Eu peguei o guia “Em Cartaz” do mês de dezembro ontem. Eu não sei por que eu ainda não aprendi que pegar guia cultural no fim do mês ao qual o guia se refere não é uma boa idéia.

Além de descobrir que eu perdi mais uma apresentação especial do filme “Meu nome não é Johnny” – o novo filme do Selton Mello – que passou no Cine Olido no dia 3 desse mês, eu fiquei sabendo da mostra “No divã com Woody Allen”.

A mostra, que acontece no Centro Cultural da Juventude, comemora 72 anos do cineasta norte-americano e promove uma retrospectiva com 12 filmes dele e mais alguns filmes de cineastas que se inspiraram em seu estilo.

Para mim e para você, leitor, que só soube disso agora, os filmes passam de 12 para apenas três… Pois como a mostra começou dia 2 desse mês, e acaba dia 22, muita coisa já rolou.

Mesmo um pouco decepcionado por perder a maior parte dessa mostra, já estou planejando de pegar pelo menos um filme. Para os interessados os filmes que ainda estão para passar são: “Desconstruindo Harry”, dia 20 as oito da noite; “Trapaceiros” no dia 19 as oito da noite também e “Ponto Final” no dia 20, no mesmo horário.

Desses três eu já assisti, e tenho, “Trapaceiros”. Os outros dois eu ainda não assisti. Mas sendo Woody Allen vale a pena.

O último filme que eu assisti dele foi Manhattan e eu terminei de assistir o tal tentando descobrir o porque de tamanha identificação. Não me senti identificado só com Manhattan, mas sim com todos os outros filmes do Allen. Cheguei a uma conclusão de que ele consegue transpor às telas – com uma irreverência sofisticada – aqueles sentimentos comuns a todos os seres humanos.

Ou talvez seja apenas um efeito inverso ao fato contraditório de que eu tenho uma baita raiva dele (como ele consegue fazer filmes tão bons?) e gostaria muito de ter um pouquinho da sua capacidade.

De qualquer forma ele é um dos grandes e merece ser visto sempre.

E lembrem-se de pegar o guia do mês sempre quando este estiver no começo!