A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

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11/02/2008Coming soon

Oscar ‘08

Mais um Oscar começa a mostrar sua dourada, careca e duvidosa cara no calendário cinematográfico mundial. Dessa vez as apostas se mostram mais difíceis e a 80ª cerimônia promete ser a mais disputada do ano. Nenhum favorito e várias surpresas. E nenhum assistido por mim.

Desse modo você, leitor, percebeu que não me encontro em posição de continuar escrevendo. Pelo menos não diretamente sobre os filmes. E nem mesmo me anima falar sobre a ausência do Brasil na cerimônia, tampouco sobre a beleza e a aparente eficiência de Ellen Page em Juno, seu novo boom. Dizer que Joe Wright está com um baita sorriso por ter acertado novamente na adaptação de um livro também parece desnecessário.

Até pensei em escrever sobre Brad Bird e sua tacada certeira: Ratatouille. Mas também parece óbvio. Eu não vou falar de Casey Affleck, porque ele me lembra seu irmão mais velho. Javier Bardem vai receber comentários meus assim que eu assistir algum filme em que ele esteja atuando um pouco melhor do que em Amor nos Tempos do Cólera (que espero ser Onde os Fracos Não Tem Vez).

Queria muito tecer algum comentário a respeito da atuação de Daniel Day-Lewis em Sangue Negro, que lhe rendeu a indicação de melhor ator este ano, mas eu não assisti o filme.

O nome O Escafandro e a Borboleta também me anima, mas mal sei do que se trata.

Poderia falar de Michael Moore, mas não acho que ele ter sido indicado seja algo fora do comum, portanto eu não sairia do óbvio.

Falarei então da presença dos gigantes. As presenças que farão deste Oscar motivo de torcida. O primeiro deles é Philip Seymour Hoffman. Confesso uma coisa: sempre me impressiono quando vejo alguma foto de um de seus personagens. Nunca o vejo. Ele sempre me surpreende e sua indicação para melhor ator coadjuvante por Jogos do Poder realmente apimenta as coisas.

Outro grande? George Clooney. Ator que, aos poucos, está conseguindo entrar na minha lista de “com cérebro”. Dessa vez o esperto foi indicado para melhor ator.

Porém a categoria de melhor ator recebe um nome que por mim já descartaria todos os outros. E eu nem assisti seu filme ainda. Johnny Depp. Indicado por sua atuação em Sweeney Todd. Parece incrível, mas ele nunca ganhou um Oscar. Essa é a sua terceira indicação. Por mim ele merece.

Mas o fato de Depp nunca ter ganhado um Oscar não parece incomodar em nada o ator. Até gostei do que disseram numa comunidade dele no Orkut. O nome da comunidade é “Onde está o Oscar de Johnny Depp?”. E alguém fez a pergunta: “Se ele ganhar um, o que vai acontecer com o nome da comunidade?”

Alguma fã prontamente respondeu: “Vai continuar o mesmo porque se ele ganhar certamente vai perdê-lo em algum lugar da sua casa.”

Só com essas três presenças eu me animo. O Oscar pode não ser o evento mais confiável e mais justo do mundo cinematográfico, mas certamente é o mais lucrativo e o mais cool.

Que vençam os “melhores”.

Waitless

Sabe aqueles dias em que você combina de ir beber uma cerveja na casa de um amigo? Esse amigo pede pra você levar um engradado. Você leva e, chegando na casa dele, vocês começam a beber o que já estava gelado. Quando as geladas acabam você lembra que esqueceu de colocar as suas cervejas para gelar! Nada pior, não é? Beber cerveja quente não rola, e esperar gelar sempre demora muito.

E aqueles dias em que você está em casa pensando em fazer um ovo cozido e, até descascá-lo, já se sente arrependido? Sem contar quando quer fazer um vitaminado de frutas com leite e só de pensar em descascar a banana já dá trabalho… Quando se trata de descascar batatas então…

Já aconteceu com vocês de, numa bela tarde de sono ou de estudos, seu irmãozinho bebê começa a chorar sem parar?

Eu poderia ficar horas aqui falando sobre situações que tomam nosso tempo sem nenhuma necessidade. Fazer o bebê parar de chorar leva tempo, gelar a cerveja, descascar o ovo… Imagine o quanto de tempo da sua vida está sendo consumido só fazendo essas coisas!

Mas não se preocupe! Agora seus problemas acabaram! O pessoal do site Waitless resolveu desperdiçar o tempo deles para fazer com que nós economizemos o nosso!

Entre no site e confira como gelar sua cerveja em dois minutos! Isso mesmo! DOIS MINUTOS! Ou até, quem sabe, fazer um sorvete instantâneo! E pra que perder tempo descobrindo se o seu irmãozinho tem fome, sono ou sede? Faça-o parar de chorar na hora!

Ok, brincadeiras á parte eu soube desse site na revista Super Interessante, que, de uns tempos pra cá, passou de uma boa revista para uma revista… interessante.

E eu me diverti muito aprendendo como economizar tempo nessas pequenas coisas. São curiosidades que, de repente, ajudam. Sem contar que nesse site você pode calcular o tempo que irá gastar com qualquer coisa durante sua vida com base no tempo que gasta com ela no seu dia-a-dia.

Interessante. Só não tente fazer baliza como eles ensinam.

Estava eu na papelaria do meu pai fazendo 150 cópias coloridas de uma propaganda quando percebi que o processo iria levar mais tempo do que eu gostaria. Mas não tinha escolha e mesmo que aquilo tomasse todo o meu dia eu não poderia reclamar.

Desse modo, enquanto a copiadora fazia seus estranhos barulhos, eu decidi procurar alguma coisa para fazer. Entrei na internet, descobri que o ator Heath Ledger morreu, vi meu orkut e logo já não tinha mais o que ver ali. Voltei para frente da impressora e fiquei esperando. Definitivamente iria demorar. E definitivamente eu não tinha a menor intenção de ficar olhando as cópias serem ejetadas.

Desse modo sentei e peguei uma espiral de apostila das mais largas e comecei a brincar. Brincadeira que também não rendeu muita coisa. Parei e comecei a fuçar em tudo quando, de repente, em cima da prateleira do xerox eu vejo o que parece ser um livro. Animado eu estico o braço e alcanço o tal com a esperança de que agora o tempo poderia passar mais rápido. Doce ilusão. O tal livro era o manual de instruções da máquina de xerox PB.

Agora eu digo: se você realmente quer ler alguma coisa muito chata, leia o manual de instrução de uma máquina de xerox. Sinceramente, ler bulas é mais emocionante.

Mas imaginem vocês que eu não precisei de outra coisa pra passar o meu tempo! Li um pouco do manual, que ainda por cima estava em inglês, e fiquei pensando nisso: existe coisa mais chata do que ler manuais?

Foi quando eu lembrei que nem sempre é assim. Existem manuais que são muito mais legais de se ler!

Quando eu era menor eu tinha alguns manuais que eu adorava ler. Eu tinha um jogo para computador que chamava Roller Coaster. Os mais entendidos devem se lembrar dele. E o manual dele eu li inteiro e carregava sempre comigo. Quando ele rasgou, eu plastifiquei a capa.

Como eu me aventurava fazendo montanhas russas naquele jogo o manual se mostrava uma coisa bastante útil e também muito divertida!

Outro manual que eu cheguei a plastificar foi o manual de outro jogo: The Sims. Esse jogo qualquer pessoa conhece. E eu também tive minha fase “sim”. E o manual, nessa fase, foi a coisa encadernada que eu mais usei.

De fato esses manuais eram interessantes, assim como o eram os produtos relativos a cada um deles. E assim foi durante toda minha infância, os manuais mais lidos eram os de jogos de computador, de legos e de outras coisas divertidas como carrinhos de montar e até nautimodelismo.

Acabei por perceber, agora, que o mundo deveria ter um manual de instruções. Que assim como os que eu li dizem o modo certo de repor o papel na máquina ou de construir uma casa mal assombrada, deveria existir um manual para nos ensinar o modo certo de lidar com a natureza, o modo certo de usufruir os oceanos, o modo certo de utilizar o oxigênio e assim por diante.

Mas de nada adiantaria um manual desses. O como utilizar esse planeta nós já aprendemos. E temos aí milhares de anos de experiências erradas que hoje nos possibilitam ver o caminho menos pior. Resta segui-lo.

Outro manual seria muito útil hoje em dia: um manual do cérebro. Seria ótimo se todas as pessoas soubessem usá-lo!

Ou quem sabe um manual do comportamento. Um manual de como utilizar a boa educação.

Inúmeros. E esses não seriam tão chatos quanto o manual da máquina de xerox PB. De fato eu conheço várias pessoas que merecem ser presenteadas com um desses manuais. Em mesmo leria vários capítulos!

De qualquer forma, na ausência de tais ferramentas, nós apelamos para o bom senso.

22/01/20081

Vivendo momento. Vivendo imagem. Vivendo sonho.

A gente brinca de sonhar sem perceber que é realidade.

A gente realiza a brincadeira sem perceber que é sonho.

A gente sonha com a realidade sem perceber que é brincadeira.

Vivendo momento.

O momento realizado sonho. O sonho realizado momento.

O realizado momento sonho?

O momento sempre.

 

A gente agradece.

A gente torce.

A gente confia.

Os melhores do mundo!

21/01/2008Vai entender…

terno

Nós, seres humanos, somos estranhos. E isso não só ninguém pode negar como também ninguém pode dizer que é a exceção da regra. Não digo estranhos fisicamente, porque já estamos acostumados com o jeito que somos. Digo que somos estranhos por criarmos certas regras de comportamento inegavelmente… Hã… Estranhas!

Alguns podem dizer: “mas não é só por isso que somos estranhos”. Ok, concordo. Mas foquemos somente neste aspecto para que o texto não ocupe páginas.

Terno. O terno é, provavelmente, uma das provas mais claras de toda essa história: uma vestimenta que só existe porque alguém, algum dia, disse que era bonita, chique e séria.

Sem dúvida não é uma roupa feia. E a sociedade já estipulou que é chique e que são pessoas sérias que as usam.

Mas convenhamos que é uma roupa extremamente desconfortável, quente e que passa a idéia idiota que temos o mesmo gosto que todos os outros homens que a usam.

Confesso que não há nada a ser feito e que isso até impede que situações constrangedoras aconteçam. Mas não deixa de ser um costume estranho.

E isso é o de menos. O pior é quando temos que ouvir: “vá com shorts jeans, porque vamos a lugares onde é bom ir bem vestido”. E eu respondo: “Ok, tenho outro shorts que é mais bonito e até um pouco mais longo. Eu levo ele”. E me retrucam: “Mas é jeans?” “Não.” “Então não dá. Leve o jeans”.

Preciso explicar o motivo da minha indignação?

Posso ser o único, mas eu opto, pelo menos, pelo conforto. Sem ofender ninguém.

Até tinha mais o que escrever, mas já estou atrasado. Preciso lustrar meus sapatos, passar minha gravata e escovar meu paletó porque amanhã eu tenho um casamento para ir.

msn

Minutos atrás eu sentei na frente dessa telinha que chamamos de computador com legítimas intenções de entrar no MSN. Hoje, diferente de alguns anos atrás, eu não sou uma pessoa considerada “viciada” em MSN, mas ele se mostra uma interessante ferramenta de comunicação em certos momentos.

Eu entrei hoje esperando falar com uma amiga. Nada de mais. Muito simples até.

Abri o MSN, coloquei minha senha e cliquei “conectar”. Uma mensagem de erro apareceu na tela satisfeita com seu trabalho bem feito. Fechei-a sem nenhuma preocupação tendo a certeza de que tinha errado ao colocar minha senha.

Depois de achar que tinha consertado o erro eu apertei de novo “conectar” e a mesma mensagem apareceu novamente quase que dizendo que eu não conseguiria faze-la parar de chamar a atenção.

Daí em diante eu tentei várias vezes e nada. Definitivamente eu não entraria no MSN naquela hora e, se ainda estivesse disposto, teria que tentar de novo mais tarde.

Durante minhas frustradas tentativas de entrar e de tentar entender o que acontecia eu tive a abençoada idéia de entrar em alguma comunidade do MSN no Orkut e ver se alguém já tinha reclamado sobre.

Em poucos minutos a tal comunidade ganhou um tópico com mais de 1200 postagens e o número de participantes aumentou drasticamente.

Não posso dizer que eu não me diverti! Vários posts dizendo que o MSN não pegava, gritando para que alguma coisa fosse feita, posts de pessoas indignadas e perguntando publicamente o que poderia ser feito. Tem também o pessoal que xinga, o pessoal que chora, o pessoal que reclama afirmando que estava conversando com alguém especial, tem aqueles que perguntam o que farão da vida sem o MSN, aqueles que aproveitam o espaço badalado pra fazer propaganda, zoar e disponibilizar contato.

E como eu dei risada quando li um que dizia que “as coisas podiam ser piores: guerra, fome, violência, corrupção, etc… e todo mundo reclamando e se mobilizando porque o MSN saiu do ar”.

Não é nada de especial, mas adorei acompanhar o fenômeno. Incrível como eu lia o ultimo comentário e, segundos depois, quando atualizava o site o tal já tinha se perdido páginas atrás.

No exato instante em que escrevo essas palavras o tal tópico sobre o BUG do MSN está com 1.686 comentários em apenas 54 minutos de existência. Para os que estão acostumados a marca deve ser tediosamente sem graça. Mas eu achei interessante o bastante para publicar aqui.

E cá estou eu de volta das férias ainda sem muita inspiração e ainda sem conseguir falar com minha amiga.

2/01/2008Férias

Só pra ninguém dizer que eu não postei nada nas férias aí vão uns vídeos!

E perdoem a falta de posts, mas todo mundo merece descansar, certo?

26/12/2007Papai Noel

hatAno passado eu vi num shopping um enfeite natalino que tinha, em cima de um palco que fazia frente a uma casa, vinte e um bonecos do Papai Noel rebolando. Achei aquilo o absurdo dos absurdos e até comentei aqui naquela época.

Então para este ano eu resolvi fazer uma pequena pesquisa de campo antes de escrever este texto. Comecei a reparar em todos os lugares que usavam da imagem do bom velhinho e assim ver em quais situações o colocavam.

O coitado sofre. Este ano eu vi Papai Noel rebolando de novo, vi Papai Noel fazendo pose ao lado de bonecos de neve, vi Papai Noel perto de brigadeiros gigantes, vi várias imagens dele fazendo inúmeras propagandas e assim por diante.

Resolvi então recuperar o verdadeiro Papai Noel. Não aquele que a Coca Cola resolveu vestir de vermelho com um barrete de mesma cor e pom-pom branco. Não esse.

Na verdade o nosso Papai Noel hoje veio de um homem real. Um santo. E é raro alguém que saiba disso. São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, que viveu no século IV.

São Nicolau costumava ajudar quem estivesse com dificuldades financeiras, anonimamente. Saia de casa e deixava perto da chaminé dos necessitados um saco com moedas de ouro!

A história foi muitas vezes contada e acabou que hoje o Papai Noel virou símbolo do consumismo.

Sem contar com o costume surreal de colocar um Papai Noel em cada shopping (cercado de mulheres em mini-shorts vermelhos cobrindo a cabeça com gorrinhos) pronto a ouvir os pedidos, tirar fotos, carregar a criançada no colo.

Mas eu admito que a imagem atual do Papai Noel não é uma coisa tão ruim. O bom velhinho que mora no pólo norte, que tem uma gigantesca fábrica de brinquedos, veste roupas de inverno vermelhas, é gordo, trabalha com duendes e atende todas as crianças do mundo em seu trenó puxado por renas mágicas voadoras em apenas uma noite é um conto de fadas tentador.

O problema é o como utilizam a imagem do tal. Colocar bonecos dele rebolando não é aceitável.

Outro dia, porém, eu vi uma imagem dele que eu gostei! Foi a melhor representação do Papai Noel que eu vi nesse Natal. O shopping Eldorado fez o enfeite natalino mais bonito entre todos os enfeites de shoppings que eu vi. É a representação em tamanho real da possível casa do Papai Noel. Realmente bonito.

Eu passei perto já com o pé atrás. Já me preparei para ver alguma bizarrice. Qual não foi a minha surpresa quando eu notei que era uma simples casa (com enfeites e brinquedos exageradamente em grande quantidade) com a Mamãe Noel na cozinha e o Papai Noel no centro, no que seria a entrada da casa.

Ele, por sua vez, estava representado num boneco em tamanho real. Sua vestimenta era, diferente do comum, de um tom mais escuro, de um marrom quase vinho, uma touca normal; nada muito chamativo. Cinto de um homem trabalhador e um cajado de andarilho. Cem por cento preparado para andar na neve sem sofrer muito com o frio.

Seu rosto transmitia uma serenidade de um homem bom. Mas nada daquela exagerada, inocente e hipócrita bondade que vemos em vários rostos Noéis por aí. Uma bondade sincera, nada daquele rostinho redondo e reluzente que mais parece de uma boneca. Foi o Papai Noel mais verdadeiro que eu vi nesse natal. É essa a imagem que eu tenho de São Nicolau.

E, na verdade, São Nicolau é o personagem que mais tem a ver com o Natal por ser um homem que dedicou sua vida a Deus. E de que se trata o Natal se não do nascimento de Jesus?

Um Feliz Natal atrasado para todos!!!

Sair de casa depois de um bom banho com planos de ir ao cinema sozinho sem ter idéia do que pode estar em cartaz. É uma boa receita. Ir ao cinema com a namorada ou com os amigos também é, mas ir sozinho realmente é uma experiência interessante.

O filme dessa vez foi “Conduta de Risco”, com George Clooney no papel de um advogado “faxineiro”, ou seja, seu trabalho é achar soluções rápidas para os pepinos que aparecem na grande empresa que trabalha. Porém acontece que um desses pepinos envolve um dos melhores advogados da empresa dele, que de repente toma a atitude radical de condenar o próprio trabalho alegando ter tomado consciência de que sempre defendeu o que era errado. E não só: acaba não tomando os medicamentos que deve e praticamente enlouquece.

E devido às atitudes radicais que toma, Michael Clayton, o personagem de Clooney, é chamado para “limpar” a sujeira e acalmar a situação. Porém Clooney começa a perceber que tudo que Arthur (Tom Wilkinson) fala pode ser verdade.

A direção e o roteiro são de Tony Gilroy, que também escreveu a trilogia Bourne e O Advogado do Diabo. E nesse quesito eu concordo com o que a maioria dos críticos que eu li disseram: ele manja.

Eu cheguei ao cinema e, como não tinha idéia do que assistir, passei uns cinco minutos olhando para a telinha tentando, por eliminação, escolher um filme que me parecesse interessante. Decidi por um outro que não esse que acabei de comentar simplesmente pelo fato de a seção ser mais cedo, mas ela havia sido cancelada. Desse modo apelei para a minha segunda opção: Conduta de Risco.

Já tinha lido alguns comentários de críticos de um site especializado que haviam gostado do filme e que elogiavam a atuação de Clooney, e também entrei na sala tendo assistido ao trailer pelo menos três vezes.

Confesso que não entrei animado para assisti-lo e – acreditem – até pensei que poderia ser a primeira vez que eu dormiria no cinema. Estava tão cansado que quase perdi o horário do filme pois estava sentado tentando ler alguma coisa e quase dormi.

Outra coisa que me desanimou muito foi o trailer. Sabe aqueles trailers estupidamente longos e praticamente incompreensíveis? Pois bem, é um desses.

cafePortanto sentei na minha poltrona sem a menor expectativa. E depois de quase dormir durante os trailers o filme começou. E não é que, no final das contas, eu gostei? E o Clooney, do jeito dele, consegue fazer um bom trabalho. Particularmente eu gostei muito do final, da última cena. Até me fez lembrar (perdoem-me os mais sensíveis se isso for pecado) vagamente dos finais dos filmes do Almodóvar.

Saí do cinema com o mesmo sono com que entrei (não pelo filme) e também com uma vontade insuperável de descer ao primeiro andar do Center 3, entrar na fila do Starbucks e pedir pelo café do dia grande. E foi o que fiz. Saí para a Paulista com meu copo de café quente, minha Revista de Cinema do mês e a satisfação de mais duas horas gastas com o que eu gosto.


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