Lá estava eu assistindo TV, acompanhando a ginástica artística no Pan quando, no meio da transmissão, entre um comentário e outro o narrador começa a falar que um avião tinha acabado de bater num hangar no aeroporto de Congonhas.

Na mesma noite, duas ou três horas mais tarde ouvi os primeiros comentários de que este poderia ser o pior acidente da aviação nacional.

 

Calma lá! O pior acidente da história da aviação nacional não foi agora a pouco? Se eu não me engano ele não aconteceu no ano passado?

 

Não, eu não estava enganado… Mas quando eu acordei na manhã seguinte o acidente de um ano atrás já tinha perdido o primeiro lugar no pódio…

Tá, o que é que a gente faz numa hora dessas? Cento e oitenta e tantos mortos. Gente para discutir o assunto e descobrir o que houve tem aos montes. Colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa já é de praxe, e não há quem não faça isso. E então?

Fazer a nossa parte para que se tomem providências! Sim… Mas o que seria? Hummm… Difícil. Pelo menos para mim.

Sinceramente, o que eu faço é rezar. Sim: rezar.

Rezar pelas vítimas. Rezar para que as famílias e amigos das vítimas encontrem um pouco de paz e tranqüilidade nesse momento tão difícil. Rezar para que os políticos façam sua parte por completo. Rezar para que a situação encontre um equilíbrio.

E diante de uma tragédia como essa, rezar para que não aconteça mais.

Acho que é o que eu posso oferecer: minhas orações.