CONSCIENTIZANDO
A arte encanta
by Luis on jul.02, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Entretenimento, Todos, Vídeo/Foto

Imaginem que estava eu em um dia como outro qualquer, ou quase. Acordei, tomei café, peguei minhas coisas, fui pra aula. Último dia de aula. Saí da aula e bateu aquela vontade de fazer alguma coisa de diferente, afinal eu teria a tarde inteira sem fazer nada.
Resolvi ir ao cinema! Depois do cinema eu encontrei uma amiga minha e a gente saiu pra beber um pouco. Já eram quase oito horas e estávamos saindo do bar quando meu celular toca. Era outra amiga. Eu atendo e ela começa a falar: “Luis! Eu ganhei dois convites para uma apresentação no Citibank Hall e preciso de alguém pra ir comigo! Vamos?”
“Como assim? Que apresentação?” perguntei.
“Então… Eu não sei direito… Eu nunca ouvi falar… Mas eu ganhei os convites! Vamo lá? Seguinte, eu tenho que pegar os convites até oito horas, então eu tô indo pra lá agora e a apresentação começa s nove e meia, a gente combina nove horas lá?”
“Pode ser…” respondi. “Pode ser, sim.”
“Certo!” ela disse. “Nove horas a gente se vê!”
E desligou.

Eram oito e dez. Eu tinha cinqüenta minutos pra ir pra casa, tomar um banho, me arrumar, descobrir quantos e quais ônibus pegar até o Citibank e, afinal, ir até lá!
Indo pra casa quase correndo começou a fazer que ia chover.
Me arrumei e saí de casa as oito e meia. Fiz minhas deduções e resolvi onde pegar o ônibus. Indo até o ponto começou a garoar. Pronto, já estava me vendo todo ensopado e não chegando tempo. Mas continuei mesmo assim.
Dei sorte. Cheguei no ponto e o ônibus chegou junto. Vi na placa o nome da Av. Ibirapuera. Era a avenida onde fica o Citibank. Ou quase. Um quarteirão longe dela. Perguntei pro motorista até que altura dela ele ia.
“Anda ela toda.”
“Ótimo! É esse.” pensei.
Faltavam vinte minutos pras nove e eu ainda estava pensando que o trânsito não ia ajudar e eu não ia chegar. Mas até que deu! Nove e dez eu cheguei no ponto da Ibirapuera que precisava. Desci e não estava chovendo! Cheguei no Citibank Hall as nove e quinze. Minha amiga já estava lá com os ingressos na mão. Entramos e começamos a pensar: onde estamos?
Eu vi o nome da apresentação na parede: Slava’s Snowshow.

“O que é isso? Teatro? Música?” perguntei.
“Sei lá!” respondeu minha amiga.
Entramos e sentamos curiosos pelo que viria.
O palco estava bonito. Parecia simples, mas era bonito. A apresentação começou e o palco foi tomado por uma nuvem de gelo seco e uma luz toda especial. Até ali tudo ótimo.
De repente entra no palco um palhaço com uma corda na mão. Não um desses palhaços de circo. Ele vestia uma roupa única amarela, tinha o cabelo grande todo para o lado e maquiagem de palhaço só um pouco diferente. O sapato era como uma pantufa vermelha grande.
Ele entrou todo triste e foi devagar até o meio do palco. Parou. Virou para o público e mostrou a corda. Ela tinha um nó de forca. Ele colocou a corda no pescoço e começou a puxar o outro lado até achar a outra ponta.
“Meu Deus! O que é isso?” pensei.
E ele puxava a corda quando de repente havia mais corda. Ele puxava e continuava vindo corda, e mais corda e nunca que chegava a outra ponta! Comecei a achar graça. E ele continuava puxando e parava, olhava para o público sem entender nada e continuava puxando, rápido, devagar, e a outra ponta não chegava nunca!

À essa altura eu já tinha gostado do negócio.
De repente a corda esticou e prendeu em alguma coisa dentro da coxia. O palhaço estranhou, parou, olhou para o público, para a outra ponta, sem saber o que havia prendido nela. Começou a puxar devagarinho até que aparece um outro palhaço com a outra ponta da corda enrolada no pescoço! hehehe!
Adorei! Aí eles desistem disso e saem de cena.
Daí por diante segue no palco um espetáculo só com palhaços (clowns, como se diz no meio do teatro, que é algo um tanto mais profundo que qualquer palhaço). Era esse palhaço amarelo o único diferente. Os outros eram todos verdes e tinham chapéus longos e pés longos. Ótimos.
Com efeitos especiais perfeitos, músicas ótimas (todas com um clima meio sonho) e luzes que davam o tom.

Os atores eram simplesmente fantásticos. Com movimentos lentos e s vezes somente parados no palco faziam todos darem risada! Simples trocas de olhares entre eles eram suficientes para ganhar o público por vários minutos a fio.
Eles faziam passar pelo palco bolas de neve, bolas gigantes transparentes com alguém dentro, casinhas pequenas com chaminés ligadas…

Cobriam o público com teia de aranha, jogavam bolas imensas (mesmo, não caberiam em uma sala qualquer) no meio do público, passavam no meio, pegavam pessoas e levavam para o palco. Faziam chover no palco, faziam nevar no palco e no público, faziam tempestades de neve com direito a muito barulho, muito vento e muita “neve”.

Havia momentos em que uma só luz pequena iluminava o palco e só um palhaço (o de amarelo) ficava em cena representando alguma coisa (a melhor dele está no vídeo desse post, logo abaixo, onde ele contracena com um ‘cabide’).
Acabou o espetáculo e eu não acreditava. Como assim isso foi tão bom? O que foi isso?
Saí de lá pensando em tudo, nem tinha muito que falar…
Cheguei em casa no outro dia e fui logo pesquisar o tal do espetáculo.
Quase nem acreditei quando vi que esse tal de Slava é só considerado o melhor clown do mundo!!! O cara é russo e manda muito, muito mesmo!!! Eu li até que é ele quem as apresentações de palhaço do Cirque du Soleil! Tava explicado! Não podia ser outra coisa! O tal palhaço de amarelo era ele! Não acreditei quando me dei conta que assisti um espetáculo dele DE GRAÇA!!!
O espetáculo era algo que te tirava desse mundo. Realmente você viaja pelas entranhas da imaginação e das sensações de um modo que só ele conseguiu até agora. Uma poesia, uma sensibilidade, uma perfeição, uma magnitude. E isso sem nem precisar falar! Era o tempo inteiro mudo!
Mas quem disse que ele não falava…
Um trabalho corporal perfeito. As duas horas passam como dois minutos. E eu saí querendo mais! Mais! Mais!
Aquilo valeu o dia! Valeu tudo!
Super empolgado eu contei tudo pra minha família. Minha tia, ouvindo tanto e vendo o brilho que o espetáculo do tal do Slava colocou no meu rosto, falou:
“A arte encanta.”
Aproveite para conhecer mais clicando nos links do texto!
PS.: um comentário sobre: ‘SLAVA’S SNOWSHOW is to clowning what Cirque du Soleil is to the circus…’ Variety
Recado
by Luis on jun.30, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
Fui ao cinema nessa semana que passou. Fui assistir ao filme “Depois do Casamento”, que vocês conferem logo aí em baixo o que eu achei. Cheguei no cine, comprei o ingresso e fiquei andando, esperando o horário do filme.
Chegando a hora eu subi as escadas rolantes até a entrada da sala cinco. Entrei na sala, pequena, vazia. Esperei um pouco e algumas pessoas chegaram, uma senhora sentou na mesma fileira que a minha e na fileira de trás eu ouvi entrar duas garotas.
As luzes se apagaram e começaram as propagandas, avisos e trailers. As duas garotas da fileira de trás estavam bastante animadas! Falavam, comentavam. E eu comecei a ficar preocupado… “Se elas começarem a falar no meio do filme, vai dar problema!”. Pensei.
E o filme começou. Elas pararam.
O filme foi, eu fui me envolvendo, me envolvendo… Quando de repente eu começo a ouvir rizadas fracas seguidas de comentários. Eram as duas.
Elas pararam rápido e minha preocupação foi embora. Mas não tardou a voltar. Cinco minutos depois eu volto a escutar aquelas duas…
“Caramba… Só faltava…”
E o filme já tava pra lá do meio.
Aí eu ouço A frase: “Nossa! Esse filme não acaba, não?”
Pronto! Eu já tava me preparando pra virar e dizer algumas coisas que estavam na minha cabeça naquele momento. E não era nenhum tipo de cantada… Muito pelo contrário.
Mas aí elas pararam. E eu me acalmei.
Mas pra quê, né? Minutos depois eu ouço mais uma: “E se a gente saísse da sala?” Quase que eu respondo: “UIA! Não é que ia ser uma boa idéia?”
Mas não… Me contentei em somente ouvir… E quase me arrependi.
Elas passaram o resto do filme reclamando em voz baixa sobre a duração do filme, do quanto era chato e etc…
Eu só não falei nada porque o filme conseguia prender minha atenção de um modo que só ele.
Isso porque eu me segurei! Quanto mais elas reclamavam do filme mais eu gostava dele. E isso me deixava cada vez mais irado.
RECADO: Se, de repente, você (sim, você, leitor) entrar num filme e descobrir, no meio, que não está gostando, que ele está demorando muito, SAIA DA SALA. E de preferência: SEM FALAR NADA! Porque, veja bem, você já perdeu o dinheiro do ingresso! Então, ficar ou não na sala já não faz diferença! Ou melhor: faz! Se você sair no meio (sem atrapahar ninguém, ou atrapalhando o menos possível) você ainda vai poder utilizar o tempo do restante do filme de um modo melhor!
Pronto, recado dado eu termino minha história: no fim do filme, quando os créditos finais começaram a subir, eu ouço, em alto e bom som: “UFA! Finalmente! Tava demorando!”
Saí da sala sem nem olhar pra cara das duas.
Mais uma vez…
by Luis on abr.23, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos

Imagine que você está no meio da aula na sua faculdade. De repente a porta abre, e surge um rosto da fresta, este observa por alguns segundos e depois a porta se fecha. Imagine que momentos depois a porta seja aberta de novo, e o dono do rosto entra na sala armado e comece e atirar em todos.
Você, como todos os outros, tomado pelo pânico, cai no chão e toma a posição fetal. De olhos fechados sua mente divaga entre o porquê de tudo aquilo, a dúvida sobre a sensação de ser atingido por uma bala e o pavor que a terrível situação provoca. Tudo isso permeado pela impalpável vontade de que não estar ali.
Vários tiros e gritos de terror depois, você percebe que o assassino vai embora. Abre lentamente os olhos e aguça os ouvidos. O cenário: colegas seus caídos sem movimentos, outros que ainda no chão gritam e gemem.
Pouco tempo depois a porta se abre novamente e o assassino volta a entrar e atirar, deixando claro que só saiu para recarregar as armas e agora vinha terminar o serviço.
O pesadelo volta sua pior parte e você daí em diante tenta não pensar em mais nada, em sair do teu corpo.
Algum tempo depois, que você já não sabe quanto, você ouve a porta se abrir e a voz de um homem tomar conta da sala: “Aqui é a polícia, pedimos para todos que tenham condições de andar que se levantem e saiam da sala.”
Você abre o olho e, na medida do possível, se levanta. Percebe que uma de suas colegas também consegue se levantar, mesmo que com dificuldades, pois havia sido atingida por uma bala.
Depois de tudo, descobre que os únicos sobreviventes da sua classe foram você e a menina, e você foi o único que não tinha levado um tiro
Do que todo esse relado se trata? Preciso mesmo explicar?
O nome do assassino? Cho Seung-Hui, sul-coreano, 23 anos. Naquele dia ele matou 32 pessoas em dois prédios escolares. Um recorde que realmente não precisava ser superado. No final ele se matou.
Mas como alguém seria capaz de algo assim?
Cho tinha problema mental, na faculdade era rejeitado, não se relacionava e já havia sido acusado de perseguir e perturbar duas estudantes. Sem contar que também tinha suspeita de tendência ao suicídio. Também já tinha sido indicado para internação.
Juntamos isso o fato de ter uma irmã em uma faculdade bem melhor que a sua e chegamos conclusão de que ele poderia se achar tachado de pouco homem, de passivo. Provavelmente se sentia humilhado e já não pretendia se engajar em grupo algum.
Uma combinação dessas, como diz a antropóloga Katherine Newman, “pode ser explosiva”.
E quando chega ao ponto em que a própria pessoa não se acha aceita, acha que os outros o julgam como sendo menos homem que outros, ele passa a procurar modelos de masculinidade. Modelos que, hoje em dia, se materializam em imagens de homens armados, sempre no auge da masculinidade, coisas que a TV, cinema, mídia em geral, mostra sempre.
Junta-se o fato de que adquirir uma arma nos EUA não é a coisa mais difícil do mundo e pronto.
Em uma entrevista, Katherine diz que os colegas de Cho poderiam ter detectado algo e dito para algum adulto para que providências fossem tomadas.
Eu acredito que os colegas poderiam ter ainda feito mais: poderiam ter se aproximado dele. Alguns alunos diziam que ele Cho nunca participava dos seminários da classe, que nunca falava com ninguém e que por isso o contato era difícil.
Mas eu duvido que fosse tão impossível a ponto de ninguém nunca falar um bom dia.
Tá certo: ele podia estar em um estágio psicológico onde ele mesmo bloqueava 100% dos contatos pessoais, mas eu não acho que alguém tenha se esforçado para construir um relacionamento saudável com Cho.
De qualquer forma fica aí algo para pensarmos: até que ponto vai nosso preconceito? Até que ponto eu não falo com alguém porque tal pessoa é “diferente”? Até que ponto eu respeito todos? Até que ponto eu dou um sorriso quando passo ao lado de alguém? Até que ponto isso não tem nada a ver comigo?
Como o próprio Cho disse em um dos seus textos: “isso não precisava acontecer”.
Como sempre, depende de nós.
Reflexões Calvinianas
by Luis on mar.27, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos

Televisão. Mídia. Essas coisas que sempre geram discussões absurdas.
De vez em quando eu me vejo envolvido em bate-bocas cujo assunto é violência na televisão. Sempre sobre a TV aberta. Aí vem um e diz: “Existem programas que só mostram violência! Os jornais de hoje só mostram tragédias! Não se vê notícia boa e blá blá blá…” Aí um outro retruca: “Mas claro! Com o mundo desse jeito e tal e coisa…”.
Daí pra frente todo mundo vai ficar um bom tempo citando programas e suas respectivas características ruins ou boas.
Uma coisa é certa: a mídia explicita a violência. É fato.
Programas, filmes, jornais… Existe, sim, a banalização da violência. E nunca de um modo que nos exponha alguma resolução. Simplesmente pelo fato de que acaba dando audiência.
Aí, certo dia, relendo um dos meus livros de tirinhas do Calvin e Haroldo eu li uma em que ele estava sentado na poltrona assistindo TV. Ele fala assim:
“Violência explícita na mídia. Ela glamuriza a violência? Certamente. Ela nos dessensibiliza para a violência? É claro. Ela nos ajuda a tolerar violência? Pode apostar! Ela atrofia nossa empatia pelas outras pessoas? Diabos, sim!
Ela causa violência?
…Bem, isso é difícil provar.
O truque é fazer a pergunta certa.”
E é isso: tá cheio de gente fazendo a pergunta certa e deixando pra lá a questão da violência na TV… Sem contar que nem é mais só a violência, né? Existem programas que só não colocam um letreiro pra nós dizendo “você é um burro” porque aí a gente ia perceber!
Sem contar o que o Calvin diz sobre ela atrofiar nossas relações pessoais! Aquela coisa de que o tempo disponível para um diálogo familiar, por exemplo, é substituído por minutos na frente da TV.
E ninguém se toca que, como diz Gabriel, o Pensador, “a programação é feita pra manter você na frente, na frente da TV. Que é pra você não ver que o programado é você!”.
Vamos desligar as nossas televisões! Vamos ocupar nosso tempo de um modo mais construtivo! A TV está violenta? Trata-nos como antas? Podemos mudar! Mudar não: desligar!
Pra que dar audiência pra um bando de gente trancada numa casa? Coisa mais besta!
E se mesmo assim você quer assistir TV. Ainda existem programas bons. Quais? Um dos que eu assisto se chama Recorte Cultural. Esse sim vale a pena! E existem outros da TVE que também são. Tem também a TV Cultura. Que eu só não assisto porque não pega em casa.
Mas de qualquer forma: Leia um jornal! Leia um livro! Assista um (bom) filme! Vá ao teatro! Converse com seus pais! Proponha assuntos inteligentes aos seus amigos! Não seja idiota! Seja a diferença! Faça a pergunta certa!
Heróis
by Luis on mar.15, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
“E agora vamos falar com os nossos heróis…”
Essa foi a saudação infeliz usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil: Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele…
No meu, Herói é uma coisa muito diferente…
Herói é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo, jovem pediatra francesa de 28 anos de idade. Ela que abriu mão do seu conforto para servir na África, como voluntária do programa Médicos sem Fronteiras.
Ela que nos relata que cansou de atender crianças que com um ano de idade pesavam em torno de
Herói que relata que muitas mães chegam até ela dizendo que levaram os alimentos doados para casa, mas que seus filhos parecem que desaprenderam a se alimentar e se recusam a abrir a boca.

Herói é Martial Ledecq, cirurgião voluntário do Médicos sem Fronteiras, que, arriscando a própria vida, atende, em meio a bombardeios, os civis feridos num Hospital de Tebnine, sul do Líbano, vítimas de uma recente guerra que de tão nefasta não poupou nem os observadores da ONU, e nem mesmo as equipes de ajuda humanitária internacional.
Herói, meu caro Pedro Bial, é quem, nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio, e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance.
Atendimento em clínica móvel, Muzafarabad, Paquistão.
Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão sobrepuja a omissão…

Campanha de vacinação para prevenção de meningite, em Gonder, Etiópia.
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens…

Voluntária do MSF, trabalhando por um mundo melhor, na Indonésia.
Mas há também muitos heróis que falam a nossa língua…
E não são as “celebridades” instantâneas do BBB. Embora estejam pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis como Jacinta, enfermeira do projeto Meio-fio, promovido pelo Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro, que examina mãe e filho, moradores de rua.

Heróis como a médica Renata, que visita aqueles que nem aos precários serviços de saúde pública têm acesso, como este morador de rua, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro.

Heróis como o educador Altayr, que partilha seus conhecimentos com uma moradora de rua no centro do Rio de Janeiro.

Heróis como a psicóloga Andréa, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança, por onde passa.

Heróis como a enfermeira Eriedna, que aqui atende o Sr. Nilton no núcleo de atendimento do Médicos sem Fronteiras.
Heróis como Sr. Nilton, que com o apoio recebido conseguiu encontrar um trabalho, e hoje não mais mora nas ruas.

Heróis como Sr. João, um dos moradores de rua atendidos pelo projeto Meio-fio, que relata:
“De manhã eu começo a circular igual a um peru doido. Eu só paro na hora do almoço e depois, noite, pra dormir. Mas catar latinha não é fácil não. Hoje em dia tem uma concorrência muito grande pelas ruas”.

Será que o Sr. João resistiria tentação de catar as latinhas e garrafas de bebida vazias, com as quais a produção do BBB tenta a todo custo embriagar os participantes do programa nas festas que promove?
Sr. João provavelmente juntaria as latas sim, escondidas num canto da casa, para quando a fama instantânea passar…
Quando um cara que já foi dos mais brilhantes repórteres do país, vibra e discute os namoricos, as intrigas e as futilidades do programa BBB como se fossem o assunto mais importante da atualidade, é sinal de que algo está lamentavelmente errado…
É preciso acreditar que um outro mundo é possível.
E pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas.
A cada paredão, com milhões de ligações para o programa, os centavos e centavos pagos formam rios de dinheiro, e engordam ainda mais as já milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos…
Se você tem algum amigo, familiar ou conhecido que liga para o programa, aconselhe-o, ao invés, a doar a quantia para algum programa humanitário.
Ao invés de ligar para o Big Brother Brasil, contribua com alguma instituição que realmente precisa de ajuda.
E não faltam entidades sérias que contam com o nosso apoio para prosseguir com suas nobres atividades.
Listagem de algumas outras entidades e projetos
Certamente existe alguma instituição de amparo aos necessitados atuando na tua cidade.
Os recursos destas instituições provém, na sua maior parte, do apoio voluntário – material e humano – necessitando, portanto, de nosso auxílio e colaboração para que possam fazer diferença e recuperar o valor da vida dos tantos destituídos, excluídos da sociedade.


Quem são os teus heróis?
Quem são as tuas heroínas?

Vamos deixar a cargo dos familiares dos participantes, que têm interesse particular no assunto, decidir se fulaninho ou fulaninha deve ou não sair do programa.
Colabore com quem realmente precisa de você.
[esse texto não é meu... recebi por e-mail e gostei]
Vai ter mesmo que apelar?
by Luis on fev.28, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
Eu estava vendo umas notícias aqui na internet e, entre fotos de acidentes e guerras (talvez uma de esportes) estava a foto dessa linda modelo filipina com esse biquíni de alface. Cliquei para ver e entender: era um ato pró-vegetarianismo promovido por uma ONG em Manila, capital das Filipinas.
Aí eu lembrei daquele meu texto “Mudando o plano de ação” (está na categoria “CONSCIENTIZANDO”, é só clicar no + ao lado de “categorias”). Nesse texto eu falei, de novo, sobre o quanto um monte de gente não acha importante a questão ambiental. E falava também que eu tinha uma solução fotográfica um tanto apelativa, mas que talvez desse certo.
Bom, vendo essa modelo semi-nua com trajes de horta posando pela causa vegetariana eu observei o quanto seria útil se ela aparecesse com um biquíni folhado e com uma placa dizendo sobre a importância de uma consciência ecológica!
Nada contra o vegetarianismo… Bom… Pra falar a verdade eu até tenho muito contra… Mas respeito. E acho que agora, como antes e como daqui a uns 100 anos, devemos incentivar medidas de conhecimento global das situações em que nos metemos ecologicamente.
Não que agora a solução seja chamar a atenção do mundo com mulheres peladas. Mas é que a ignorância e a incapacidade de reação de muitos REALMENTE me preocupa!
Façamos alguma coisa! Quer saber mais sobre o que eu acho do assunto? Leia a categoria “ECO” e alguns textos da categoria “CONSCIENTIZANDO”.
Enquanto houver vida, há esperança!
Unir
by Luis on fev.08, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
Nesses últimos dias, além de ir ao cinema, ler, estudar, me apaixonar e comer menos eu andei pensando muito sobre a situação mundial. Nada mais clichê. Mas sabe como é, com essas notícias oficiais de que o mundo não tem mais jeito e tal, a gente fica pensando no que fazer.
Até aí é fácil. São várias as coisas que a gente pode fazer no nosso maçante dia dia que podem ajudar nosso grande e febril mundão.
Mas nada fez mais efeito em mim do que relembrar uma coisa que eu ouvia da minha professora de Literatura: “A Arte é a válvula de escape do Mundo”
Putz! Foi um achado! Nunca tinha entendido essa frase como agora entendo!
Sabe, aí a gente começa a entender. Em todas as épocas da história existiam artistas que propunham um olhar diferente sobre o mundo. Os problemas e as dificuldades explodiam todos na arte.
Foi aí que eu pensei: “Quem sabe se o nosso mundo artístico dá um belo chute no balde e mostra o que pensa sobre o que acontece?” E foi aí que eu descobri que ele já faz isso! E que esse é um ótimo caminho!
Tanta coisa boa por aí mostrando onde estamos, em que pé estamos e se vamos sair daqui! Sabe, são coisas que realmente ajudam muito, desatrofiam vários cérebros.
Temos que ver a arte como uma forma de mostrar que o mundo tem jeito. Mostrar as várias caras do mundo. Mostrar o quanto é importante o conhecimento mútuo. Mostrar que devemos andar juntos. Não podemos ter vergonha! A solução do mundo está na união. E quem melhor que a arte para promover isso?
Esse foi um breve desabafo de quem espera que as diferenças se entendam e que depois saibam conviver harmonicamente no seu habitat.
E a Terra…
by Luis on fev.05, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
Bom, eu acabei nem lendo as páginas internas do Estadão sobre o aquecimento (post “Aquecimento global é irreversível”). Mas sabe, acho que eu já tenho uma idéia do que vai estar escrito (o que não significa que eu não vou ler).
Mas acho que todos sabemos o que pode acontecer com a nossa Terra se as coisas continuarem assim…
Cientistas dizem que as duas guerras mundiais são fichinha perto das ameaças do aquecimento global. E a gente continua no mesmo rítimo, como se não nos afetasse.
Bom, como resposta eu estava pensando em um novo texto sobre o assunto. Mas vi que eu já tinha escrito um antes, um dos primeiros desse nosso “Embaralhando”. Resolvi então colocar ele como um dos links das “categorias” aqui ao lado. Assim fica mais fácil de chegar até ele!
Cliquem, é o de nome “Eco”. Leiam, e vejam o que cada um pode fazer sobre.
“Aquecimento global é irreversível”
by Luis on fev.03, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos
É essa a chamada que ocupa a primeira página do Estadão de hoje (sáb. 03/02). Logo em baixo uma foto enorme mostrando a destruição que um tornado causou na Flórida (EUA) onde 14 pessoas morreram.
Pra quem não leu a matéria, aí vão algumas frases:
“O aquecimento global e as mudanças climáticas derivadas dele estão em velocidade e intensidade muito maiores do que cientistas e governantes esperavam.”
“Segundo eles (2500 cientistas de 130 países, no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC), qualquer variação da temperatura, mesmo fracionária, pode desencadear eventos climáticos desastrosos.”
“O aquecimento é suficiente para derreter o gelo polar, o que elevará o nível dos oceanos; os furacões serão mais agressivos; ondas de calor se repetirão cada vez mais freqüentemente.”
“…um dos cientistas que participaram do IPCC estima que até o fim do século a temperatura aumentará 8ºC na Amazônia e a região virará cerrado.”
“O semi-árido do nordeste viraria árido e regiões costeiras estariam vulneráveis ao aumento do nível do mar, sobretudo as de Recife, Fortaleza, foz do Amazonas e Ilha de Marajó.”
“E A CULPA NÃO É DE FATORES NATURAIS, MAS DA ATIVIDADE HUMANA: O FENÔMENO É CAUSADO POR DESMATAMENTO E POR GASES PROVENIENTES PRINCIPALMENTE DA QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, IMPEDINDO A DISSIPAÇÃO DO CALOR”
Tudo isso está escrito só na primeira página do jornal. Ainda nela, desenhos mostram que com isso haverá uma queda de 10% na produção de cereais, quatro bilhões de pessoas ficarão sem água e aumentaria a malária na África.
Isso por que eu ainda não li as três páginas internas dedicadas ao assunto. Mas depois eu comento.
E no futuro…
by Luis on fev.02, 2007, under CONSCIENTIZANDO, Todos

Dá pra ler o que está escrito aí em cima? Não? Tá escrito assim: “Corais nas ilhas Keppel, na Austrália: barreiras de corais podem estar EXTINTAS ATÉ 2050″!!! Pois bem: deu pra sacar o drama? Ahhh… Sim, entendi: você tá careca de saber dessas coisas né? Hummm… Ééé… Eu também… Mas sabe como é, né? Quanto mais a gente falar, mais pode dar resultado!
E vai que alguém aí tá chegando de Marte! Nesse caso é bom avisar que é melhor voltar pra lá!

“Filipinas: criança anda ao lado de nascente de rio contaminado com lixo”

“Seca é uma das conseqüências do aquecimento; na foto, reserva chinesa com níveis baixos”
Clichê? Não deveria.
