Dia desses um amigo virou pra mim perguntando onde o mundo ia parar. Sempre que alguém me pergunta isso eu lembro que tudo pode ser um sonho, quem sabe quem existe? Uma tábua do chão vira uma ponte entre o meu apartamento e o apartamento do prédio ao lado. E outro dia pegou fogo num andar abaixo. Sei lá onde o mundo vai parar! Antes fosse eu o motorista!

Do jeito que o sofá de casa está sujo eu digo que vai ser difícil a cegonha voar por aí muito tempo. E sempre que eu penso no escuro que se estende noite afora eu penso no tamanho das formigas e no tamanho dos elefantes.

Eu queria saber jogar o jogo, queria conhecer tudo, saber o que são os buracos negros. Também queria ter alguma coisa que fosse útil e que não fosse sumir.

Ou eu não quero ter nada.

Quer saber? Eu queria mesmo parar de querer. Onde o mundo vai parar eu não sei, mas sei que eu posso ajudar a mostrar o caminho. E não preciso ser grande pra isso. E se todos ajudassem dava pra fazer tudo mais rápido.

Só sei de uma coisa: todo mundo merece a lua crescente.