror”.
O próximo filme foi Mandando Bala
Esse bebê, por sua vez, é protegido pelo misterioso Sr. Smith (Clive Owen), que o salvou da morte sem saber do que se tratava. Essa é a história do filme: a jornada do Sr. Smith em busca de descobrir o que se passa.

O próximo e penúltimo ingresso é do dia 19/11 e o filme foi Leões E Cordeiros, a sessão das dez da noite. O filme é um retrato de várias pessoas envolvidas em diferentes aspectos da guerra no Afeganistão: um político (Tom Cruise) que tenta vender sua nova estratégia de guerra para uma jornalista (Maryl Streep, que, como eu disse pra minha amiga, simplesmente apagou Tom Cruise do filme). Um professor idealista que tenta convencer um dos seus melhores alunos a mudar o rumo de sua vida. E dois jovens combatentes nas montanhas cobertas de neve do Afeganistão, que entraram para o exército para dar sentido às suas vidas.
Acabei de chegar da padaria. Eu quase não fui por causa da chuva. Quase perdi uma das caminhadas mais legais da semana. Saí com medo de ter que voltar nadando, mas fui do mesmo jeito. Deixei o elevador e fui em direção ao portão. Foi quando eu vi que o clima estava gostoso! Um clima fresco de fim de tarde chuvosa.