Archive for novembro 10th, 2009
MACHINARIUM
by Luis on nov.10, 2009, under Entretenimento

Um dia desses, folhando uma revista de games numa livraria, topei com um review de meia página sobre um novo jogo. Me chamou a atenção principalmente pelo desenho do jogo. Li o tÃtulo do jogo, guardei no meu celular e esqueci. Semanas depois, numa outra livraria e vendo uma outra revista, o mesmo jogo! Lembrei então que tinha já memorizado o nome do jogo e resolvi pesquisar direito na internet depois.

Entrei no site do jogo. Vi que eles tinham uma versão demo para um teste grátis. Resolvi tentar. O jogo começou e eu nem dei muita atenção. Estava atrasado e tudo o que acontecia não me parecia interessante. Logo deixei de lado, sem nem mesmo tentar entender do que se tratava.

Alguns dias depois resolvi fuçar mais o site do jogo. Descobri então que foi produzido pela Amanita Design, e que eles já haviam disponibilizado na internet outro jogo de relativa “fama” chamado “Samorost”. Devido ao fato de que Machinarium tinha só uma versão demo disponibilizada, resolvi ver como era esse tal de Samorost. Não deu outra: zerei Samorost rapidamente e logo em seguida zerei também a parte grátis de Samorost 2. Os dois jogos no mesmo estilo Machinarium: poit and click. Mas de um jeito que eu nunca tinha visto antes e com um visual simples porém muito bonito. E de quebra, além de tudo isso, aquele simples joguinho flash de internet possuÃa uma criatividade que muitos jogos para novas plataformas possuem.

Aà eu pensei: “bom, se esses joguinhos aqui, que são antecessores do Machinarium, tem todo esse poder, então não é possÃvel que Machinarium seja somente aquilo que eu vi… Ele deve ter mais potencial escondido.”

Resolvi então me dedicar ao demo do tal. A primeira parte é relativamente simples, e a diferença principal desse novo jogo comparado aos dois Samorost é que a área de clique é restrita ao que o nosso personagem robô pode alcançar. Sim, o personagem principal é um robô. E nessa primeira parte o vemos sendo despejado em um lixão indefinido e o objetivo é juntar suas partes para assim poder caminhar e sair dali.

Entende-se, conforme a demo progride, que o personagem tem que voltar até a sua cidade, mas não se sabe o porque e nem o que acontece ou quem é ele. Continuando, ele se depara com um problema maior ao chegar aos portões da cidade: não permitem a entrada dele, a não ser que ele fosse um oficial. Foi aà que eu comecei a gostar. Estava então interagindo não somente com o cenário e com o que esse colocava a disposição, mas com outros personagens-robô. E não só, não era fácil entender o que fazer para progredir. Itens escondidos em cantos impensáveis e combinações deles com outros itens e com o cenário sempre numa lógica muito inteligente. E esses seriam as caracterÃsticas presentes até o “The End” no final da jornada.

Para a minha decepção, o demo acabou assim que consegui fazer nosso amigo robô entrar na cidade. Não tive dúvidas: fui atrás da versão completa! De posse desta, continuei com a descoberta desse novo mundo. Como se vê nestes screenshots (que eu mesmo retirei conforme jogava) os desenhos apresentam uma beleza única, diferente de tudo que eu tinha visto até agora em matéria de jogos, introduzindo-nos num mundo diferente e psicodélico, absurdamente convidativo e prazeroso.

Várias vezes você, jogando, se vê em situações como: “Como é que eu vou conseguir o óleo de girassol que o velho robô aleijado quer nesse mundo metálico?” ou “Como vou capturar aquele gato?” ou ainda “Como vou conseguir fazer um cigarro dentro de uma prisão? E como isso vai me ajudar a sair dela?” e “Como eu saio daqui sem o guarda me ver?” E assim que resolve uma situação, se depara com outra mais complexa ainda, sempre envolvendo o cenário e os robôs nele.

Outro fator criativo é que não é só interação tipo “point and click”, mas durante o jogo, se você se depara com uma porta por exemplo, para abri-la tem que completar um mini-game daqueles de fundir os cérebros mais dispostos! E os encontra durante todo o andamento do jogo! Desde jogos de lógica até também jogos estilo atari ou até de tabuleiro, que devem ser completados para o sucesso do avanço! E isso foi uma tirada inteligentÃssima da parte dos caras da Amanita! Conferem assim uma diversidade incrÃvel ao jogo, nunca dando aquela impressão de tédio conforme o jogo avança. Sem contar com a história, que aos poucos começa a tomar forma e você começa a entender o porquê foi jogado num lixão, o perigo que a cidade corre, o rapto da namorada e etc.

No final das contas Machinarium se mostra um jogo imperdÃvel. Deve ser jogado! E o fato de ser um jogo em Flash ajuda mais ainda por dar uma leveza ainda maior e tempos de loading quase nulos. Simples e absolutamente eficaz. E não se preocupem: pra quem achar que o jogo é curto, várias horas de jogatina te esperam! Uma dica: tentem zerar o jogo sem utilizar do livro de respostas (sim, o jogo praticamente vem com um detonado embutido). Eu o utilizei somente daquela primeira vez que joguei o demo, quando estava sem paciência, e nunca mais. E digo: é possÃvel!

PS: Assim que você conseguir arrumar os instrumentos da banda, fique ali e escute a música deles até o final: excelente! Destaque também para uma trilha sonora muito boa durante o jogo todo!
BOA DIVERSÃO!!!
