16/01/2007Nada Como

Nada como o mar.
Nada como a sensação do ouvido tapado na descida.
Nada como a expectativa de avistá-lo, talvez, depois da próxima curva.
Nada como enxergar aquele imenso tapete azul que revela a linha mais linda do horizonte.
Nada como, ainda no carro, sentir a brisa terapêutica que só sentimos quando estamos no seu nível.
Nada como esticarmos a perna depois de horas de viagem esquecendo que algum dia voltaremos.
Nada como tratarmos como nossa uma casa desconhecida.
Nada como a primeira noite, sabendo que o dia seguinte será de um jeito que todos os dias deveriam ser.
Nada como acordar e lembrar onde está.
Nada como o mar.
Nada como olhar para frente e dar de cara com o mar.
Nada como colocar o pé na areia.
Nada como a brisa do mar batendo no peito.
Nada como o balanço do mar.
Nada como a suave linha que divide o azul da água com o azul do céu.
Nada como um primeiro mergulho.
Nada como um primeiro dia de Sol.
Nada como assistir ao divertimento alheio para complementar o nosso próprio.
Nada como o sorriso dos outros para complementar o nosso.
Nada como a beleza dos rostos femininos que são como estrelas marinhas de um lindo coral.
Nada como os cascos diversos que respingam no mar como o orvalho da manhã que cai da teia para o jardim.

Nada como as ótimas caminhadas que sempre nos levam para lugares inesperados.
Nada como as ondas: traiçoeiras, fortes, lindas e acima de tudo companheiras.
Nada como viagens de barco que me fazem lembrar o quanto eu gosto disso.
Nada como conhecer lugares novos, sempre na beira do mar.
Nada como apreciar um mar dourado, gerado pelo poente.
Nada como o agito noturno do centro da cidade.
Nada como as ferinhas.
Nada como um sorvete no fim do dia.
Nada como ir dormir satisfeito com o dia que passou e ansioso pelo dia que virá.
Nada como estar exatamente onde queremos estar.
Nada como o mar.

