7/11/2007Michel Courtemanche - Samurai
Bom, faz tempo que o blog anda parado e estarei voltando a ajudar o Luis com alguns posts interessantes seguindo talvez a linha do blog aqui.
Desta vez são 2 videos:
Os seminovos, Ao Mestre com Carinho.
Otimo uso da nossa criatividade para criar um clipe interessante e cativante, não atoa está sendo visto em varios sites estrangeiros como Infected Fx e Sabo.
Começa uma coisa e termina outra… Assistam pois vale a pena ver o quanto nossa imaginação distorce as coisas.
Letra encontrada AQUI

Imaginem que estava eu em um dia como outro qualquer, ou quase. Acordei, tomei café, peguei minhas coisas, fui pra aula. Último dia de aula. Saí da aula e bateu aquela vontade de fazer alguma coisa de diferente, afinal eu teria a tarde inteira sem fazer nada.
Resolvi ir ao cinema! Depois do cinema eu encontrei uma amiga minha e a gente saiu pra beber um pouco. Já eram quase oito horas e estávamos saindo do bar quando meu celular toca. Era outra amiga. Eu atendo e ela começa a falar: “Luis! Eu ganhei dois convites para uma apresentação no Citibank Hall e preciso de alguém pra ir comigo! Vamos?”
“Como assim? Que apresentação?” perguntei.
“Então… Eu não sei direito… Eu nunca ouvi falar… Mas eu ganhei os convites! Vamo lá? Seguinte, eu tenho que pegar os convites até oito horas, então eu tô indo pra lá agora e a apresentação começa às nove e meia, a gente combina nove horas lá?”
“Pode ser…” respondi. “Pode ser, sim.”
“Certo!” ela disse. “Nove horas a gente se vê!”
E desligou.

Eram oito e dez. Eu tinha cinqüenta minutos pra ir pra casa, tomar um banho, me arrumar, descobrir quantos e quais ônibus pegar até o Citibank e, afinal, ir até lá!
Indo pra casa quase correndo começou a fazer que ia chover.
Me arrumei e saí de casa as oito e meia. Fiz minhas deduções e resolvi onde pegar o ônibus. Indo até o ponto começou a garoar. Pronto, já estava me vendo todo ensopado e não chegando à tempo. Mas continuei mesmo assim.
Dei sorte. Cheguei no ponto e o ônibus chegou junto. Vi na placa o nome da Av. Ibirapuera. Era a avenida onde fica o Citibank. Ou quase. Um quarteirão longe dela. Perguntei pro motorista até que altura dela ele ia.
“Anda ela toda.”
“Ótimo! É esse.” pensei.
Faltavam vinte minutos pras nove e eu ainda estava pensando que o trânsito não ia ajudar e eu não ia chegar. Mas até que deu! Nove e dez eu cheguei no ponto da Ibirapuera que precisava. Desci e não estava chovendo! Cheguei no Citibank Hall as nove e quinze. Minha amiga já estava lá com os ingressos na mão. Entramos e começamos a pensar: onde estamos?
Eu vi o nome da apresentação na parede: Slava’s Snowshow.

“O que é isso? Teatro? Música?” perguntei.
“Sei lá!” respondeu minha amiga.
Entramos e sentamos curiosos pelo que viria.
O palco estava bonito. Parecia simples, mas era bonito. A apresentação começou e o palco foi tomado por uma nuvem de gelo seco e uma luz toda especial. Até ali tudo ótimo.
De repente entra no palco um palhaço com uma corda na mão. Não um desses palhaços de circo. Ele vestia uma roupa única amarela, tinha o cabelo grande todo para o lado e maquiagem de palhaço só um pouco diferente. O sapato era como uma pantufa vermelha grande.
Ele entrou todo triste e foi devagar até o meio do palco. Parou. Virou para o público e mostrou a corda. Ela tinha um nó de forca. Ele colocou a corda no pescoço e começou a puxar o outro lado até achar a outra ponta.
“Meu Deus! O que é isso?” pensei.
E ele puxava a corda quando de repente havia mais corda. Ele puxava e continuava vindo corda, e mais corda e nunca que chegava a outra ponta! Comecei a achar graça. E ele continuava puxando e parava, olhava para o público sem entender nada e continuava puxando, rápido, devagar, e a outra ponta não chegava nunca!

À essa altura eu já tinha gostado do negócio.
De repente a corda esticou e prendeu em alguma coisa dentro da coxia. O palhaço estranhou, parou, olhou para o público, para a outra ponta, sem saber o que havia prendido nela. Começou a puxar devagarinho até que aparece um outro palhaço com a outra ponta da corda enrolada no pescoço! hehehe!
Adorei! Aí eles desistem disso e saem de cena.
Daí por diante segue no palco um espetáculo só com palhaços (clowns, como se diz no meio do teatro, que é algo um tanto mais profundo que qualquer palhaço). Era esse palhaço amarelo o único diferente. Os outros eram todos verdes e tinham chapéus longos e pés longos. Ótimos.
Com efeitos especiais perfeitos, músicas ótimas (todas com um clima meio sonho) e luzes que davam o tom.

Os atores eram simplesmente fantásticos. Com movimentos lentos e às vezes somente parados no palco faziam todos darem risada! Simples trocas de olhares entre eles eram suficientes para ganhar o público por vários minutos a fio.
Eles faziam passar pelo palco bolas de neve, bolas gigantes transparentes com alguém dentro, casinhas pequenas com chaminés ligadas…

Cobriam o público com teia de aranha, jogavam bolas imensas (mesmo, não caberiam em uma sala qualquer) no meio do público, passavam no meio, pegavam pessoas e levavam para o palco. Faziam chover no palco, faziam nevar no palco e no público, faziam tempestades de neve com direito a muito barulho, muito vento e muita “neve”.

Havia momentos em que uma só luz pequena iluminava o palco e só um palhaço (o de amarelo) ficava em cena representando alguma coisa (a melhor dele está no vídeo desse post, logo abaixo, onde ele contracena com um ‘cabide’).
Acabou o espetáculo e eu não acreditava. Como assim isso foi tão bom? O que foi isso?
Saí de lá pensando em tudo, nem tinha muito que falar…
Cheguei em casa no outro dia e fui logo pesquisar o tal do espetáculo.
Quase nem acreditei quando vi que esse tal de Slava é só considerado o melhor clown do mundo!!! O cara é russo e manda muito, muito mesmo!!! Eu li até que é ele quem as apresentações de palhaço do Cirque du Soleil! Tava explicado! Não podia ser outra coisa! O tal palhaço de amarelo era ele! Não acreditei quando me dei conta que assisti à um espetáculo dele DE GRAÇA!!!
O espetáculo era algo que te tirava desse mundo. Realmente você viaja pelas entranhas da imaginação e das sensações de um modo que só ele conseguiu até agora. Uma poesia, uma sensibilidade, uma perfeição, uma magnitude. E isso sem nem precisar falar! Era o tempo inteiro mudo!
Mas quem disse que ele não falava…
Um trabalho corporal perfeito. As duas horas passam como dois minutos. E eu saí querendo mais! Mais! Mais!
Aquilo valeu o dia! Valeu tudo!
Super empolgado eu contei tudo pra minha família. Minha tia, ouvindo tanto e vendo o brilho que o espetáculo do tal do Slava colocou no meu rosto, falou:
“A arte encanta.”
Aproveite para conhecer mais clicando nos links do texto!
PS.: um comentário sobre: ‘SLAVA’S SNOWSHOW is to clowning what Cirque du Soleil is to the circus…’ Variety
Depois de um pouco mais de um mês em coma profundo, cá estou eu retomando as atividades…
Junta-se o trabalho com as semanas sem internet e pronto, dá nisso. Um mês sem postar nada.
Tudo bem que a criatividade não andou das melhores… Mas…
OK, só pra não dizer que eu não posto mais nada e que o embaralhando tá morto, aí vai um vídeo que todos acham legal:
Este é um post especial para quem sabe jogar pôquer. Eu digo que é só pra quem sabe porque são dois vídeos daquelas jogadas que você fala: “Não acredito!!!”. E precisa conhecer o jogo pra entender tais jogadas!
O primeiro mostra a jogada do maior pot do High Stakes Poker (campeonato). Já o segundo é de não sei que campeonato. Ambas jogadas sensacionais!
Reparem na frieza dos jogadores… Eu não ia conseguir manter a pose com um full house na mão!
Depois do Joseph Climber passei a conhecer o grupo de teatro Os Melhores do Mundo. Ainda não assisti nenhuma peça deles. Ainda, mas já está marcado! Nem vô indicar a peça porque senão (ou “se não”? hehe, assitam e entendam) lota e a probabilidade de faltar ingresso aumenta.
Bem, esse vídeo mostra a cena “O Assalto”, que eles apresentaram no programa do Jô. Essa cena pertence à peça que eu estou querendo assistir.
Muito engraçado!
Esse vídeo aí em baixo é de dois comediantes norte-americanos. Os dois tem nomes Árabes. O primeiro chama Ahmed Ahmed e o segundo eu não lembro! Não achei o vídeo legendado, mas quem não souber inglês e se interessar alugue “Fahrenheit 9/11″ e procure nos extras esse vídeo de comediantes.
MUITO bom! Os dois são ótimos, com tiradas que só esses comediantes stand-up conseguem! Principalmente o Ahmed! Além das tiradas vocais ele tem umas expressões hilárias! A parte em que ele conta dos dois brancos quando ele teve que sair do avião, a parte da moça que pega a identidade dele no balcão; enfim: muito bom!
Pode ser que no final dê umas travadas…
Antes de mais nada eu queria agradecer os que estão gostando dos vídeos que eu tô postando! E queria falar que se alguém tem alguma sugestão, é só falar!
E pra quem acabou de chegar de Saturno, o vídeo aí em baixo é muito engraçado! Esse comediante dança pequenos trechos de várias músicas dos mais variados estilos e épocas, cada uma de um jeito diferente e uma mais engraçada que a outra!
O vídeo desse cara está com 43512444 visualizações (sem contar cópias postadas por outros usuários do YouTube)! Por isso que eu digo que é difícil não conhecer!
Assistam que vale a pena!
As que eu mais dei risada: uma que começa em 1:08 min. Depois uma em 1:50. Outra que começa nos 2:38. Em 3:13 e mais uma em 3:44. Mas, a melhor seqüência é entre 4:23 e 5:01! Com destaque para a dança da música dance que eu acho que chama “What is love”! Uma tirada genial! MUITO BOM!!!
(Ah… Essas marcações de tempo só servem para quem for assistir o vídeo NO YouTube, porque aqui no embaralhando a contagem de tempo no vídeo é regressiva. Eu esqueci disso e também não tô a fim de ficar corrigindo tudo. Quem quer saber de que partes eu estou falando é só clicar no vídeo e assistir pelo YouTube!)
Agora eu coloco uma pergunta que fizeram nos comentários do vídeo no YouTube e a resposta que um outro internauta deu que eu gostei. Que é mais ou menos o que eu responderia:
- How is this funny? I know i sound like an ass but whats so funny?
- Because this guy goes through like 50 years of music and has a dance for each one of them. It is something most people probably couldn’t do. ![]()