A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Arquivo de Janeiro, 2008

Estava eu na papelaria do meu pai fazendo 150 cópias coloridas de uma propaganda quando percebi que o processo iria levar mais tempo do que eu gostaria. Mas não tinha escolha e mesmo que aquilo tomasse todo o meu dia eu não poderia reclamar.

Desse modo, enquanto a copiadora fazia seus estranhos barulhos, eu decidi procurar alguma coisa para fazer. Entrei na internet, descobri que o ator Heath Ledger morreu, vi meu orkut e logo já não tinha mais o que ver ali. Voltei para frente da impressora e fiquei esperando. Definitivamente iria demorar. E definitivamente eu não tinha a menor intenção de ficar olhando as cópias serem ejetadas.

Desse modo sentei e peguei uma espiral de apostila das mais largas e comecei a brincar. Brincadeira que também não rendeu muita coisa. Parei e comecei a fuçar em tudo quando, de repente, em cima da prateleira do xerox eu vejo o que parece ser um livro. Animado eu estico o braço e alcanço o tal com a esperança de que agora o tempo poderia passar mais rápido. Doce ilusão. O tal livro era o manual de instruções da máquina de xerox PB.

Agora eu digo: se você realmente quer ler alguma coisa muito chata, leia o manual de instrução de uma máquina de xerox. Sinceramente, ler bulas é mais emocionante.

Mas imaginem vocês que eu não precisei de outra coisa pra passar o meu tempo! Li um pouco do manual, que ainda por cima estava em inglês, e fiquei pensando nisso: existe coisa mais chata do que ler manuais?

Foi quando eu lembrei que nem sempre é assim. Existem manuais que são muito mais legais de se ler!

Quando eu era menor eu tinha alguns manuais que eu adorava ler. Eu tinha um jogo para computador que chamava Roller Coaster. Os mais entendidos devem se lembrar dele. E o manual dele eu li inteiro e carregava sempre comigo. Quando ele rasgou, eu plastifiquei a capa.

Como eu me aventurava fazendo montanhas russas naquele jogo o manual se mostrava uma coisa bastante útil e também muito divertida!

Outro manual que eu cheguei a plastificar foi o manual de outro jogo: The Sims. Esse jogo qualquer pessoa conhece. E eu também tive minha fase “sim”. E o manual, nessa fase, foi a coisa encadernada que eu mais usei.

De fato esses manuais eram interessantes, assim como o eram os produtos relativos a cada um deles. E assim foi durante toda minha infância, os manuais mais lidos eram os de jogos de computador, de legos e de outras coisas divertidas como carrinhos de montar e até nautimodelismo.

Acabei por perceber, agora, que o mundo deveria ter um manual de instruções. Que assim como os que eu li dizem o modo certo de repor o papel na máquina ou de construir uma casa mal assombrada, deveria existir um manual para nos ensinar o modo certo de lidar com a natureza, o modo certo de usufruir os oceanos, o modo certo de utilizar o oxigênio e assim por diante.

Mas de nada adiantaria um manual desses. O como utilizar esse planeta nós já aprendemos. E temos aí milhares de anos de experiências erradas que hoje nos possibilitam ver o caminho menos pior. Resta segui-lo.

Outro manual seria muito útil hoje em dia: um manual do cérebro. Seria ótimo se todas as pessoas soubessem usá-lo!

Ou quem sabe um manual do comportamento. Um manual de como utilizar a boa educação.

Inúmeros. E esses não seriam tão chatos quanto o manual da máquina de xerox PB. De fato eu conheço várias pessoas que merecem ser presenteadas com um desses manuais. Em mesmo leria vários capítulos!

De qualquer forma, na ausência de tais ferramentas, nós apelamos para o bom senso.

22/01/20081

Vivendo momento. Vivendo imagem. Vivendo sonho.

A gente brinca de sonhar sem perceber que é realidade.

A gente realiza a brincadeira sem perceber que é sonho.

A gente sonha com a realidade sem perceber que é brincadeira.

Vivendo momento.

O momento realizado sonho. O sonho realizado momento.

O realizado momento sonho?

O momento sempre.

 

A gente agradece.

A gente torce.

A gente confia.

Os melhores do mundo!

21/01/2008Vai entender…

terno

Nós, seres humanos, somos estranhos. E isso não só ninguém pode negar como também ninguém pode dizer que é a exceção da regra. Não digo estranhos fisicamente, porque já estamos acostumados com o jeito que somos. Digo que somos estranhos por criarmos certas regras de comportamento inegavelmente… Hã… Estranhas!

Alguns podem dizer: “mas não é só por isso que somos estranhos”. Ok, concordo. Mas foquemos somente neste aspecto para que o texto não ocupe páginas.

Terno. O terno é, provavelmente, uma das provas mais claras de toda essa história: uma vestimenta que só existe porque alguém, algum dia, disse que era bonita, chique e séria.

Sem dúvida não é uma roupa feia. E a sociedade já estipulou que é chique e que são pessoas sérias que as usam.

Mas convenhamos que é uma roupa extremamente desconfortável, quente e que passa a idéia idiota que temos o mesmo gosto que todos os outros homens que a usam.

Confesso que não há nada a ser feito e que isso até impede que situações constrangedoras aconteçam. Mas não deixa de ser um costume estranho.

E isso é o de menos. O pior é quando temos que ouvir: “vá com shorts jeans, porque vamos a lugares onde é bom ir bem vestido”. E eu respondo: “Ok, tenho outro shorts que é mais bonito e até um pouco mais longo. Eu levo ele”. E me retrucam: “Mas é jeans?” “Não.” “Então não dá. Leve o jeans”.

Preciso explicar o motivo da minha indignação?

Posso ser o único, mas eu opto, pelo menos, pelo conforto. Sem ofender ninguém.

Até tinha mais o que escrever, mas já estou atrasado. Preciso lustrar meus sapatos, passar minha gravata e escovar meu paletó porque amanhã eu tenho um casamento para ir.

msn

Minutos atrás eu sentei na frente dessa telinha que chamamos de computador com legítimas intenções de entrar no MSN. Hoje, diferente de alguns anos atrás, eu não sou uma pessoa considerada “viciada” em MSN, mas ele se mostra uma interessante ferramenta de comunicação em certos momentos.

Eu entrei hoje esperando falar com uma amiga. Nada de mais. Muito simples até.

Abri o MSN, coloquei minha senha e cliquei “conectar”. Uma mensagem de erro apareceu na tela satisfeita com seu trabalho bem feito. Fechei-a sem nenhuma preocupação tendo a certeza de que tinha errado ao colocar minha senha.

Depois de achar que tinha consertado o erro eu apertei de novo “conectar” e a mesma mensagem apareceu novamente quase que dizendo que eu não conseguiria faze-la parar de chamar a atenção.

Daí em diante eu tentei várias vezes e nada. Definitivamente eu não entraria no MSN naquela hora e, se ainda estivesse disposto, teria que tentar de novo mais tarde.

Durante minhas frustradas tentativas de entrar e de tentar entender o que acontecia eu tive a abençoada idéia de entrar em alguma comunidade do MSN no Orkut e ver se alguém já tinha reclamado sobre.

Em poucos minutos a tal comunidade ganhou um tópico com mais de 1200 postagens e o número de participantes aumentou drasticamente.

Não posso dizer que eu não me diverti! Vários posts dizendo que o MSN não pegava, gritando para que alguma coisa fosse feita, posts de pessoas indignadas e perguntando publicamente o que poderia ser feito. Tem também o pessoal que xinga, o pessoal que chora, o pessoal que reclama afirmando que estava conversando com alguém especial, tem aqueles que perguntam o que farão da vida sem o MSN, aqueles que aproveitam o espaço badalado pra fazer propaganda, zoar e disponibilizar contato.

E como eu dei risada quando li um que dizia que “as coisas podiam ser piores: guerra, fome, violência, corrupção, etc… e todo mundo reclamando e se mobilizando porque o MSN saiu do ar”.

Não é nada de especial, mas adorei acompanhar o fenômeno. Incrível como eu lia o ultimo comentário e, segundos depois, quando atualizava o site o tal já tinha se perdido páginas atrás.

No exato instante em que escrevo essas palavras o tal tópico sobre o BUG do MSN está com 1.686 comentários em apenas 54 minutos de existência. Para os que estão acostumados a marca deve ser tediosamente sem graça. Mas eu achei interessante o bastante para publicar aqui.

E cá estou eu de volta das férias ainda sem muita inspiração e ainda sem conseguir falar com minha amiga.

2/01/2008Férias

Só pra ninguém dizer que eu não postei nada nas férias aí vão uns vídeos!

E perdoem a falta de posts, mas todo mundo merece descansar, certo?


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