Embaralhando

Archive for dezembro 22nd, 2007

Cinema, café e uma conduta de risco

by Luis on dez.22, 2007, under Cine, Todos

Sair de casa depois de um bom banho com planos de ir ao cinema sozinho sem ter idéia do que pode estar em cartaz. É uma boa receita. Ir ao cinema com a namorada ou com os amigos também é, mas ir sozinho realmente é uma experiência interessante.

O filme dessa vez foi “Conduta de Risco”, com George Clooney no papel de um advogado “faxineiro”, ou seja, seu trabalho é achar soluções rápidas para os pepinos que aparecem na grande empresa que trabalha. Porém acontece que um desses pepinos envolve um dos melhores advogados da empresa dele, que de repente toma a atitude radical de condenar o próprio trabalho alegando ter tomado consciência de que sempre defendeu o que era errado. E não só: acaba não tomando os medicamentos que deve e praticamente enlouquece.

E devido s atitudes radicais que toma, Michael Clayton, o personagem de Clooney, é chamado para “limpar” a sujeira e acalmar a situação. Porém Clooney começa a perceber que tudo que Arthur (Tom Wilkinson) fala pode ser verdade.

A direção e o roteiro são de Tony Gilroy, que também escreveu a trilogia Bourne e O Advogado do Diabo. E nesse quesito eu concordo com o que a maioria dos críticos que eu li disseram: ele manja.

Eu cheguei ao cinema e, como não tinha idéia do que assistir, passei uns cinco minutos olhando para a telinha tentando, por eliminação, escolher um filme que me parecesse interessante. Decidi por um outro que não esse que acabei de comentar simplesmente pelo fato de a seção ser mais cedo, mas ela havia sido cancelada. Desse modo apelei para a minha segunda opção: Conduta de Risco.

Já tinha lido alguns comentários de críticos de um site especializado que haviam gostado do filme e que elogiavam a atuação de Clooney, e também entrei na sala tendo assistido ao trailer pelo menos três vezes.

Confesso que não entrei animado para assisti-lo e – acreditem – até pensei que poderia ser a primeira vez que eu dormiria no cinema. Estava tão cansado que quase perdi o horário do filme pois estava sentado tentando ler alguma coisa e quase dormi.

Outra coisa que me desanimou muito foi o trailer. Sabe aqueles trailers estupidamente longos e praticamente incompreensíveis? Pois bem, é um desses.

cafePortanto sentei na minha poltrona sem a menor expectativa. E depois de quase dormir durante os trailers o filme começou. E não é que, no final das contas, eu gostei? E o Clooney, do jeito dele, consegue fazer um bom trabalho. Particularmente eu gostei muito do final, da última cena. Até me fez lembrar (perdoem-me os mais sensíveis se isso for pecado) vagamente dos finais dos filmes do Almodóvar.

Saí do cinema com o mesmo sono com que entrei (não pelo filme) e também com uma vontade insuperável de descer ao primeiro andar do Center 3, entrar na fila do Starbucks e pedir pelo café do dia grande. E foi o que fiz. Saí para a Paulista com meu copo de café quente, minha Revista de Cinema do mês e a satisfação de mais duas horas gastas com o que eu gosto.

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