A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

msn

Minutos atrás eu sentei na frente dessa telinha que chamamos de computador com legítimas intenções de entrar no MSN. Hoje, diferente de alguns anos atrás, eu não sou uma pessoa considerada “viciada” em MSN, mas ele se mostra uma interessante ferramenta de comunicação em certos momentos.

Eu entrei hoje esperando falar com uma amiga. Nada de mais. Muito simples até.

Abri o MSN, coloquei minha senha e cliquei “conectar”. Uma mensagem de erro apareceu na tela satisfeita com seu trabalho bem feito. Fechei-a sem nenhuma preocupação tendo a certeza de que tinha errado ao colocar minha senha.

Depois de achar que tinha consertado o erro eu apertei de novo “conectar” e a mesma mensagem apareceu novamente quase que dizendo que eu não conseguiria faze-la parar de chamar a atenção.

Daí em diante eu tentei várias vezes e nada. Definitivamente eu não entraria no MSN naquela hora e, se ainda estivesse disposto, teria que tentar de novo mais tarde.

Durante minhas frustradas tentativas de entrar e de tentar entender o que acontecia eu tive a abençoada idéia de entrar em alguma comunidade do MSN no Orkut e ver se alguém já tinha reclamado sobre.

Em poucos minutos a tal comunidade ganhou um tópico com mais de 1200 postagens e o número de participantes aumentou drasticamente.

Não posso dizer que eu não me diverti! Vários posts dizendo que o MSN não pegava, gritando para que alguma coisa fosse feita, posts de pessoas indignadas e perguntando publicamente o que poderia ser feito. Tem também o pessoal que xinga, o pessoal que chora, o pessoal que reclama afirmando que estava conversando com alguém especial, tem aqueles que perguntam o que farão da vida sem o MSN, aqueles que aproveitam o espaço badalado pra fazer propaganda, zoar e disponibilizar contato.

E como eu dei risada quando li um que dizia que “as coisas podiam ser piores: guerra, fome, violência, corrupção, etc… e todo mundo reclamando e se mobilizando porque o MSN saiu do ar”.

Não é nada de especial, mas adorei acompanhar o fenômeno. Incrível como eu lia o ultimo comentário e, segundos depois, quando atualizava o site o tal já tinha se perdido páginas atrás.

No exato instante em que escrevo essas palavras o tal tópico sobre o BUG do MSN está com 1.686 comentários em apenas 54 minutos de existência. Para os que estão acostumados a marca deve ser tediosamente sem graça. Mas eu achei interessante o bastante para publicar aqui.

E cá estou eu de volta das férias ainda sem muita inspiração e ainda sem conseguir falar com minha amiga.

2/01/2008Férias

Só pra ninguém dizer que eu não postei nada nas férias aí vão uns vídeos!

E perdoem a falta de posts, mas todo mundo merece descansar, certo?

26/12/2007Papai Noel

hatAno passado eu vi num shopping um enfeite natalino que tinha, em cima de um palco que fazia frente a uma casa, vinte e um bonecos do Papai Noel rebolando. Achei aquilo o absurdo dos absurdos e até comentei aqui naquela época.

Então para este ano eu resolvi fazer uma pequena pesquisa de campo antes de escrever este texto. Comecei a reparar em todos os lugares que usavam da imagem do bom velhinho e assim ver em quais situações o colocavam.

O coitado sofre. Este ano eu vi Papai Noel rebolando de novo, vi Papai Noel fazendo pose ao lado de bonecos de neve, vi Papai Noel perto de brigadeiros gigantes, vi várias imagens dele fazendo inúmeras propagandas e assim por diante.

Resolvi então recuperar o verdadeiro Papai Noel. Não aquele que a Coca Cola resolveu vestir de vermelho com um barrete de mesma cor e pom-pom branco. Não esse.

Na verdade o nosso Papai Noel hoje veio de um homem real. Um santo. E é raro alguém que saiba disso. São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, que viveu no século IV.

São Nicolau costumava ajudar quem estivesse com dificuldades financeiras, anonimamente. Saia de casa e deixava perto da chaminé dos necessitados um saco com moedas de ouro!

A história foi muitas vezes contada e acabou que hoje o Papai Noel virou símbolo do consumismo.

Sem contar com o costume surreal de colocar um Papai Noel em cada shopping (cercado de mulheres em mini-shorts vermelhos cobrindo a cabeça com gorrinhos) pronto a ouvir os pedidos, tirar fotos, carregar a criançada no colo.

Mas eu admito que a imagem atual do Papai Noel não é uma coisa tão ruim. O bom velhinho que mora no pólo norte, que tem uma gigantesca fábrica de brinquedos, veste roupas de inverno vermelhas, é gordo, trabalha com duendes e atende todas as crianças do mundo em seu trenó puxado por renas mágicas voadoras em apenas uma noite é um conto de fadas tentador.

O problema é o como utilizam a imagem do tal. Colocar bonecos dele rebolando não é aceitável.

Outro dia, porém, eu vi uma imagem dele que eu gostei! Foi a melhor representação do Papai Noel que eu vi nesse Natal. O shopping Eldorado fez o enfeite natalino mais bonito entre todos os enfeites de shoppings que eu vi. É a representação em tamanho real da possível casa do Papai Noel. Realmente bonito.

Eu passei perto já com o pé atrás. Já me preparei para ver alguma bizarrice. Qual não foi a minha surpresa quando eu notei que era uma simples casa (com enfeites e brinquedos exageradamente em grande quantidade) com a Mamãe Noel na cozinha e o Papai Noel no centro, no que seria a entrada da casa.

Ele, por sua vez, estava representado num boneco em tamanho real. Sua vestimenta era, diferente do comum, de um tom mais escuro, de um marrom quase vinho, uma touca normal; nada muito chamativo. Cinto de um homem trabalhador e um cajado de andarilho. Cem por cento preparado para andar na neve sem sofrer muito com o frio.

Seu rosto transmitia uma serenidade de um homem bom. Mas nada daquela exagerada, inocente e hipócrita bondade que vemos em vários rostos Noéis por aí. Uma bondade sincera, nada daquele rostinho redondo e reluzente que mais parece de uma boneca. Foi o Papai Noel mais verdadeiro que eu vi nesse natal. É essa a imagem que eu tenho de São Nicolau.

E, na verdade, São Nicolau é o personagem que mais tem a ver com o Natal por ser um homem que dedicou sua vida a Deus. E de que se trata o Natal se não do nascimento de Jesus?

Um Feliz Natal atrasado para todos!!!

Sair de casa depois de um bom banho com planos de ir ao cinema sozinho sem ter idéia do que pode estar em cartaz. É uma boa receita. Ir ao cinema com a namorada ou com os amigos também é, mas ir sozinho realmente é uma experiência interessante.

O filme dessa vez foi “Conduta de Risco”, com George Clooney no papel de um advogado “faxineiro”, ou seja, seu trabalho é achar soluções rápidas para os pepinos que aparecem na grande empresa que trabalha. Porém acontece que um desses pepinos envolve um dos melhores advogados da empresa dele, que de repente toma a atitude radical de condenar o próprio trabalho alegando ter tomado consciência de que sempre defendeu o que era errado. E não só: acaba não tomando os medicamentos que deve e praticamente enlouquece.

E devido às atitudes radicais que toma, Michael Clayton, o personagem de Clooney, é chamado para “limpar” a sujeira e acalmar a situação. Porém Clooney começa a perceber que tudo que Arthur (Tom Wilkinson) fala pode ser verdade.

A direção e o roteiro são de Tony Gilroy, que também escreveu a trilogia Bourne e O Advogado do Diabo. E nesse quesito eu concordo com o que a maioria dos críticos que eu li disseram: ele manja.

Eu cheguei ao cinema e, como não tinha idéia do que assistir, passei uns cinco minutos olhando para a telinha tentando, por eliminação, escolher um filme que me parecesse interessante. Decidi por um outro que não esse que acabei de comentar simplesmente pelo fato de a seção ser mais cedo, mas ela havia sido cancelada. Desse modo apelei para a minha segunda opção: Conduta de Risco.

Já tinha lido alguns comentários de críticos de um site especializado que haviam gostado do filme e que elogiavam a atuação de Clooney, e também entrei na sala tendo assistido ao trailer pelo menos três vezes.

Confesso que não entrei animado para assisti-lo e – acreditem – até pensei que poderia ser a primeira vez que eu dormiria no cinema. Estava tão cansado que quase perdi o horário do filme pois estava sentado tentando ler alguma coisa e quase dormi.

Outra coisa que me desanimou muito foi o trailer. Sabe aqueles trailers estupidamente longos e praticamente incompreensíveis? Pois bem, é um desses.

cafePortanto sentei na minha poltrona sem a menor expectativa. E depois de quase dormir durante os trailers o filme começou. E não é que, no final das contas, eu gostei? E o Clooney, do jeito dele, consegue fazer um bom trabalho. Particularmente eu gostei muito do final, da última cena. Até me fez lembrar (perdoem-me os mais sensíveis se isso for pecado) vagamente dos finais dos filmes do Almodóvar.

Saí do cinema com o mesmo sono com que entrei (não pelo filme) e também com uma vontade insuperável de descer ao primeiro andar do Center 3, entrar na fila do Starbucks e pedir pelo café do dia grande. E foi o que fiz. Saí para a Paulista com meu copo de café quente, minha Revista de Cinema do mês e a satisfação de mais duas horas gastas com o que eu gosto.

arvore

Voltando pra casa um dia desses eu passei pelo começo da Paulista e vi uma estranha árvore de natal no formato de uma pirâmide de três lados. Fui chegando perto aos poucos e a imagem foi ficando clara. E percebi que os enfeites eram inúmeras latinhas amassadas. Dos outros dos lados o que enfeitava eram garrafas amassadas e madeira repicada. No topo da árvore, no lugar da estrela, havia o símbolo de reciclagem.

Passei por ela e me veio a idéia de fotografar para, quem sabe, escrever alguma coisa. Não tive coragem e passei reto. Já na calçada da Dr. Arnaldo eu, de repente, vi mais uma delas. Não tive dúvida: saquei o celular e tirei duas fotos.

Vim pensando nesse negócio de reciclagem. É realmente uma solução muito boa para todo o lixo que produzimos.

Mas, de qualquer forma, eu quero propor uma coisa à vocês: ao andar na rua contem quantas pontas de cigarro vocês acham no chão em vinte passos.

Isso me incomoda muito. Muito mesmo. E às vezes eu até comento com algumas pessoas. Várias delas olham pra minha cara e dizem: “Só pontas de cigarro? Você nunca reparou que há muito mais lixo no chão além de cigarro?”

Essa é realmente uma pergunta cretina. Quem não nota isso? É lógico que eu vejo o resto do lixo no chão!

Mas aí eu fico pensando em substituir as pontas de cigarro do chão por pétalas de rosa. Imaginem! Ia ser uma imagem linda: todas as ruas enfeitadas com pétalas de rosa!

Eu simplesmente não consigo entender porque as pessoas não entendem que lugar de lixo é no lixo! E depois reclamam que a cidade está suja, feia e o escambau.

E aquelas pessoas que jogam o papel de bala ou o guardanapo pela janela do carro ou do ônibus? Nessas horas dá vontade de, tranqüilamente, ir até a pessoa, me apresentar, pegá-la pelo cabelo e fazê-la recolher o lixo do chão com a boca.

Como eu acho que nem todas iriam aceitar calmamente essa minha atitude eu me contento em apenas chamar a atenção da pessoa e me disponibilizar para carregar o lixo para ela. Se não dá tempo de fazer isso ou se a pessoa está em outro carro eu me contento em apenas conter minha raiva.

Aquelas árvores me fizeram realmente pensar em várias coisas. Que cada um faça a sua parte.

19/12/2007Burton

Em pelo menos dois posts meus eu citei o nome do diretor Tim Burton (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Peixe Grande), então eu aproveito para citar um fato ocorrido há algum tempo quando eu fui ao cinema com uns amigos para assistir Beowulf.

O filme em si é regular. E, ao contrário do que acha minha amiga, não é porque eu não gosto de lendas nórdicas (eu jogo Warcraft, hehe), mas sim porque o filme não me convenceu. Não sei, mas o fato de o filme ser feito na tal tecnologia “performance capture” (a mesma do filme “O Expresso Polar” e do mesmo diretor) fez com que ele ficasse menos autêntico. É um filme que foi feito para ser uma demonstração técnica.

De qualquer forma não é sobre isso que eu queria falar. Na verdade aquele dia valeu por um simples acontecimento. Eu, minha amiga e meu amigo sentamos em nossas poltronas e esperamos as luzes diminuírem. A tela foi iluminada e logo as propagandas começaram. Depois delas os trailers.

Em num desses trailers apareceu Jonny Depp em roupas de época. E uma música de suspense completava a imagem, junto da narração. Nesse exato momento eu franzi a testa e sentei melhor na poltrona tentando entender do que se tratava, pois o Depp é um desses atores que me leva ao cinema independente do filme. E ainda com todo aquele clima de filme bom e tal.

Mas não era só isso. Eu parecia saber do que se tratava, naquele momento eu pensei instintivamente em Tim Burton. Eu parecia ver na tela toda aquela identidade que emana dos filmes dele. E quando eu li na tela “From director Tim Burton”, pronto: quase pulei da cadeira!

Era o trailer do Sweeney Todd! Sinceramente um dos trailers que eu acompanhei com maior atenção em muito tempo! E olha que eu curto assistir trailers!

E agora, fuçando na internet e lendo algumas notícias, me deparei com a lista de indicados para o Globo de Ouro. E adivinhem? Claro! Sweeney Todd estava na lista! Quatro vezes!

O pior de tudo é que só vamos poder conferir o produto em tela grande a partir do dia 8 de fevereiro. Mas para tentar disfarçar a vontade entre no site oficial e dê uma olhada.

A propósito, aqui está a lista dos indicados ao Globo de Ouro.

18/12/2007Woody

Eu peguei o guia “Em Cartaz” do mês de dezembro ontem. Eu não sei por que eu ainda não aprendi que pegar guia cultural no fim do mês ao qual o guia se refere não é uma boa idéia.

Além de descobrir que eu perdi mais uma apresentação especial do filme “Meu nome não é Johnny” – o novo filme do Selton Mello – que passou no Cine Olido no dia 3 desse mês, eu fiquei sabendo da mostra “No divã com Woody Allen”.

A mostra, que acontece no Centro Cultural da Juventude, comemora 72 anos do cineasta norte-americano e promove uma retrospectiva com 12 filmes dele e mais alguns filmes de cineastas que se inspiraram em seu estilo.

Para mim e para você, leitor, que só soube disso agora, os filmes passam de 12 para apenas três… Pois como a mostra começou dia 2 desse mês, e acaba dia 22, muita coisa já rolou.

Mesmo um pouco decepcionado por perder a maior parte dessa mostra, já estou planejando de pegar pelo menos um filme. Para os interessados os filmes que ainda estão para passar são: “Desconstruindo Harry”, dia 20 as oito da noite; “Trapaceiros” no dia 19 as oito da noite também e “Ponto Final” no dia 20, no mesmo horário.

Desses três eu já assisti, e tenho, “Trapaceiros”. Os outros dois eu ainda não assisti. Mas sendo Woody Allen vale a pena.

O último filme que eu assisti dele foi Manhattan e eu terminei de assistir o tal tentando descobrir o porque de tamanha identificação. Não me senti identificado só com Manhattan, mas sim com todos os outros filmes do Allen. Cheguei a uma conclusão de que ele consegue transpor às telas – com uma irreverência sofisticada – aqueles sentimentos comuns a todos os seres humanos.

Ou talvez seja apenas um efeito inverso ao fato contraditório de que eu tenho uma baita raiva dele (como ele consegue fazer filmes tão bons?) e gostaria muito de ter um pouquinho da sua capacidade.

De qualquer forma ele é um dos grandes e merece ser visto sempre.

E lembrem-se de pegar o guia do mês sempre quando este estiver no começo!

Novamente volto ao blog, desta vez com mais novidades como sempre.Como o Luis tinha solicitado e avisado a todos que nos visitam, vocês teriam algumas surpresas…

Primeiramente vamos ao que está na cara, porém vou dar uma breve expliação.

Novo tema:

Tema Final 2008

Clique na imagem para visualizar em tamanho real.

Agora vamos ao que realmente foi modificado.

  • Formulário de comentários: Foram adicionadas regras para que os comentários não sejam eliminados.
  • Modificação total do layout para tons mais dark, conforme o Luis tinha comentado comigo.
  • Menu com maior usabilidade com a seção de Blog sempre ativa para voltar a página principal.
  • Campo de busca sobre o menu lateral, também seguindo algumas regras de usabilidade.
  • Mais fácil de identificar que no menu lateral basta clicar que ele expande as seções

Porém agora mais uma surpresa, também para o Luis, que não estava sabendo, mas como é tradição minha sempre crio algumas imagens para nossos fãs:

 

  • Imagem de exibição para msn:

Msn

 

  • 3 Wallpapers para usar no seu desktop:

Wallpaper 1

Wallpaper 2

Wallpaper 3

Basta clicar nas imagens para abrir em alta resolução (1024*768).

 

16/12/2007Sombra

Com consideravelmente pouco tempo para escrever alguma coisa que preste, eu decidi simplesmente colocar em palavras algumas coisas que podem soar duvidosamente como dicas.

Atualmente eu ando carregando na minha mochila um grosso exemplar de mais de 400 páginas das “Histórias extraordinárias” do Edgar Allan Poe. Junto com ele, esses dias, estava o filme “A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça”, do (já citado por aqui) Tim Burton, entre alguns outros como “O Iluminado” e “Laranja Mecânica”.

Vê-se que meu lado aterrorizante (ou aterrorizado) está sendo bastante treinado.

De qualquer forma, um dia desses, eu me vi sentado diante do notebook convertendo um estranho sonho em uma pequena história igualmente estranha.

Quando a tal estiver pronta, se eu perceber que ela não está assim tão ruim, eu publico aqui.

Meu tempo acabou, estou com fome e preciso de um banho. Sendo assim deixo mais um post um tanto sem pé nem cabeça para vocês.

Quem sabe eu não acabei de animá-los para pesquisar os nomes aqui citados?

14/12/2007Um livro

O único exemplar de Harry Potter que eu tinha em livro agora está exposto na prateleira de um sebo. Eu troquei o terceiro livro do bruxo por um livro de capa dura ilustrado do conto “A Máscara da Morte Vermelha” do Edgar Allan Poe.

Em minha busca por uma oferta melhor, andando de sebo em sebo, encontrei com uma garota. Ela estava falando com uma mulher que parecia a dona do sebo e perguntava sobre algum livro. A mulher foi fazer uma ligação e a garota a acompanhou até a mesa.

Fui junto e esperei o telefonema e a conversa acabarem. Mas mesmo ao telefone a mulher virou para mim e disse o famoso “posso te ajudar?” Eu disse que tinha uns livros que queria vender e então, ainda ao telefone, ela me pediu para mostrá-los.

Quando coloquei o exemplar de Harry Potter na mesa, junto com um outro do Sherlock Holmes, a tal garota, muito bonita, virou para mim e disse: “Você tem coragem de vender um Harry Potter?”

Olhei pra ela surpreso com a pergunta e respondi com um confuso “é…”

Ela então começou uma breve conversa comigo onde me disse que Harry Potter era um dos únicos livros desse estilo que ela conseguia ler. Que a história conseguia prendê-la satisfatoriamente. Depois ainda comparou Harry Potter com o outro fenômeno “O Senhor Dos Anéis” e disse que entre esses dois ela preferia o primeiro.

Durante o curto papo eu só pude dizer algo como: “Sabe que eu não consegui ler Harry Potter… Eu até comecei mas não foi uma história que me deu vontade de continuar…” mas na maioria das vezes eu simplesmente olhava pra ela e concordava meio sem pensar. Falei dos filmes e ela comentou pouco.

No final, antes da despedida ela ainda tirou a clássica conclusão de que, para ela, os livros eram melhores que os filmes. O que mais eu poderia dizer? Isso é fato.

Ela se despediu rapidamente e saiu de lá. A mulher disse que só comprava o Harry Potter, e que pagava quatro reais. Eu agradeci e disse que procuraria ofertas melhores.

No final da tarde eu saí de um outro sebo quinze reais (na forma de um livro) mais rico.

E aquela tarde foi – acredite – tão estranha quanto esse texto.

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