Mar...

Nada como o mar.

Nada como a sensação do ouvido tapado na descida.

Nada como a expectativa de avistá-lo, talvez, depois da próxima curva.

Nada como enxergar aquele imenso tapete azul que revela a linha mais linda do horizonte.

Nada como, ainda no carro, sentir a brisa terapêutica que só sentimos quando estamos no seu nível.

Nada como esticarmos a perna depois de horas de viagem esquecendo que algum dia voltaremos.

Nada como tratarmos como nossa uma casa desconhecida.

Nada como a primeira noite, sabendo que o dia seguinte será de um jeito que todos os dias deveriam ser.

Nada como acordar e lembrar onde está.

Nada como o mar.

Nada como olhar para frente e dar de cara com o mar.

Nada como colocar o pé na areia.

Nada como a brisa do mar batendo no peito.

Nada como o balanço do mar.

Nada como a suave linha que divide o azul da água com o azul do céu.

Nada como um primeiro mergulho.

Nada como um primeiro dia de Sol.

Nada como assistir ao divertimento alheio para complementar o nosso próprio.

Nada como o sorriso dos outros para complementar o nosso.

Nada como a beleza dos rostos femininos que são como estrelas marinhas de um lindo coral.

Nada como os cascos diversos que respingam no mar como o orvalho da manhã que cai da teia para o jardim.

Mar...

Nada como as ótimas caminhadas que sempre nos levam para lugares inesperados.

Nada como as ondas: traiçoeiras, fortes, lindas e acima de tudo companheiras.

Nada como viagens de barco que me fazem lembrar o quanto eu gosto disso.

Nada como conhecer lugares novos, sempre na beira do mar.

Nada como apreciar um mar dourado, gerado pelo poente.

Nada como o agito noturno do centro da cidade.

Nada como as ferinhas.

Nada como um sorvete no fim do dia.

Nada como ir dormir satisfeito com o dia que passou e ansioso pelo dia que virá.

Nada como estar exatamente onde queremos estar.

Nada como o mar.

Mar...