11/04/2008Foto
Lembra dessa? É velha mas ainda é engraçada!
Alguém prestou atenção no vídeo “Parando o Tempo” que eu coloquei aqui dois posts atrás? Não? Pois veja.
Viu? E agora, no lugar de paralisar no metrô por cinco minutos, que tal juntar um bando de homens e combinar de fazer compras sem camisa? E o melhor: numa loja dessas que adora explorar a imagem do corpo humano perfeito, sensual e sem camisa em suas propagandas! Eu faria.
Ou quem sabe juntar muitas pessoas e, através de Mp3, todos fazerem as mesmas coisas exatamente na mesma hora? Quem não sabe de nada (todo mundo menos os do grupo) se impressionariam!
Pros mais atirados e sem vergonha ainda tem a opção de entrar no metrô sem calças. Perfeitamente vestido no resto, mas exibindo sua samba-canção branca com bolinhas azuis!
OK, para os que acham que isso não é novidade e que tem os “Jackass” da vida que fazem bem mais, eu digo que essa é uma iniciativa bastante criativa.
Entrem no site Improve Everywhere e confiram o que os caras fazem! O melhor de tudo é que nunca ninguém espera e, de certo modo, não se sabe do que se trata e como as pessoas fazem isso! Sem contar com o apelo de protesto e crítico que alguns desses atos possuem.
Claro que não podemos falar que todos os atos tem uma boa intenção (das quais o inferno está cheio) mas tem alguns que realmente dá vontade de fazer!
Alguém aí se habilita em montar um grupo desse tipo? Eu topo juntar umas 300 pessoas e todo mundo congelar bem no meio da Sé! Os interessados que se pronunciem!

Depois que assisti Anti-Herói Americano fiquei fascinado pela pessoa Harvey Pekar. Só pelo filme já entendemos que ele é um maníaco-depressivo que sabe da complexidade de uma vida medíocre.
Mas o filme não bastava, tinha que ler seus quadrinhos! Essa tarefa mostrou-se rapidamente bastante difícil quando percebi que não havia nada dele publicado no Brasil. E fui desistindo de procurar aos poucos.
A vontade de ler a história sobre o episódio da fila do supermercado já foi sendo ofuscada por outras vontades em forma de quadrinhos.
Mas, um dia desses num sebo, durante uma de minhas demoradas visitas, me surpreendi com uma publicação de nome Bob & Harv. Sim! Finalmente tinha encontrado! Era uma edição especial que a Conrad publicou com uma coletânea de histórias escritas pelo Pekar e desenhadas pelo ótimo Robert Crumb! Aquele dia eu saí do sebo vinte reais mais pobre, mas finalmente ia conhecer os quadrinhos do Harvey!
E foi assim que eu comecei a conhecer e, cada vez mais, me encantar por esse estilo de HQ. Robert Crumb é considerado um dos grandes nomes do quadrinho underground norte-americano. O cara é o responsável pelo Mr. Natural. E, como diz o próprio Harvey, “desenha melhor do que praticamente qualquer um no planeta”.
E foi no curto prefácio do livro, escrito pelo Crumb, que eu comecei a entender melhor sobre a pessoa Pekar. No primeiro parágrafo Crumb diz:
“Eu tenho muita roupa suja pra lavar aqui, mas vou tentar conter meus comentários e simplesmente dizer ao mundo como o Harvey Pekar é um grande cara. Na verdade, foi exatamente isto que o Harvey me pediu pra fazer, ele me ligou e disse “olha, só diz pro mundo que eu sou um grande cara, tá?” “claro que sim Harvey”.
Toda vida (me corrijam se eu estiver errado) tem lá o seu lado medíocre. E talvez realmente nós ignoramos o quanto é complexo isso. Quando Harvey diz: “Agora, escolher a fila certa no caixa é uma arte… Há muitos fatores a considerar – a velocidade do caixa, o número e tipo de pessoas na fila, a quantidade e os tipos de coisas que estão comprado – é uma verdadeira arte!” Ele realmente está certo! Isso e muito mais!
Agora você que está lendo isso e não curte quadrinhos ou é fanático por um bom X-Man, eu já aviso que ler Harvey Pekar vai contra todo esse esquema heróico e violento dos quadrinhos da Marvel ou DC. Ler Harvey é ler a vida como ela é. Nada de explosões, nada de roupas apertadas, decotes heróicos e super-poderes. Ninguém salva o mundo. E tampouco esperem grandes tiradas e frases de efeito. O que Harvey escreve é o simples e monótono dia-a-dia.
Mas não pense que é uma leitura chata. Longe disso. Você vai perceber que, em pouco tempo, estará entrando em seu mundo, achando graça de suas esquisitices, conhecendo seus amigos, compreendendo a complexidade do monótono.

A lembrança mais marcante do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain foi sua trilha sonora. Depois de muito ouvi-la sem nem sequer saber quem havia sido responsável por criá-la, resolvi pesquisar. Achei o nome Yann Tiersen, e descobri que foi ele o responsável pela trilha sonora do filme. Trilha sonora essa que acompanhou meus ouvidos por muito tempo.
Depois disso eu comecei a prestar mais atenção nas trilhas sonoras dos filmes que assistia. Com isso acabei descobrindo algumas preciosidades que até hoje escuto com o maior gosto. A Marcha dos Pingüins também me conquistou pelo ouvido. Com um pouco de pesquisa descobri outro nome até o momento desconhecido: Emilie Simon. E hoje eu não só tenho o CD da trilha sonora original do filme como também mais dois CDs do repertório da Emilie, que até agora me encanta.
Mais um álbum que compõe minha coleção chama-se 12 Segundos de Oscuridad, do Jorge Drexler. E esse nome eu não vi em filme, vi na TV tempos atrás e pesquisei. Logo soube que foi ele que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original por sua música Al Otro Lado del Río, de Diários de Motocicleta.
E quem não assistiu Pequena Miss Sunshine? Se você respondeu essa pergunta com um “eu não”, realmente não sabe o que está perdendo… E não só o filme é comoventemente um dos melhores como também a sua trilha sonora! Eu tenho os dois.
Piratas do Caribe também tem uma das melhores trilhas sonoras que eu ouvi. Só a música que toca de fundo nas primeiras cenas do Cap. Jack Sparrow nos três filmes já é tudo de bom!
E assim é com outros filmes e séries (como House, gosto bastante da música tema). E aos poucos começo a perceber o quanto o mecanismo do som, mais especificamente da música, pode realmente acrescentar muito na experiência cinematográfica.
Experimente agora pesquisar esses nomes. Assista aos filmes prestando atenção na música e o quanto ela é responsável pelo efeito “dramático” do filme. Depois ouça as músicas. Aposto que você vai começar a curtir muito mais essas trilhas sonoras. E não só: vai começar a admirar os filmes que, sem esse recurso, transmitem as mesmas sensações e até mais.
Sabe aqueles dias em que você combina de ir beber uma cerveja na casa de um amigo? Esse amigo pede pra você levar um engradado. Você leva e, chegando na casa dele, vocês começam a beber o que já estava gelado. Quando as geladas acabam você lembra que esqueceu de colocar as suas cervejas para gelar! Nada pior, não é? Beber cerveja quente não rola, e esperar gelar sempre demora muito.
E aqueles dias em que você está em casa pensando em fazer um ovo cozido e, até descascá-lo, já se sente arrependido? Sem contar quando quer fazer um vitaminado de frutas com leite e só de pensar em descascar a banana já dá trabalho… Quando se trata de descascar batatas então…
Já aconteceu com vocês de, numa bela tarde de sono ou de estudos, seu irmãozinho bebê começa a chorar sem parar?
Eu poderia ficar horas aqui falando sobre situações que tomam nosso tempo sem nenhuma necessidade. Fazer o bebê parar de chorar leva tempo, gelar a cerveja, descascar o ovo… Imagine o quanto de tempo da sua vida está sendo consumido só fazendo essas coisas!
Mas não se preocupe! Agora seus problemas acabaram! O pessoal do site Waitless resolveu desperdiçar o tempo deles para fazer com que nós economizemos o nosso!
Entre no site e confira como gelar sua cerveja em dois minutos! Isso mesmo! DOIS MINUTOS! Ou até, quem sabe, fazer um sorvete instantâneo! E pra que perder tempo descobrindo se o seu irmãozinho tem fome, sono ou sede? Faça-o parar de chorar na hora!
Ok, brincadeiras á parte eu soube desse site na revista Super Interessante, que, de uns tempos pra cá, passou de uma boa revista para uma revista… interessante.
E eu me diverti muito aprendendo como economizar tempo nessas pequenas coisas. São curiosidades que, de repente, ajudam. Sem contar que nesse site você pode calcular o tempo que irá gastar com qualquer coisa durante sua vida com base no tempo que gasta com ela no seu dia-a-dia.
Interessante. Só não tente fazer baliza como eles ensinam.
Os melhores do mundo!

Com consideravelmente pouco tempo para escrever alguma coisa que preste, eu decidi simplesmente colocar em palavras algumas coisas que podem soar duvidosamente como dicas.
Atualmente eu ando carregando na minha mochila um grosso exemplar de mais de 400 páginas das “Histórias extraordinárias” do Edgar Allan Poe. Junto com ele, esses dias, estava o filme “A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça”, do (já citado por aqui) Tim Burton, entre alguns outros como “O Iluminado” e “Laranja Mecânica”.
Vê-se que meu lado aterrorizante (ou aterrorizado) está sendo bastante treinado.
De qualquer forma, um dia desses, eu me vi sentado diante do notebook convertendo um estranho sonho em uma pequena história igualmente estranha.
Quando a tal estiver pronta, se eu perceber que ela não está assim tão ruim, eu publico aqui.
Meu tempo acabou, estou com fome e preciso de um banho. Sendo assim deixo mais um post um tanto sem pé nem cabeça para vocês.
Quem sabe eu não acabei de animá-los para pesquisar os nomes aqui citados?
E agora a última parte das explicações do “Nas Galáxias”. Da parte onde paramos:
luis diz:
e ninguém pode ver o casamento delas sem que a vida seja tirada, ou pelo menos sem que o mar seja perversamente trazido pra terra sem sal
luis diz:
OK, minha existência digital está transmitindo seu adeus
luis diz:
transmissão completa???
Natália diz:
mas sem o sal o que fariam as estrelas, como ficaria sua combustão? devemos matar as raposas?
Natália diz:
trasmissão tz …tz …tz
Natália diz:
interr… tz … tz
Natália diz:
ompida
luis diz:
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Natália diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
[aí meu pai entrou na sala um pouco bravo…]
luis diz:
ok, superior dando deméritos por regras não obedecidas.
luis diz:
Luis Filipe dando adeus ao emprego
*Meu pai tinha me dado uma bronca e me mandado dormir…*
Natália diz:
mas e a minha propaganda?
*Hehehe!*
luis diz:
uma boa noite de sono, se sua alma voltar, claro.
o departamento de propagandas só trabalha em dias úteis das 8 às 18.
luis diz:
sinto muito
luis diz:
tirando o cabo da nuca e voltando pra realidade.
Tchau!
*Alguém aí não captou a referência ao filme “Matrix”?*
Natália diz:
DAMEG MARXISTS WITH THEIR LAWS!
*Ainda tô pra entender essa…*
Natália diz:
neoliberaism NOW!
luis diz:
ai ai…
luis diz:
ok ok
luis diz:
et…. phone…. bad….
*“ET – O Extra Terrestre”*
luis diz:
or bed
luis diz:
sei lá
Natália diz:
ops, e a sessão de procura-se está funcionando?
luis diz:
vá ao achados e perdidos
luis diz:
se vc tiver a chave, claro
luis diz:
como eu não sou Tigre, eu estou vazando
luis diz:
não pague esse mico!
*Sabem a marca de encanamentos “Tigre”? Pois é…*
Natália diz:
mas não encontrei não, o anúncio de procura-se funciona,
luis diz:
desconectando em 10
luis diz:
9
luis diz:
8
luis diz:
7
luis diz:
6
luis diz:
5
luis diz:
4
luis diz:
3
Natália diz:
preciso fazer um anúncio ou derreto-me em lágrimas até que a inundação encha os lençóis freáticos desta habitável terra
*Se as lágrimas forem potáveis até que é uma boa idéia!*
luis diz:
2
Natália diz:
adeus mundo cruel!
luis diz:
derreta-se
luis diz:
isso não é novidade
luis diz:
1
luis diz:
……………………………………………….
Pra quem curte Tim Burton, aí vai um curta pouco conhecido dele.
E se eu perguntar quem está na expectativa para assistir Sweeney Todd (o novo filme do Burton) só eu levanto a mão? Alguém aí também está animadamente esperando por ele?
Continuando de onde paramos:
luis diz:
se eu não sair agora temo ficar preso até que o sorriso do gato pegue fogo!
*Essa foi uma metáfora formidável. O sorriso do gato na história da Alice no País das Maravilhas era a lua crescente, certo? Ou seja: ficar preso até que o sorriso do gato pegue fogo significa: ficar ali até raiar o dia! Até o sol aparecer!*
luis diz:
tenho que abandonar a prestidigitação e voltar para a realidade, seja ela qual for… e esteja ela dominada por quem estiver
*MSN não é realidade.*
luis diz:
assim diz(ia) Seu Jorge: Chatterton suicidou; e eu não vô nada bem
*Chatterton foi um poeta inglês do séc. XVIII que se suicidou com 17 anos. Já o Seu Jorge… Bom, dele eu não preciso falar!*
Natália diz:
?ognimod utI arp iav cv
*Eu fui pra Itu naquele domingo.*
luis diz:
temo que estarei indo daqui para lá assim que minha alma voltar…. se isso acontecer…
luis diz:
claro que tudo depende da grandeza do cotonete
*Porque sabe como é, né. Com aquele orelhão imenso em Itu…*
luis diz:
ah, e sem dúvida da maciez
Natália diz:
mas por mais que o cotonete possa crescer sempre sobrará cera nos ouvidos!
luis diz:
nada que não seja capaz de se transformar em vela!
luis diz:
estou a ir desta para uma melhor porque aquilo que amortece o meu sentar já está com algo que chamamos de dor….
*Digamos que minha bunda tava doendo de tanto ficar sentado na frente do PC.*
Natália diz:
não se vá, não existes! portanto o ir não pode afetar-te!
*Será mesmo que eu não existo?*
luis diz:
e também o que chamamos de lombar está numa situação tão drástica que uma mulher chamada Luzia realmente pararia de falar comigo agora, se tivesse começado…
*Luzia é minha professora de Expressão Corporal. E se alguém não estiver indo bem ela simplesmente para de ajudar. E eu, nesse momento da conversa, realmente não estava sentado numa posição saudável.*
luis diz:
ah!… pode
luis diz:
pode parecer que não, mas o que chamamos de mente é prejudicialmente afetado pelo que chamamos de sono
luis diz:
e também pelo que chamamos de paixão
*Realmente. E bota “prejudicialmente” nisso.*
Natália diz:
hum!!! SONO
*Hum!!! NOVIDADE…*
luis diz:
é só uma palavra
luis diz:
comprometedora, mas é uma palavra
Natália diz:
ah, a paixão, é como fogo que arde sem se ver, é como a ferida que dói mas não se sente, é um contentar descontente (Camões por Natália)
luis diz:
Camões, por exemplo, resolveu tirar férias naquele planetinha que eu não lembro o nome que fica a 3000000000000 de anos luz daqui
*Pra vocês verem: até Camões entrou no jogo. A propósito: eu não preciso explicar quem é Camões, né?*
luis diz:
lembra disso?
luis diz:
já Natália eu não tive a honra de conhecer impessoalmente
*Hã?*
Natália diz:
SIM
luis diz:
ok, nada de mais, mas a minha cabeça é que está digitando agora
*Dormi na cadeira.*
Natália diz:
eu o visitei hoje as 19h, que coincidência mais estapafúrdia!
*Visitar Camões deve ser um experiência bem construtiva!*
luis diz:
nem me fale
luis diz:
isso me deprime
luis diz:
estou deprimido
luis diz:
nunca estive pior
luis diz:
nem melhor
luis diz:
pra falar a verdade eu nunca estive
luis diz:
nunca estou
*Minha homenagem ao robô maníaco-depressivo Marvin. Leiam “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, já disse.*
Natália diz:
então durma
luis diz:
e provavelmente somente estarei
Natália diz:
durma
Natália diz:
durma
Natália diz:
durma
Natália diz:
durma
Natália diz:
durma
Natália diz:
Durma
*Hipnose.*
luis diz:
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
luis diz:
ontem eu vou acordar e aí a gente pode estar falei-do-endo
luis diz:
ou quem sabe falando-ido
*“Guia do Mochileiro…”*
luis diz:
ou quem sabe convertendo baboseiras cerebrais em códigos preestabelecidos
Natália diz:
mas depois de amanhã eu tenho estágio, então só poderemos nos ver quando eu fizer 13 anos
luis diz:
ok, quando você fizer 13 anos eu estarei fazendo 1.A,0G segundos venuzianos de pseudo-existência
Natália diz:
esta poderia ser uma saída se eu estivesse dentro de algo, mas insisto, não sei onde estou, só sei que quero encontrar algum lugar além do arco-íris
*“Someweeeere ooover the rainbooooww…” O Mágico de Oz? Frank Sinatra?*
luis diz:
o arco-íris só aparece quando as raposas se casam
*Referência ao filme “Dreams” (1990) de Akira Kurosawa. Assistam.*