A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

Descobrir o brilho em tudo. Ver que há brilho na paixão; que há brilho na amizade, que há brilho nas famílias, que há brilho nas segundas de manhã, que há brilho em esTar perdido, que há brilhO na dúvida; há brilho na fumaça, há brilho nas disCussões, há brilho no escuro. Esperar teM seu brilho. De repenTe descobrir que há brilho na guerra. Ver que de uma Grande decepção emana brilho; do cansaço emana brilhO. Surpreender-se com o brilho da dor. Há brilho na política, na economia, nos esPortes. O pão quentinho brilhA. O poRdo sol brilha. AndAr de ôniBus tem seu brilho. PerdEr tem seu brilho também. Olhar pela jaNela, pular uma poça d’água na calçada, quebrar o dente, beijar, bater, amasSar, andar na areia, sentir o vento, passar mal, conversar… Enfim, a descoberta de que, querendo, tudo tem seu brilho.

19/02/2008Incubus - Drive

Bom, a pedidos do Luis, de vez em quando passarei aqui para ver como estão as coisas e fazer alguns posts…

Estou pensando em algo elaborado, para o blog não perder a qualidade.

Porém, como alguns sabem meu ramo é o design, e com isso acabo vendo mais peças e coisas do genêro.

Desta vez vou postar um clipe do Incubus, uma banda que nem todos conhecem, porém me agrada bastante, fora o clipe que utiliza-se de técnica stop motion no desenho, gerando um efeito muito bom.

Link para os que acompanham pelo feed

( obrigado Doufer)

E já vou avisando qual será o próximo post.

A tão prometida análise do embaralhando que não tive tempo de terminar, pois entrarei em cada detalhe dos bastidores aqui do site.

Abraços a todos.

PS: o Luís continuará sim a postar, porém agora num ritmo diferente, portanto acompanhem por e-mail ou feeds.

15/02/2008Ouvindo na tela

MSC

A lembrança mais marcante do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain foi sua trilha sonora. Depois de muito ouvi-la sem nem sequer saber quem havia sido responsável por criá-la, resolvi pesquisar. Achei o nome Yann Tiersen, e descobri que foi ele o responsável pela trilha sonora do filme. Trilha sonora essa que acompanhou meus ouvidos por muito tempo.

Depois disso eu comecei a prestar mais atenção nas trilhas sonoras dos filmes que assistia. Com isso acabei descobrindo algumas preciosidades que até hoje escuto com o maior gosto. A Marcha dos Pingüins também me conquistou pelo ouvido. Com um pouco de pesquisa descobri outro nome até o momento desconhecido: Emilie Simon. E hoje eu não só tenho o CD da trilha sonora original do filme como também mais dois CDs do repertório da Emilie, que até agora me encanta.

Mais um álbum que compõe minha coleção chama-se 12 Segundos de Oscuridad, do Jorge Drexler. E esse nome eu não vi em filme, vi na TV tempos atrás e pesquisei. Logo soube que foi ele que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original por sua música Al Otro Lado del Río, de Diários de Motocicleta.

E quem não assistiu Pequena Miss Sunshine? Se você respondeu essa pergunta com um “eu não”, realmente não sabe o que está perdendo… E não só o filme é comoventemente um dos melhores como também a sua trilha sonora! Eu tenho os dois.

Piratas do Caribe também tem uma das melhores trilhas sonoras que eu ouvi. Só a música que toca de fundo nas primeiras cenas do Cap. Jack Sparrow nos três filmes já é tudo de bom!

E assim é com outros filmes e séries (como House, gosto bastante da música tema). E aos poucos começo a perceber o quanto o mecanismo do som, mais especificamente da música, pode realmente acrescentar muito na experiência cinematográfica.

Experimente agora pesquisar esses nomes. Assista aos filmes prestando atenção na música e o quanto ela é responsável pelo efeito “dramático” do filme. Depois ouça as músicas. Aposto que você vai começar a curtir muito mais essas trilhas sonoras. E não só: vai começar a admirar os filmes que, sem esse recurso, transmitem as mesmas sensações e até mais.

11/02/2008Coming soon

Oscar ‘08

Mais um Oscar começa a mostrar sua dourada, careca e duvidosa cara no calendário cinematográfico mundial. Dessa vez as apostas se mostram mais difíceis e a 80ª cerimônia promete ser a mais disputada do ano. Nenhum favorito e várias surpresas. E nenhum assistido por mim.

Desse modo você, leitor, percebeu que não me encontro em posição de continuar escrevendo. Pelo menos não diretamente sobre os filmes. E nem mesmo me anima falar sobre a ausência do Brasil na cerimônia, tampouco sobre a beleza e a aparente eficiência de Ellen Page em Juno, seu novo boom. Dizer que Joe Wright está com um baita sorriso por ter acertado novamente na adaptação de um livro também parece desnecessário.

Até pensei em escrever sobre Brad Bird e sua tacada certeira: Ratatouille. Mas também parece óbvio. Eu não vou falar de Casey Affleck, porque ele me lembra seu irmão mais velho. Javier Bardem vai receber comentários meus assim que eu assistir algum filme em que ele esteja atuando um pouco melhor do que em Amor nos Tempos do Cólera (que espero ser Onde os Fracos Não Tem Vez).

Queria muito tecer algum comentário a respeito da atuação de Daniel Day-Lewis em Sangue Negro, que lhe rendeu a indicação de melhor ator este ano, mas eu não assisti o filme.

O nome O Escafandro e a Borboleta também me anima, mas mal sei do que se trata.

Poderia falar de Michael Moore, mas não acho que ele ter sido indicado seja algo fora do comum, portanto eu não sairia do óbvio.

Falarei então da presença dos gigantes. As presenças que farão deste Oscar motivo de torcida. O primeiro deles é Philip Seymour Hoffman. Confesso uma coisa: sempre me impressiono quando vejo alguma foto de um de seus personagens. Nunca o vejo. Ele sempre me surpreende e sua indicação para melhor ator coadjuvante por Jogos do Poder realmente apimenta as coisas.

Outro grande? George Clooney. Ator que, aos poucos, está conseguindo entrar na minha lista de “com cérebro”. Dessa vez o esperto foi indicado para melhor ator.

Porém a categoria de melhor ator recebe um nome que por mim já descartaria todos os outros. E eu nem assisti seu filme ainda. Johnny Depp. Indicado por sua atuação em Sweeney Todd. Parece incrível, mas ele nunca ganhou um Oscar. Essa é a sua terceira indicação. Por mim ele merece.

Mas o fato de Depp nunca ter ganhado um Oscar não parece incomodar em nada o ator. Até gostei do que disseram numa comunidade dele no Orkut. O nome da comunidade é “Onde está o Oscar de Johnny Depp?”. E alguém fez a pergunta: “Se ele ganhar um, o que vai acontecer com o nome da comunidade?”

Alguma fã prontamente respondeu: “Vai continuar o mesmo porque se ele ganhar certamente vai perdê-lo em algum lugar da sua casa.”

Só com essas três presenças eu me animo. O Oscar pode não ser o evento mais confiável e mais justo do mundo cinematográfico, mas certamente é o mais lucrativo e o mais cool.

Que vençam os “melhores”.

Waitless

Sabe aqueles dias em que você combina de ir beber uma cerveja na casa de um amigo? Esse amigo pede pra você levar um engradado. Você leva e, chegando na casa dele, vocês começam a beber o que já estava gelado. Quando as geladas acabam você lembra que esqueceu de colocar as suas cervejas para gelar! Nada pior, não é? Beber cerveja quente não rola, e esperar gelar sempre demora muito.

E aqueles dias em que você está em casa pensando em fazer um ovo cozido e, até descascá-lo, já se sente arrependido? Sem contar quando quer fazer um vitaminado de frutas com leite e só de pensar em descascar a banana já dá trabalho… Quando se trata de descascar batatas então…

Já aconteceu com vocês de, numa bela tarde de sono ou de estudos, seu irmãozinho bebê começa a chorar sem parar?

Eu poderia ficar horas aqui falando sobre situações que tomam nosso tempo sem nenhuma necessidade. Fazer o bebê parar de chorar leva tempo, gelar a cerveja, descascar o ovo… Imagine o quanto de tempo da sua vida está sendo consumido só fazendo essas coisas!

Mas não se preocupe! Agora seus problemas acabaram! O pessoal do site Waitless resolveu desperdiçar o tempo deles para fazer com que nós economizemos o nosso!

Entre no site e confira como gelar sua cerveja em dois minutos! Isso mesmo! DOIS MINUTOS! Ou até, quem sabe, fazer um sorvete instantâneo! E pra que perder tempo descobrindo se o seu irmãozinho tem fome, sono ou sede? Faça-o parar de chorar na hora!

Ok, brincadeiras á parte eu soube desse site na revista Super Interessante, que, de uns tempos pra cá, passou de uma boa revista para uma revista… interessante.

E eu me diverti muito aprendendo como economizar tempo nessas pequenas coisas. São curiosidades que, de repente, ajudam. Sem contar que nesse site você pode calcular o tempo que irá gastar com qualquer coisa durante sua vida com base no tempo que gasta com ela no seu dia-a-dia.

Interessante. Só não tente fazer baliza como eles ensinam.

Novamente sem autorização estou me intrometendo neste blog de meu caro amigo Luis, por 2 motivos:

1. ele anda meio sumido e acho que isto seria um bom post para reanimar um pouco.

2. Tim Burton, precisa dizer algo mais?

Desta vez foi a banda The Killers que teve um clipe dirigido por nada mais nada menos que ELE.

Como sempre uma obra prima que vale a pena ver, tanto pelo som como pelo visual.

Estava eu na papelaria do meu pai fazendo 150 cópias coloridas de uma propaganda quando percebi que o processo iria levar mais tempo do que eu gostaria. Mas não tinha escolha e mesmo que aquilo tomasse todo o meu dia eu não poderia reclamar.

Desse modo, enquanto a copiadora fazia seus estranhos barulhos, eu decidi procurar alguma coisa para fazer. Entrei na internet, descobri que o ator Heath Ledger morreu, vi meu orkut e logo já não tinha mais o que ver ali. Voltei para frente da impressora e fiquei esperando. Definitivamente iria demorar. E definitivamente eu não tinha a menor intenção de ficar olhando as cópias serem ejetadas.

Desse modo sentei e peguei uma espiral de apostila das mais largas e comecei a brincar. Brincadeira que também não rendeu muita coisa. Parei e comecei a fuçar em tudo quando, de repente, em cima da prateleira do xerox eu vejo o que parece ser um livro. Animado eu estico o braço e alcanço o tal com a esperança de que agora o tempo poderia passar mais rápido. Doce ilusão. O tal livro era o manual de instruções da máquina de xerox PB.

Agora eu digo: se você realmente quer ler alguma coisa muito chata, leia o manual de instrução de uma máquina de xerox. Sinceramente, ler bulas é mais emocionante.

Mas imaginem vocês que eu não precisei de outra coisa pra passar o meu tempo! Li um pouco do manual, que ainda por cima estava em inglês, e fiquei pensando nisso: existe coisa mais chata do que ler manuais?

Foi quando eu lembrei que nem sempre é assim. Existem manuais que são muito mais legais de se ler!

Quando eu era menor eu tinha alguns manuais que eu adorava ler. Eu tinha um jogo para computador que chamava Roller Coaster. Os mais entendidos devem se lembrar dele. E o manual dele eu li inteiro e carregava sempre comigo. Quando ele rasgou, eu plastifiquei a capa.

Como eu me aventurava fazendo montanhas russas naquele jogo o manual se mostrava uma coisa bastante útil e também muito divertida!

Outro manual que eu cheguei a plastificar foi o manual de outro jogo: The Sims. Esse jogo qualquer pessoa conhece. E eu também tive minha fase “sim”. E o manual, nessa fase, foi a coisa encadernada que eu mais usei.

De fato esses manuais eram interessantes, assim como o eram os produtos relativos a cada um deles. E assim foi durante toda minha infância, os manuais mais lidos eram os de jogos de computador, de legos e de outras coisas divertidas como carrinhos de montar e até nautimodelismo.

Acabei por perceber, agora, que o mundo deveria ter um manual de instruções. Que assim como os que eu li dizem o modo certo de repor o papel na máquina ou de construir uma casa mal assombrada, deveria existir um manual para nos ensinar o modo certo de lidar com a natureza, o modo certo de usufruir os oceanos, o modo certo de utilizar o oxigênio e assim por diante.

Mas de nada adiantaria um manual desses. O como utilizar esse planeta nós já aprendemos. E temos aí milhares de anos de experiências erradas que hoje nos possibilitam ver o caminho menos pior. Resta segui-lo.

Outro manual seria muito útil hoje em dia: um manual do cérebro. Seria ótimo se todas as pessoas soubessem usá-lo!

Ou quem sabe um manual do comportamento. Um manual de como utilizar a boa educação.

Inúmeros. E esses não seriam tão chatos quanto o manual da máquina de xerox PB. De fato eu conheço várias pessoas que merecem ser presenteadas com um desses manuais. Em mesmo leria vários capítulos!

De qualquer forma, na ausência de tais ferramentas, nós apelamos para o bom senso.

22/01/20081

Vivendo momento. Vivendo imagem. Vivendo sonho.

A gente brinca de sonhar sem perceber que é realidade.

A gente realiza a brincadeira sem perceber que é sonho.

A gente sonha com a realidade sem perceber que é brincadeira.

Vivendo momento.

O momento realizado sonho. O sonho realizado momento.

O realizado momento sonho?

O momento sempre.

 

A gente agradece.

A gente torce.

A gente confia.

Os melhores do mundo!

21/01/2008Vai entender…

terno

Nós, seres humanos, somos estranhos. E isso não só ninguém pode negar como também ninguém pode dizer que é a exceção da regra. Não digo estranhos fisicamente, porque já estamos acostumados com o jeito que somos. Digo que somos estranhos por criarmos certas regras de comportamento inegavelmente… Hã… Estranhas!

Alguns podem dizer: “mas não é só por isso que somos estranhos”. Ok, concordo. Mas foquemos somente neste aspecto para que o texto não ocupe páginas.

Terno. O terno é, provavelmente, uma das provas mais claras de toda essa história: uma vestimenta que só existe porque alguém, algum dia, disse que era bonita, chique e séria.

Sem dúvida não é uma roupa feia. E a sociedade já estipulou que é chique e que são pessoas sérias que as usam.

Mas convenhamos que é uma roupa extremamente desconfortável, quente e que passa a idéia idiota que temos o mesmo gosto que todos os outros homens que a usam.

Confesso que não há nada a ser feito e que isso até impede que situações constrangedoras aconteçam. Mas não deixa de ser um costume estranho.

E isso é o de menos. O pior é quando temos que ouvir: “vá com shorts jeans, porque vamos a lugares onde é bom ir bem vestido”. E eu respondo: “Ok, tenho outro shorts que é mais bonito e até um pouco mais longo. Eu levo ele”. E me retrucam: “Mas é jeans?” “Não.” “Então não dá. Leve o jeans”.

Preciso explicar o motivo da minha indignação?

Posso ser o único, mas eu opto, pelo menos, pelo conforto. Sem ofender ninguém.

Até tinha mais o que escrever, mas já estou atrasado. Preciso lustrar meus sapatos, passar minha gravata e escovar meu paletó porque amanhã eu tenho um casamento para ir.

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