Embaralhando

Archive for agosto, 2009

As Troianas

by Luis on ago.16, 2009, under Entretenimento, Todos

As Troianas_Vozes da Guerra_por Lenise Pinheiro_005bContrariando, talvez, as expectativas de uma grande amiga minha, teço algumas palavras sobre aquilo que me veio em mente durante e depois de ter assistido a peça “As Troianas – Vozes da guerra”, dirigida por Zé Henrique de Paula, um dos principais nomes da cena atual como foi assim denominado pela Revista Veja São Paulo.

Adaptação da tragédia de Eurípides, “As Troianas” nos propõe um paralelo entre a Guerra de Tróia e a II Guerra, onde as troianas sobreviventes passam a ser as judias arrasadas pelo holocausto.

Colocado desde o primeiro minuto na dimensão da guerra, o espectador desavisado é surpreendido quando descobre que os atores dialogam somente em alemão, sendo que as atrizes não falam. Expressam-se com o canto.

A ousadia faz dessa a proposta mais válida, suscitando no público a necessidade de buscar outras vias para compreender o que se passa no palco, ajudando assim, em larga escala, na construção de um novo público, que sai da passividade promovida pelos meios de entretenimento “mastigados”.

Como conseqüência dessa provocação ao espectador, os atores se vêem diante de um novo desafio, que é o de não ter mais a segurança do texto, tendo que sustentar a atenção do público com a interpretação, a expressão corporal, a interação crível com aqueles com quem dividem o palco. E sem dúvida o diretor deve também, com a encenação, luz, cenografia e com todos os outros instrumentos sua disposição, achar um novo equilíbrio para convencer esse público.

Percebe-se então o quão saudável é tal iniciativa não somente por provocar a percepção e pensamento do espectador, mas também por exigir um aprimoramento de instrumentos importantes linguagem da encenação teatral.

O ator exposto dessa maneira torna-se, porém, mais vulnerável ainda (pois sempre o é de maneira escancarada) ao olhar do público, que não tendo como julgar suas falas, concentra sua atenção nas ações, nos gestos interpretativos. Não pude, portanto, sair do teatro sem notar a falta de “força” de alguns personagens em alguns momentos.

“Força” entre aspas porque é a palavra que me veio em mente. Provavelmente se traduziria ao ator como, talvez, “propriedade” da personagem. Sensações que emanavam dos atores que captei como falsas; não convincentes. O momento do grito da personagem junto ao corpo estendido serviria de exemplo. Senti como se a força, a potência que deveria ser passada não conseguisse chegar satisfatoriamente ao público. Naturalmente isso foi por mim detectado em uma ou duas personagens, não em todas.

Já de um personagem masculino em particular foi perceptível a sutil tentativa de forçar sensações que deveriam, a meu ver, mostrar naturalidade. Coisas que se tornam mais visíveis numa peça com tal proposta.

“As Troianas”, com belíssimas imagens formadas no palco devido atenção, ao cuidado com a montagem e encenação (com luzes e cenário em harmonia), com músicas bonitas que falam ao serem cantadas, com essa proposta que, além de válida, é necessária, e também com uma atuação “sintonizada”, é definitivamente uma peça a ser vista!

E agora, Kelly, “em off”, queria só ressaltar um momento: aquele em que o soldado te puxa depois que Cassandra acende as velas, a mudança de humor ou o que for, flui de modo arrepiante da tua personagem, e aquele teu olhar distante reflete o (ou no) corpo inteiro, fazendo acreditar.

Não consigo pensar em um momento em que senti (ou não senti) alguma coisa que não me convencesse. Não sei se faz parte da personagem (porque pode ser), mas o que me vem em mente é uma inconstante de emoções nela, um vai e vem de sensações. Talvez mais atenção pra não perder da personagem nessas transições, onde em alguns momentos (como quando você abraça a outra depois solta) parece que te vejo.

Adorei a cena em que todas dançam! Ainda acho a Cassandra a mais viva, a mais humana, talvez justamente por “não participar” daquela realidade como as outras.

É isso, são algumas coisas que eu vi. Que EU vi! Ou seja: podem ou não valer! Afinal…

E obrigado!

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by Luis on ago.05, 2009, under Todos

Pensando talvez em quantas vezes eu deveria ter deixado de comer almôndegas, um camarada me liga convidando para uma partida de basquete. O Sol iluminava sorrisos e refletia lágrimas como nunca durante essas férias (porque, como sempre, ele resolve aparecer somente no fim delas). Concordei sem hesitar muito e, apesar do meu estado físico não muito atlético por causa das almôndegas, o jogo correu bem e o resultado foi satisfatório.

Minha tosse não parou ainda. Gripe? Ali naquele jogo me disseram que eu deveria parar de fumar. Eu então decidi começar para então poder parar, esperando assim que a tosse fosse embora.

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