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	<title>Embaralhando</title>
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	<description>Controles Remotos Nervosos</description>
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		<title>Humboldt County</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 02:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cine]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O encontro com seus sonhos no lugar onde eles se perdem na fumaça.

Humboldt County me pegou realmente de surpresa! Não fazia a menor idéia do que era esse filme, e por muito tempo o guardei sem assistir, com receio de que coisa boa não fosse, sem vontade de arriscar perder meu tempo. Até a noite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro com seus sonhos no lugar onde eles se perdem na fumaça.</p>
<p><a href="http://www.humboldtcountymovie.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-286" title="HumboldtCountyPoster" src="http://dkcell.com.br.s84113.gridserver.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/HumboldtCountyPoster.jpg" alt="" width="325" height="488" /></a></p>
<p><a href="http://www.humboldtcountymovie.com/" target="_blank">Humboldt County</a> me pegou realmente de surpresa! Não fazia a menor idéia do que era esse filme, e por muito tempo o guardei sem assistir, com receio de que coisa boa não fosse, sem vontade de arriscar perder meu tempo. Até a noite em que não tive opções e iria perder tempo querendo ou não. Sem nada à perder resolvi assistir o tal filme de uma vez por todas. No fim das contas &#8211; pensei &#8211; mal não iria fazer, uma hora e meia de filme&#8230;</p>
<p><a href="http://www.humboldtcountymovie.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-287" title="photo_01_hires" src="http://dkcell.com.br.s84113.gridserver.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/photo_01_hires.jpg" alt="" width="560" height="376" /></a></p>
<p>Comprovei mais uma vez a força da teoria da baixa expectativa! Com uma simplicidade acertada o filme consegue tratar de assuntos sérios e ao mesmo tempo engraçados ao narrar as descobertas de um rapaz, Peter, que ao ser reprovado ao tentar uma residência num hospital como estudante, se vê envolvido com uma garota que o leva para a família dela. Família essa que sobrevive plantando maconha!</p>
<p><a href="http://www.humboldtcountymovie.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-288" title="photo_06_hires" src="http://dkcell.com.br.s84113.gridserver.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/photo_06_hires.jpg" alt="" width="467" height="700" /></a></p>
<p>O descobrimento dos sonhos e desejos tanto de Peter quanto de cada membro da família e suas relações com a situação em que vivem e como se relacionam com o mundo ao redor. O questionamento do que é proibido, do que é ilegal, da sobrevivência, do fazer valer a pena. De vida e lições que aprendemos com ela. Mas mesmo que a equação pareça conhecida, o resultado pra mim pareceu ligeiramente diferente!</p>
<p><a href="http://dkcell.com.br.s84113.gridserver.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/2008_humboldt_county_002.jpg" rel="lightbox"><img class="alignnone size-full wp-image-289" title="2008_humboldt_county_002" src="http://dkcell.com.br.s84113.gridserver.com/blog/wp-content/uploads/2009/12/2008_humboldt_county_002.jpg" alt="" width="550" height="306" /></a></p>
<p>Consegue, do meu ponto de vista, fugir da imagem preconceituosa ou petrificada daqueles que tentam abordar o tema da droga. Sai do senso comum, dos estereótipos que a envolvem. E aborda o tema com seriedade, focando não ela, mas as relações humanas, os desejos, sonhos e realizações.</p>
<p>Um filme que vale a pena assistir, vale a pena sentar só por uma hora e meia! Vale a pena refletir sobre e se divertir! E o final, por mais que eu tenha previsto com sucesso o que iria acontecer, me comoveu do mesmo jeito!</p>
<p>Get lost!</p>
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		<title>Thalita Dol</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 16:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Todos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilustradora por profissão, Thalita diz que, além do desenho, ama tantas outras coisas.
Traços e cores de uma simplicidade fascinante e um tanto quanto&#8230; hummmm&#8230; complexa, eu diria!






]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ilustradora por profissão, Thalita diz que, além do desenho, ama tantas outras coisas.</p>
<p>Traços e cores de uma simplicidade fascinante e um tanto quanto&#8230; hummmm&#8230; complexa, eu diria!</p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-278" title="il_fullxfull.86459124" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_fullxfull.86459124.jpg" alt="il_fullxfull.86459124" width="551" height="414" /></a></p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-283" title="il_fullxfull.86459110 (1)" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_fullxfull.86459110-1.jpg" alt="il_fullxfull.86459110 (1)" width="591" height="591" /></a></p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-279" title="il_430xN.85862768" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_430xN.85862768.jpg" alt="il_430xN.85862768" width="430" height="430" /></a></p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-280" title="il_430xN.85862970" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_430xN.85862970.jpg" alt="il_430xN.85862970" width="430" height="430" /></a></p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-282" title="il_fullxfull.85862895" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_fullxfull.85862895.jpg" alt="il_fullxfull.85862895" width="591" height="591" /></a></p>
<p><a href="http://thalitadol.blogspot.com/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-281" title="il_fullxfull.85862824" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/il_fullxfull.85862824.jpg" alt="il_fullxfull.85862824" width="591" height="591" /></a></p>
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		<title>MACHINARIUM</title>
		<link>http://dkcell.com.br/blog/entretenimento/machinarium/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 21:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um dia desses, folhando uma revista de games numa livraria, topei com um review de meia página sobre um novo jogo. Me chamou a atenção principalmente pelo desenho do jogo. Li o título do jogo, guardei no meu celular e esqueci. Semanas depois, numa outra livraria e vendo uma outra revista, o mesmo jogo! Lembrei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-262" title="m93" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m93.jpg" alt="m93" width="580" height="384" /></p>
<p>Um dia desses, folhando uma revista de games numa livraria, topei com um review de meia página sobre um novo jogo. Me chamou a atenção principalmente pelo desenho do jogo. Li o título do jogo, guardei no meu celular e esqueci. Semanas depois, numa outra livraria e vendo uma outra revista, o mesmo jogo! Lembrei então que tinha já memorizado o nome do jogo e resolvi pesquisar direito na internet depois.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-263" title="m91" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m91.jpg" alt="m91" width="761" height="323" /></p>
<p>Entrei no site do jogo. Vi que eles tinham uma versão demo para um teste grátis. Resolvi tentar. O jogo começou e eu nem dei muita atenção. Estava atrasado e tudo o que acontecia não me parecia interessante. Logo deixei de lado, sem nem mesmo tentar entender do que se tratava.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-264" title="m1" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m1.jpg" alt="m1" width="647" height="365" /></p>
<p>Alguns dias depois resolvi fuçar mais o site do jogo. Descobri então que foi produzido pela Amanita Design, e que eles já haviam disponibilizado na internet outro jogo de relativa &#8220;fama&#8221; chamado &#8220;Samorost&#8221;. Devido ao fato de que Machinarium tinha só uma versão demo disponibilizada, resolvi ver como era esse tal de Samorost. Não deu outra: zerei Samorost rapidamente e logo em seguida zerei também a parte grátis de Samorost 2. Os dois jogos no mesmo estilo Machinarium: poit and click. Mas de um jeito que eu nunca tinha visto antes e com um visual simples porém muito bonito. E de quebra, além de tudo isso, aquele simples joguinho flash de internet possuía uma criatividade que muitos jogos para novas plataformas possuem.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-266" title="m9" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m9.jpg" alt="m9" width="863" height="367" /></p>
<p>Aí eu pensei: &#8220;bom, se esses joguinhos aqui, que são antecessores do Machinarium, tem todo esse poder, então não é possível que Machinarium seja somente aquilo que eu vi&#8230; Ele deve ter mais potencial escondido.&#8221;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-268" title="m8" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m8.jpg" alt="m8" width="876" height="556" /></p>
<p>Resolvi então me dedicar ao demo do tal. A primeira parte é relativamente simples, e a diferença principal desse novo jogo comparado aos dois Samorost é que a área de clique é restrita ao que o nosso personagem robô pode alcançar. Sim, o personagem principal é um robô. E nessa primeira parte o vemos sendo despejado em um lixão indefinido e o objetivo é juntar suas partes para assim poder caminhar e sair dali.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-271" title="m5" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m5.jpg" alt="m5" width="645" height="499" /></p>
<p>Entende-se, conforme a demo progride, que o personagem tem que voltar até a sua cidade, mas não se sabe o porque e nem o que acontece ou quem é ele. Continuando, ele se depara com um problema maior ao chegar aos portões da cidade: não permitem a entrada dele, a não ser que ele fosse um oficial. Foi aí que eu comecei a gostar. Estava então interagindo não somente com o cenário e com o que esse colocava a disposição, mas com outros personagens-robô. E não só, não era fácil entender o que fazer para progredir. Itens escondidos em cantos impensáveis e combinações deles com outros itens e com o cenário sempre numa lógica muito inteligente. E esses seriam as características presentes até o &#8220;The End&#8221; no final da jornada.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-270" title="m4" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m4.jpg" alt="m4" width="767" height="558" /></p>
<p>Para a minha decepção, o demo acabou assim que consegui fazer nosso amigo robô entrar na cidade. Não tive dúvidas: fui atrás da versão completa! De posse desta, continuei com a descoberta desse novo mundo. Como se vê nestes screenshots (que eu mesmo retirei conforme jogava) os desenhos apresentam uma beleza única, diferente de tudo que eu tinha visto até agora em matéria de jogos, introduzindo-nos num mundo diferente e psicodélico, absurdamente convidativo e prazeroso.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-275" title="m3" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m3.jpg" alt="m3" width="758" height="498" /></p>
<p>Várias vezes você, jogando, se vê em situações como: &#8220;Como é que eu vou conseguir o óleo de girassol que o velho robô aleijado quer nesse mundo metálico?&#8221; ou &#8220;Como vou capturar aquele gato?&#8221; ou ainda &#8220;Como vou conseguir fazer um cigarro dentro de uma prisão? E como isso vai me ajudar a sair dela?&#8221; e &#8220;Como eu saio daqui sem o guarda me ver?&#8221; E assim que resolve uma situação, se depara com outra mais complexa ainda, sempre envolvendo o cenário e os robôs nele.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-272" title="m6" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m6.jpg" alt="m6" width="613" height="614" /></p>
<p>Outro fator criativo é que não é só interação tipo &#8220;point and click&#8221;, mas durante o jogo, se você se depara com uma porta por exemplo, para abri-la tem que completar um mini-game daqueles de fundir os cérebros mais dispostos! E os encontra durante todo o andamento do jogo! Desde jogos de lógica até também jogos estilo atari ou até de tabuleiro, que devem ser completados para o sucesso do avanço! E isso foi uma tirada inteligentíssima da parte dos caras da Amanita! Conferem assim uma diversidade incrível ao jogo, nunca dando aquela impressão de tédio conforme o jogo avança. Sem contar com a história, que aos poucos começa a tomar forma e você começa a entender o porquê foi jogado num lixão, o perigo que a cidade corre, o rapto da namorada e etc.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-273" title="m7" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m7.jpg" alt="m7" width="353" height="366" /></p>
<p>No final das contas Machinarium se mostra um jogo imperdível. Deve ser jogado! E o fato de ser um jogo em Flash ajuda mais ainda por dar uma leveza ainda maior e tempos de loading quase nulos. Simples e absolutamente eficaz. E não se preocupem: pra quem achar que o jogo é curto, várias horas de jogatina te esperam! Uma dica: tentem zerar o jogo sem utilizar do livro de respostas (sim, o jogo praticamente vem com um detonado embutido). Eu o utilizei somente daquela primeira vez que joguei o demo, quando estava sem paciência, e nunca mais. E digo: é possível!</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-274" title="m92" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/m921.jpg" alt="m92" width="828" height="501" /></p>
<p>PS: Assim que você conseguir arrumar os instrumentos da banda, fique ali e escute a música deles até o final: excelente! Destaque também para uma trilha sonora muito boa durante o jogo todo!</p>
<p>BOA DIVERSÃO!!!</p>
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		<title>Alexandre Orion</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 12:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[CONSCIENTIZANDO]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Todos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Seu processo começa com elaboradas (e ao mesmo tempo simples) intervenções urbanas. Designer e artista plástico, formado em Artes Visuais, Alexandre Orion trabalha com graffiti desde 1995. Começa a envolver-se com teoria e prática fotográfica em 2001.

As intervenções são só o começo. Seus graffitis não terminam em si mesmos. Na verdade eles não vivem por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-253" title="metabiotica_04" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/metabiotica_04.jpg" alt="metabiotica_04" width="600" height="409" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seu processo começa com elaboradas (e ao mesmo tempo simples) intervenções urbanas. Designer e artista plástico, formado em Artes Visuais, Alexandre Orion trabalha com graffiti desde 1995. Começa a envolver-se com teoria e prática fotográfica em 2001.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-254" title="metabiotica_03" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/metabiotica_03.jpg" alt="metabiotica_03" width="400" height="410" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As intervenções são só o começo. Seus graffitis não terminam em si mesmos. Na verdade eles não vivem por conta própria.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Orion espera. Espera que a própria pulsação da cidade complemente sua arte. E espera tendo em mãos uma câmera fotográfica. É ali que a arte realmente alça vôo, que a fusão se completa, é o ponto onde ele quis chegar. É a fotografia o ponto final.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-255" title="metabiotica_11" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/metabiotica_11.jpg" alt="metabiotica_11" width="400" height="410" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vendo de longe essas três fases que ele percorre nesse seu projeto &#8220;Metabiótica&#8221;, percebemos uma tentativa de junção de linguagens (junção das técnicas plásticas  s fotográficas) com o objetivo de questionar seus limites e suas compreensões. Colocando em questão sua capacidade de representação. A interação do vivo e do &#8220;não-vivo&#8221; torna-se uma coisa só, onde os limites são ultrapassados e tudo se apresenta real, vivo, em plena interação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-256" title="metabiotica_14" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/metabiotica_14.jpg" alt="metabiotica_14" width="400" height="410" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os resultados impressionam pela sinceridade. E pelo questionamento do que é arte, de onde podemos apreciá-la, de como pode ser feito e sob quais circunstâncias. E principalmente de como podemos interagir com ela para dar vida a novas formas até mais expressivas da mesma.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignnone size-full wp-image-257" title="metabiotica_08" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/metabiotica_08.jpg" alt="metabiotica_08" width="600" height="409" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Metabiótica&#8221; é um dos projetos de Orion. Seu </strong><a href="http://www.alexandreorion.com" target="_blank"><strong>site</strong></a><strong> apresenta mais dois, colocando em questão o valor daquilo que é importante e a arte que surge da negra camada de fuligem resultante da poluição. Vale a pena conferir!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Nascimento de uma Nação</title>
		<link>http://dkcell.com.br/blog/geral/o-nascimento-de-uma-nacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 12:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cine]]></category>
		<category><![CDATA[Todos]]></category>

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		<description><![CDATA[
D.W. Griffith, em seu filme “O Nascimento de uma Nação” (1915), propõe uma leitura da Guerra Civil norte americana (1861-1865) colocando em pauta questões como o surgimento da primeira Ku Klux Klan baseado em seu ponto de vista. Acabou gerando controvérsias por defender que a organização restauraria a ordem do sul, no pós-guerra, que estaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-249" title="birth1" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/birth1.jpg" alt="birth1" width="543" height="160" /></p>
<p style="text-align: justify;">D.W. Griffith, em seu filme “O Nascimento de uma Nação” (1915), propõe uma leitura da Guerra Civil norte americana (1861-1865) colocando em pauta questões como o surgimento da primeira Ku Klux Klan baseado em seu ponto de vista. Acabou gerando controvérsias por defender que a organização restauraria a ordem do sul, no pós-guerra, que estaria seriamente “ameaçado” por negros “incontroláveis”.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação histórica que o filme retrata mostra o período de guerra e depois o pós-guerra, onde o sul se encontra na situação de derrotado. Após a morte do então presidente Abraham Lincoln, a situação se agrava quando decidem punir o sul pela secessão e Griffith mostra as dificuldades do povo do sul em tal período.</p>
<p style="text-align: justify;">Griffith monta a narrativa do filme introduzindo novos recursos melodramáticos   linguagem cinematográfica, adicionando significados a planos e suas seqüências.</p>
<p style="text-align: justify;">Através do melodrama Griffith ressalta na história do filme situações e momentos como aquele onde os afro-americanos estão na Câmara dos Deputados Estaduais e são retratados como arruaceiros, desordeiros e sem escrúpulos ou organização. Bebem, tiram os sapatos, comem.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o desenvolvimento do filme Griffith, por exemplo, apresenta a personagem Flora, filha menor da família escravista do sul Cameron, sempre ressaltando sua inocência, pureza e ingenuidade. Monta a personagem em cada cena como alguém que, apesar dos contratempos está sempre tentando colher o lado bom e sorrir.</p>
<p style="text-align: justify;">Tamanha pureza tem seu ápice quando ela sai para pegar água cantarolando, dançando em plena natureza sem saber que está sendo seguida por um negro, que a intercepta e diz querer se casar com ela. Ela foge, evitando ser tocada por ele e a perseguição acaba em cima de um morro de pedras onde ela se joga, preferindo se suicidar a deixar um homem negro tocá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Griffith, através de momentos como esse e outros como a decisão na Câmara de que todos os brancos deveriam saudar os oficiais negros nas ruas, justifica a criação do grupo Ku Klux Klan.</p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente Griffith apresenta momentos cruciais dos anos da Guerra da Secessão e do pós-guerra, como a morte do presidente Lincoln no Teatro Ford, a reconstrução do sul. Mostra um período histórico conturbado, e o faz de um modo racista. Usa das ferramentas cinematográficas de um modo excepcional, criando no espectador os sentimentos corretos e caracterizando os personagens e grupos da maneira que lhe convém.</p>
<p style="text-align: justify;">Articula a montagem paralela de modo a deixar angústia em quem assiste, como quando o pequeno grupo se refugia na cabana, durante a repressão ao Klan, onde nos mostra a difícil tarefa de sobrevivência dos que estão lá dentro contra o grande grupo de negros e, do outro lado, a cavalaria do Klan que se apressa para ajudá-los, chegando no momento mais crítico, onde se pensa não há mais esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Através de recursos como esse Griffith se posiciona historicamente de um modo muito racista, mostrando que a Reconstrução não deu certo e que os negros não deveriam nunca ser reintegrados na sociedade como iguais. Assim, a criação da Ku Klux Klan e suas ações violentas seriam justificáveis para o restabelecimento de um governo honesto.</p>
<p style="text-align: justify;">Claramente separatista o filme não foi bem recebido por seu público, sendo seu lançamento negado em vários estados por incentivar gangues de brancos a atacarem negros. O filme também fez ressurgir a Ku Klux Klan, que até então estava apagada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo distorcendo alguns fatos históricos, o filme retrata de modo detalhado outros como o assassinato do presidente Lincoln, fazendo com que o público o criticasse mais ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos então caracterizar “O Nascimento de uma Nação” como defendendo claramente um ponto de vista separatista perante a história, articulando primorosamente os meios melodramáticos (como exemplificados acima) para enfatizá-lo sempre mais.</p>
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		<title>As Troianas</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 23:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Contrariando, talvez, as expectativas de uma grande amiga minha, teço algumas palavras sobre aquilo que me veio em mente durante e depois de ter assistido a peça “As Troianas – Vozes da guerra”, dirigida por Zé Henrique de Paula, um dos principais nomes da cena atual como foi assim denominado pela Revista Veja São Paulo.
Adaptação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-247" title="As Troianas_Vozes da Guerra_por Lenise Pinheiro_005b" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/As-Troianas_Vozes-da-Guerra_por-Lenise-Pinheiro_005b.jpg" alt="As Troianas_Vozes da Guerra_por Lenise Pinheiro_005b" width="214" height="320" />Contrariando, talvez, as expectativas de uma grande amiga minha, teço algumas palavras sobre aquilo que me veio em mente durante e depois de ter assistido a peça “As Troianas – Vozes da guerra”, dirigida por Zé Henrique de Paula, um dos principais nomes da cena atual como foi assim denominado pela Revista Veja São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Adaptação da tragédia de Eurípides, “As Troianas” nos propõe um paralelo entre a Guerra de Tróia e a II Guerra, onde as troianas sobreviventes passam a ser as judias arrasadas pelo holocausto.</p>
<p style="text-align: justify;">Colocado desde o primeiro minuto na dimensão da guerra, o espectador desavisado é surpreendido quando descobre que os atores dialogam somente em alemão, sendo que as atrizes não falam. Expressam-se com o canto.</p>
<p style="text-align: justify;">A ousadia faz dessa a proposta mais válida, suscitando no público a necessidade de buscar outras vias para compreender o que se passa no palco, ajudando assim, em larga escala, na construção de um novo público, que sai da passividade promovida pelos meios de entretenimento “mastigados”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como conseqüência dessa provocação ao espectador, os atores se vêem diante de um novo desafio, que é o de não ter mais a segurança do texto, tendo que sustentar a atenção do público com a interpretação, a expressão corporal, a interação crível com aqueles com quem dividem o palco. E sem dúvida o diretor deve também, com a encenação, luz, cenografia e com todos os outros instrumentos   sua disposição, achar um novo equilíbrio para convencer esse público.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebe-se então o quão saudável é tal iniciativa não somente por provocar a percepção e pensamento do espectador, mas também por exigir um aprimoramento de instrumentos importantes   linguagem da encenação teatral.</p>
<p style="text-align: justify;">O ator exposto dessa maneira torna-se, porém, mais vulnerável ainda (pois sempre o é de maneira escancarada) ao olhar do público, que não tendo como julgar suas falas, concentra sua atenção nas ações, nos gestos interpretativos. Não pude, portanto, sair do teatro sem notar a falta de “força” de alguns personagens em alguns momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Força” entre aspas porque é a palavra que me veio em mente. Provavelmente se traduziria ao ator como, talvez, “propriedade” da personagem. Sensações que emanavam dos atores que captei como falsas; não convincentes. O momento do grito da personagem junto ao corpo estendido serviria de exemplo. Senti como se a força, a potência que deveria ser passada não conseguisse chegar satisfatoriamente ao público. Naturalmente isso foi por mim detectado em uma ou duas personagens, não em todas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já de um personagem masculino em particular foi perceptível a sutil tentativa de forçar sensações que deveriam, a meu ver, mostrar naturalidade. Coisas que se tornam mais visíveis numa peça com tal proposta.</p>
<p style="text-align: justify;">“As Troianas”, com belíssimas imagens formadas no palco devido   atenção, ao cuidado com a montagem e encenação (com luzes e cenário em harmonia), com músicas bonitas que falam ao serem cantadas, com essa proposta que, além de válida, é necessária, e também com uma atuação “sintonizada”, é definitivamente uma peça a ser vista!</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211;</p>
<p style="text-align: justify;">E agora, Kelly, “em off”, queria só ressaltar um momento: aquele em que o soldado te puxa depois que Cassandra acende as velas, a mudança de humor ou o que for, flui de modo arrepiante da tua personagem, e aquele teu olhar distante reflete o (ou no) corpo inteiro, fazendo acreditar.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo pensar em um momento em que senti (ou não senti) alguma coisa que não me convencesse. Não sei se faz parte da personagem (porque pode ser), mas o que me vem em mente é uma inconstante de emoções nela, um vai e vem de sensações. Talvez mais atenção pra não perder da personagem nessas transições, onde em alguns momentos (como quando você abraça a outra depois solta) parece que te vejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Adorei a cena em que todas dançam! Ainda acho a Cassandra a mais viva, a mais humana, talvez justamente por “não participar” daquela realidade como as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso, são algumas coisas que eu vi. Que EU vi! Ou seja: podem ou não valer! Afinal&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E obrigado!</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 22:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pensando talvez em quantas vezes eu deveria ter deixado de comer almôndegas, um camarada me liga convidando para uma partida de basquete. O Sol iluminava sorrisos e refletia lágrimas como nunca durante essas férias (porque, como sempre, ele resolve aparecer somente no fim delas). Concordei sem hesitar muito e, apesar do meu estado físico não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando talvez em quantas vezes eu deveria ter deixado de comer almôndegas, um camarada me liga convidando para uma partida de basquete. O Sol iluminava sorrisos e refletia lágrimas como nunca durante essas férias (porque, como sempre, ele resolve aparecer somente no fim delas). Concordei sem hesitar muito e, apesar do meu estado físico não muito atlético por causa das almôndegas, o jogo correu bem e o resultado foi satisfatório.</p>
<p>Minha tosse não parou ainda. Gripe? Ali naquele jogo me disseram que eu deveria parar de fumar. Eu então decidi começar para então poder parar, esperando assim que a tosse fosse embora.</p>
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		<title>(sobre)Vivendo 2001</title>
		<link>http://dkcell.com.br/blog/geral/sobrevivendo-2001-parte-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 01:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Acabei de assistir pela primeira vez ao mais novo filme que adquiri: &#8220;2001 &#8211; Uma Odisséia No Espaço&#8221;.
Os danos que Kubrick causou na minha consciência eu ainda não tenho como calcular. Quanto  queles que sofreram a minha inconsciência&#8230;
Quis escrever imediatamente para perder o mínimo possível e para não ser influenciado por nada que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-241" title="2001_odisseia_no_espaco_09" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/2001_odisseia_no_espaco_09.jpg" alt="2001_odisseia_no_espaco_09" width="496" height="270" /></p>
<p style="text-align: justify;">Acabei de assistir pela primeira vez ao mais novo filme que adquiri: &#8220;2001 &#8211; Uma Odisséia No Espaço&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Os danos que Kubrick causou na minha consciência eu ainda não tenho como calcular. Quanto  queles que sofreram a minha inconsciência&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Quis escrever imediatamente para perder o mínimo possível e para não ser influenciado por nada que eu possa ler ou ouvir sobre o filme daqui em diante.</p>
<p style="text-align: justify;">O que vos digo agora é aquilo de mais puro que o filme me deu. Um segundo comentário virá depois de uma pesquisa e uma outra olhada no filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros minutos não fizeram menos que arrancar minha mente e dizer: &#8220;Você sabe mesmo onde está? Sabe mesmo o que está para ver?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A sensação era &#8220;esse não é o filme que eu esperava&#8221;. Não no mal sentido, nem no bom, não era sentido. Simplesmente me desarmei.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros diálogos tentaram me enganar dizendo: &#8220;Calma, nem tudo está perdido!&#8221; Na verdade eles não só tentaram como me enganaram realmente.</p>
<p style="text-align: justify;">As lindas imagens formadas me faziam congelar o olho. Um misto de angústia e curiosidade. O que de fato era o misterioso monólito encontrado na Lua?</p>
<p style="text-align: justify;">Minha esperança de uma explicação plausível e mastigada foi destruída por um zunido insuportável e um salto de dezoito meses para dentro de uma nave com cinco tripulantes vivos e o computador de bordo. Todos rumo   Júpiter.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali, além da angústia e curiosidade, apareceram o medo e a raiva. Ótima reflexão sobre o relacionamento homem-máquina.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-243" title="90cbe1d7765ada022a627ed508960c2d" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/90cbe1d7765ada022a627ed508960c2d.gif" alt="90cbe1d7765ada022a627ed508960c2d" width="250" height="305" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que os esperava? Não importava. Minha mente estava tentando, sem sucesso, construir um caminho e adivinhar onde a história queria chegar. E depois do calmo desastre? Paz? Tranquilidade? Nada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O além me deixou sem chão. Minha mente não tentava mais adivinhar o caminho. Ela pedia desesperadamente por uma base consciente. Qualquer coisa que me levasse de volta para a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">As últimas cenas levaram minha ânsia e meu medo a níveis alarmantes. E eu estava, no final das contas, adorando!</p>
<p style="text-align: justify;">Conclusão? Nada de mistérios resolvidos, nada de linhas coligadas, nada de sentimentos satisfeitos, nada de raciocínio concluído. Até agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Satisfação? Muita!</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;2001&#8243; é um claro estímulo inteligente que, feito em 1968, nos dá uma ótima resposta ao atrofiamento mental defendido pela onda dos mastigados blockbusters mercenários.</p>
<p style="text-align: justify;">Mal posso esperar pela segunda viagem!</p>
<p style="text-align: justify;"><em>[Na parte 2 do (sobre)Vivendo, as impressões do mesmo filme depois de uma pesquisa e de vê-lo uma segunda vez.]</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-242" title="2001macaco" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/2001macaco.jpg" alt="2001macaco" width="330" height="290" /></p>
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		<title>Psicose colorida</title>
		<link>http://dkcell.com.br/blog/geral/psicose-colorida/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 15:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cine]]></category>
		<category><![CDATA[Todos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como se refilma um clássico?
Pense num filme que fez época. Um desses considerados dos melhores, um desses que criaram as imagens mais famosas da história do cinema, um desses que a sua música todos conhecem e que o diretor é quase tão famoso quanto os maiores astros da atualidade.
Todos concordam que Psicose é um filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-232" title="psicose_01" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/psicose_01.jpg" alt="psicose_01" width="182" height="185" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como se refilma um clássico?</p>
<p style="text-align: justify;">Pense num filme que fez época. Um desses considerados dos melhores, um desses que criaram as imagens mais famosas da história do cinema, um desses que a sua música todos conhecem e que o diretor é quase tão famoso quanto os maiores astros da atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos concordam que Psicose é um filme desses, certo? Quem não conhece a famosa cena do chuveiro? A moça gritando, a música tensa e uma mão empunhando uma faca contra ela. Clássica.</p>
<p style="text-align: justify;">Hitchcock. Vai dizer que nunca ouviu falar! Mestre do suspense. Com Psycho ele filmou a sua obra prima, criando personagens marcantes e inesquecíveis, e controlando livremente nosso medo e nossas angústias.</p>
<p style="text-align: justify;">Aposto que ele se remexeu no túmulo quando resolveram refilmar Psycho&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-231" title="psicose-1998" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/psicose-1998.jpg" alt="psicose-1998" width="320" height="218" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1998, dirigido por Gus Van Sant (Gênio Indomavel, Paranoid Park, Milk), Psycho é relançado, agora em cores. O diretor deve ter aproveitado a ocasião pra mostrar que não tinha nada pra fazer refilmando o que não dá pra ser refilmado.</p>
<p style="text-align: justify;">Claramente vemos a tentativa de fidelidade. Cenários e cenas são meticulosamente refeitos. Efeitos e ângulos de câmera iguais. Cenas filmadas quase exatamente como o original. Mas por quê? Alguém me explica por que uma pessoa iria querer mostrar de novo uma coisa que já foi mostrada, e não só, muito bem mostrada? Eles devem ter pensado que tinha alguma coisa pra melhorar, será? Não acredito nisso.</p>
<p style="text-align: justify;">Os personagens. Essa refilmagem conseguiu fazer dos incríveis personagens algo beirando o medíocre. Atores que não conseguem lidar com a carga necessária ao personagem. Em certos pontos parece até que eles acabam revelando de graça aos espectadores informações que deveriam ser sutilmente contidas nas interpretações, mas que aqui parecem abertamente mostradas devido   falta de cuidado em humanizá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, tudo o mais que pode ser comentado cairá sempre na mesma indagação: Por quê? Não tem porquê contar de novo uma história que já foi contada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se refilma um clássico? Quer saber? Nem tente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Este comentário foi também publicado no site <a href="http://www.cineplayers.com" target="_self">Cine Players</a>. Aproveite para conferir o que está acontecendo no mundo da sétima arte! Confira abaixo!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=1098" target="_self"><img class="alignnone size-full wp-image-236" title="critpost2" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/critpost2.jpg" alt="critpost2" width="500" height="220" /><br />
</a></p>
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		<title>Sobre paixões, armários e despedidas</title>
		<link>http://dkcell.com.br/blog/geral/sobre-paixoes-armarios-e-despedidas/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 12:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todos]]></category>

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		<description><![CDATA[
 

O que um armário sabe sobre a paixão? Um móvel comprido, largo o suficiente pra conter nossas roupas, alto o suficiente pra nos deixar com raiva e feito de portas. Alguém alguma vez se perguntou se uma coisa dessas entende sobre as complexidades da paixão?
Lucas nunca tinha pensado sobre o quanto um armário pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-225" title="armario1" src="http://dkcell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/armario1.jpg" alt="armario1" width="397" height="507" /></p>
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<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O que um armário sabe sobre a paixão? Um móvel comprido, largo o suficiente pra conter nossas roupas, alto o suficiente pra nos deixar com raiva e feito de portas. Alguém alguma vez se perguntou se uma coisa dessas entende sobre as complexidades da paixão?</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Lucas nunca tinha pensado sobre o quanto um armário pode saber sobre a paixão. De fato nem ele sabia muito bem. Nem sobre paixão nem sobre armários. O que ele passou a ficar sabendo muito bem naquela noite, quando abriu o armário em busca de um agasalho, foi que o mesmo tinha decidido, sem avisar, que não queria mais o cabideiro.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O resultado de tal decisão, para o nosso Lucas, foi abrir o tal rebelde e ver que tudo aquilo que ele tinha pendurado nos cabides jazia no pé do armário criando uma tremenda confusão. E o armário, todo orgulhoso, ainda deixava claro que não tinha desmontado alguma coisa, tinha é quebrado mesmo.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Aquela era uma das poucas noites que o Lucas tinha livre, realmente sem nada pra fazer. Mas ficar sem consertar o armário não dava; o que ele ia fazer com as roupas dos cabides?</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Colocou-as em cima da cama com os cabides e tudo e resolveu assim sair de casa procurar o material necessário pra consertar o tal armário. Até ali o conceito “paixão” não tinha nem mesmo pensado em passar perto da sua mente. Talvez na do armário, mas não se sabe.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Foi saindo de casa que Lucas encontrou um grupo de amigos, estavam todos conversando animadamente, junto com eles estavam mais três ou quatro pessoas que ele não conhecia; amigos dos amigos. Não demorou muito pra saber que aqueles desconhecidos não eram dali e não ficariam ali muito tempo, estavam de passagem.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Lucas fez a sua parte, se apresentou e entrou na conversa, tentando esquecer a raiva do armário. Não demorou muito também pra saber que aqueles rapazes, que agora eram novos amigos, estavam esperando o resto do grupo pra voltar pro lugar de onde eles tinham vindo. A informação ficou armazenada, mas Lucas não deu tanta importância   ela.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Depois de um tempo, porém, o papo não tava muito bom, o assunto não agradava e Lucas não sabia mais o que fazer pra sair dali, foi ai que ele lembrou que tinha realmente que arrumar o armário, e pediu licença. Andava de um lado pro outro, entrava em tudo que é canto procurando o que ele precisava e nada de achar. Depois de um tempo acabou por desistir. Ele acharia um lugar pras roupas até a manhã seguinte, quando finalmente poderia comprar o material necessário.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mas foi voltando pra casa que a dúvida veio. Não sobre o armário, nem sobre a paixão, era só que tinha visto que os seus amigos estavam ainda no mesmo lugar conversando. Não só: o resto da turma que ele não conhecia tinha entrado na conversa.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">De longe ele via pelo menos quatro meninas e dois rapazes novos, que não estavam no grupo antes. E ficou pensando no quanto não queria passar por ali, afinal de contas o papo não estava tão bom antes, e não prometia melhorar. Seu medo era de ficar preso a uma conversa chata e sem fim com pessoas mais entediantes ainda sem que pudesse dizer “boa noite, tenho que ir dormir”.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Alguns minutos se passaram e nada do pessoal parar de falar. “Eles não tinham que ir embora rápido?” pensou. Decidiu dar mais uma olhada, afinal de contas ficar parado numa calçada olhando pro asfalto as dez e meia da noite não era um programa dos melhores. Talvez uma conversa chata fosse melhor. No que ele olhou de novo achou, entre os rostos ali presentes, um rosto familiar.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">“Ei, peraí. Aquela não é a&#8230;” e viu que uma das garotas que tinham chegado era uma que ele conhecia. Não muito bem, mas já tinha trocado com ela um oi com mais duas ou três palavras. Decidiu então arriscar entrar em casa. Na melhor das hipóteses ele passaria despercebido, se ele não conseguisse pelo menos tinha uma vaga possibilidade de puxar um outro assunto com aquela conhecida.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Lucas não conseguiu passar despercebido. E o armário sabia disso. “Você voltou na hora certa!” disse um dos amigos. “A gente tá aqui tentando convencer o Afonso que o teatro Brechtiano e aquela cena do filme do Godard tem uma ligação!”</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O sorriso custou a ficar no rosto de Lucas, e a única coisa que passou na sua cabeça foi: “Cinéfilo é uma raça idiota”. O papo então seguiu, Lucas cumprimentou aquela conhecida e felizmente conseguiu dividir o foco da conversa, chamando a conhecida e perguntando onde eles tinham se visto pela última vez, como vai a vida, o que ela fazia e todas aquelas perguntas de praxe.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Os minutos passavam e a conversa ia pra frente sem segredos e cada vez mais descolada. A preocupação de chegar em casa tinha desaparecido e nem do armário Lucas lembrava. Os amigos foram se despedindo aos poucos, mas aquele pessoal que tinha que ir embora não tava nem um pouco a fim de fazer isso.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">No meio da conversa com aquela que agora era sua amiga, Lucas percebeu que um dos seus amigos ali de perto tinha ido embora, e que com isso o assunto da dupla do lado tinha acabado. Naturalmente os dois que conversavam ao lado se juntaram com eles num grupo só. E como Lucas não tinha se apresentado a todos, começou com os apertos de mão. A segunda pessoa que tinha entrado na roda era uma das três meninas que ele não conhecia. E foi quando Lucas a cumprimentou que conseguiu ver melhor sua fisionomia, visto que não era totalmente escuro só porque tinham os postes.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">No exato momento em que ela disse “Oi, me chamo Theresa!” a palvra “paixão” passou pela cabeça de Lucas pela primeira vez naquela noite. Ele não entendia ainda, mas o armário sempre soube muito bem o que era.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Em poucos minutos o vetor da conversa deixou de ser Lucas-Conhecida e passou a ser Lucas-Theresa. Lucas perguntava, puxava um assunto e Theresa respondia, entrava no assunto. E vice-versa. Na cabeça de Lucas aquilo tudo era muito louco. Não entendia como tinha se apaixonado assim, sem aviso. O mais impressionante era que Theresa se interessava, ria, comentava, perguntava. A conversa fluia tão bem que nem cinco segundos os dois ficaram sem falar ou sem rir.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">E chegou o momento que Lucas antes esperava e agora não queria que chegasse: o momento em que aqueles, antes desconhecidos, tinham que ir embora.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">No curto, porém intenso papo com Theresa, Lucas pôde descobrir de onde ela vinha, o que fazia, idade, família, gostos e tudo aquilo de mais interessante. Descobriu também que ela era de longe, muito longe. E junto com essa informação ele induziu, corretamente mas contra a sua vontade, que não a veria mais depois que ela partisse.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">E o momento chegou. Era tudo o que ele menos queria, mas ele não podia fazer nada (e sobre isso o armário teria dito: “como sempre”). Todos eles começaram a se despedir, ela também. Todos juntos começaram a caminhar até o carro. Nesse momento os dois se separaram, ela foi conversar com os outros enquanto caminhava. Ele ia atrás pensando que aquilo era um sinal que ele deveria parar de criar esperanças, afinal de contas a probabilidade de revê-la era mínima. E se ela não caminhava junto queria dizer que as coisas não voltavam do jeito que iam.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Chegando perto do carro Lucas ficou logo atrás de todos, encostou em um outro carro visinho e observou a cena onde todos se despediam e aproveitavam pra trocar as últimas palavras. Ainda olhando aquela que o tinha feito apaixonar, percebeu que, aos poucos ela se distanciava do grupinho formado e, ainda falando, se aproximava dele, sorrindo e ansiosa pra, finalmente, se voltar pra ele.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Os momentos que se passaram dali em diante foram os melhores. Lucas não se lembrava de um momento mais feliz na sua vida. Ele e Theresa ficaram conversando sozinhos por aqueles últimos minutos, e era praticamente ela que puxava a conversa, que queria falar. Era a prova. Não tinha jeito, ela tinha se apaixonado por ele.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mas cinco minutos passam rápido e chegou o momento de entrar no carro. Lucas não sabia quando eles se encontrariam de novo, não sabia nem se isso seria possível.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Eles se cumprimentaram ambos com aquele sentimento estranho e particularmente desesperador de deixar alguém que não se quer deixar nunca mais.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">E ela foi. Pra sempre. Simples assim.</span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O que um armário sabe sobre a paixão? Isso infelizmente nem eu sei. Só sei que o armário sabia que Lucas, naquela noite, dormiria em cima dos cabides.</span></p>
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