A gente tira de ordem, desorganiza, desordena, desarranja, dissolve, coloca a dama antes do cinco e todas essas coisas que não tem ligação aparente para que o jogo possa acontecer! Seja bem vindo!

22/09/2007Complemento

Continuo agradecendo todos que estão ajudando aqui no embaralhando.

E agora eu só estou escrevendo para avisar que o post “A famosa história daquele que precisava de galinhas ou a tentativa de compreender o necessário” recebeu um “upgrade”. Para os que não entenderam direito ou para os que nem leram, o complemento adicionado tem como objetivo ajudar na compreensão, se isso for possível. hehehe.

Sugiro então que você, leitor, coloque a barra de rolamento para baixo e confira.

21/09/2007Surpresa

Imagine eu abrindo o Embaralhando depois de mais de uma semana desconectado e dando de cara com um post que não era meu e ainda dizendo que o blog recebeu uma homenagem! hehehe

Gostei bastante, mesmo não entendendo direto!

E agora, como bom homem, agradeço todos aqueles que foram responsáveis por essa tímida vitória! Mesmo eu não os conhecendo… Não por mal, entendam, eu somente não manjo muito do negócio e passo muito tempo offline. Mesmo assim obrigado! E agradeço também nossos fiéis leitores que, de vez em quando só pra eu não desanimar, comentam alguma coisa!

Bom, faz tempo que não posta nada aqui, pois realmente apesar de hospedar o blog para meu amigo Luis e ter elaborado o design para ele nada participo nas suas aventuras diárias e textos.

Quando comentei com ele que gostaria que ele fizesse parte da rede Dk, com um blog mais aberto onde ele pudesse fazer mais coisas do que no Blogspot, foi porque tive fé nos textos dele.

Hoje analisando alguns dados específicos de visitantes e links postados encontrei ISTO, onde juntos com o Morróida, Simetria, Repórter Net, e o Celso Junior (todos bem conhecidos na blogosfera) recebemos uma homenagem do Virtual Entrepeneur.

A homenagem em si se trata do premio Power of Schmooze que conta com o selo abaixo:

Premi Embaralhando

 

Sou leitor assiduo de diversos blogs, inclusive outros com o qual tinha parceria, porém irei recomendar alguns que seguem o mesmo nivel de textos ou idéis que o do meu amigo Luis.
Nada de blogs de tecnlogia como os que leio.
E também os convido para participar deste meme.

Os prêmio vão para:

Bruna do Subversiva 

Lilika do Zine

Bárbara do Veine-noires

Por hora é isto…

 

 

Podemos dizer, com absoluta certeza, que a negociação na base da troca enxergou seu fim no famoso episódio em que um homem teve que trocar galinhas por uma baleia. Infelizmente quem teve a idéia de substituir a baleia por um pedaço de papel que tivesse um mesmo valor e que pudesse ser trocado pela quantidade equivalente de galinhas não foi o dono das galinhas (que, de agora em diante, por motivos didáticos, chamaremos de Seu João). Tampouco o dono da baleia (Seu Zé).

Ocorreu que, no dia seguinte ao da famosa troca, o Seu Antônio (nome igualmente fictício dado pelos mesmos motivos anteriores) que era vizinho do Seu João, deu por falta na sua fazenda de todas as galinhas! Desesperado e sem saber como faria seu omelete matinal ele teve uma idéia. No exato momento em que teve essa idéia, percebeu o quanto ela era ridícula e sem fundamentos. Tentou então ter outras idéias para que assim pudesse ter um mínimo de opções de escolha.

Não conseguiu. Sua mente estava tão perturbada pela fome que resolveu arriscar e colocar em prática sua idéia ridícula. Desse modo, pegou o primeiro pedaço de papel que viu pela frente, cortou de uma forma retangular, pintou qualquer coisa nele e foi até a fazenda de Seu João.

Já deu pra perceber que Seu João foi tentado pelo Seu Antônio a trocar suas galinhas pelo tal pedaço de papel. E já deu pra perceber que isso não deu certo. Não pelo fato de Seu João desconfiar do truque do vizinho, e sim pelo fato de que agora ele não tinha mais galinhas em seu quintal mas sim uma baleia.

Desse modo Seu Antônio passou de porta em porta tentando aplicar seu ridículo golpe magistral. Mas nunca dava certo porque em todas as casas da vizinhança, por mais incrível que parecesse na época, as galinhas haviam sido roubadas! Até que ele desistiu, voltou pra casa e resolveu comer alface.

Um dia depois, tempo o bastante para que Seu Antônio se acostumasse com a idéia de uma dieta verde, apareceu em sua casa Seu Zé oferecendo galinhas em troca de algo que tivesse o mesmo valor.

Seu Antônio não queria mais galinha. Os tempos eram outros e Dona Ofélia (esposa de seu Antônio) achava que era melhor plantar alface do que ter galinhas. Mas algo se passou pela cabeça de Seu Antônio naquele momento e que até hoje permanece sendo o segundo maior mistério da história da humanidade (só perdendo para o maior deles: o que se passou na mente do cara que inventou o banho portátil) e que o fez oferecer o tal pedaço de papel rabiscado em troca de 17 galinhas.

Seu Zé ficou meio cabreiro nesse momento e argumentou que o tal papel não chegava a pesar nem 28 penas de galinha, quem dirá 17 galinhas com todas as penas!

Seu Antônio então disse que havia trocado seus sete galos por aquele pedaço de papel e que todos sabiam muito bem quanto valiam sete galos!

Seu Zé então se convenceu e topou o negócio.

Como foi provado agora, vemos que o inventor desse pedaço de papel colorido que guardamos com tanto cuidado, que usamos para a troca, que nos faz trabalhar, que dita nossa posição social, que criou a hierarquia, que mata milhões, que ilude milhões, que diz se podemos ir e vir, que massacra boas idéias, que promove idéias estúpidas, que deixa órfão, que deixa viúvo, que deixa dependente, que nos despe, que deixa a paixão em coma, que quase mata o amor e que, ao mesmo tempo nos faz emanar vida que transborda frutos que salvam, quem recortou um desses pela primeira vez foi o vizinho do cara que queria uma baleia.

[Complemento didático para os que não compreenderam a pseudo-fábula monetária acima:

O vizinho do cara que queria uma baleia era o Seu Antônio. Ele criou o que hoje é o dinheiro para tentar conseguir galinhas com os vizinhos, pois todas as suas tinham sido roubadas. Elas foram roubadas pelo Seu João (vizinho de Seu Antônio), que roubou todas as galinhas da vizinhança para poder trocar por uma baleia. O dono da baleia era o Seu Zé, que queria muitas galinhas e então resolveu trocar sua baleia. Depois da troca Seu Zé passou então a trocar galinhas por outras coisas de seu interesse, entre elas o tal papel que o Seu Antônio mentiu ser valioso.

O educador pode recorrer aos recursos de desenhos para colorir e questionarios interativos.]

=O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: O MAL USO DO TAL PAPEL COLORIDO CAUSA DANOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS FATAIS=

5/09/2007L’amour…

1/09/2007Mais uma

            A – Você lembra em que ano foi o meu casamento?

B – Hummm… Não lembro bem…

A – 2003?

B – Deixa eu lembrar…

A – 2002… 2002/2003… Talvez seja por aí.

B – Será? Não foi em 2001? Talvez tenha sido 2000/2001.

A – Será? 2000?

B – Eu acho.

C – Não! Não foi 2000 não!

B – Ah, é?

C – É! Porque em 2000 eu saí da faculdade e no final de 2001 eu me lembro de você e a Paula juntos.

A – Lembra, é? Hummm… Pode ser… Mas como é que eu vou ter certeza?

B – Se você não lembra mesmo, escreve “eu te amo” no lugar da data!

A – É… Pode ser…

B – Ou “eu te adoro”, “você é linda”… Essas coisas.

A – Pode ser.

B – Bom, Luis, agora eu vou te anestesiar e a gente começa logo em seguida. Tá tudo bem? Tranqüilo?

Eu – É… Na medida do possível!

E foi assim que começou a minha cirurgia de implante dentário. Os personagens A e B eram os dois dentistas que fizeram da minha boca um campo de batalha.

Foram várias picadas de anestesia pesada. Segundos depois eu já não sentia nada. E ria. Tentava abrir os buracos do nariz várias vezes e nada. Nenhum movimento.

O processo foi tranqüilo. Nenhuma dor. Mas com certeza a guerra foi sangrenta. Eu vi passar diante de meus olhos vários tipos de brocas, agulhas, linhas, seringas e o bisturi de sempre.

Eles cortam a gengiva até chegar ao osso e em seguida furam ele e colocam o tal implante. Colocam não, parafusam. Literalmente.

Depois pegam gengiva de algum lugar que tenha de sobra e tapam o buraco. Literalmente.

A trilha sonora da batalha? Conversas sobre como o doutor A iria para Bauru, sobre festas, sobre faculdade, sobre o quanto as personagens C e D (as ajudantes de A e B) eram ou não “mocinhas” e suas respectivas idades.

Nada fora do comum.

Depois do suave procedimento eu pude finalmente sentir a sensação de tocar meu lábio superior e não sentir nada. Não dava pra saber se a boca estava aberta ou fechada. Não é a sensação que eu gostaria de ter sempre.

E depois que o efeito da anestesia passou deu pra perceber que o fim da cirurgia não tinha sido o fim da guerra e sim o fim da batalha.

Assim é sempre.

17/08/2007Submergindo

O lambari, preocupado com o futuro do riacho, resolveu arrumar tudo. Queria dar uma varrida na terra do fundo, uma escovada nas algas, uma lustrada nas pedras.

Mas foi quando começou que se deu conta do quanto ia ser complicado. Percebeu que não tinha um tamanho que favorecia. E então resolveu chamar os outros peixes.

- É o seguinte – disse o lambari – todos vivemos aqui desde sempre, e como a correnteza é fraca, poucos se mudaram. Por isso eu acho justo que todos ajudem na arrumação!

No meio da reunião, como que por acaso, bem no meio da roda de discussão que foi formada pelos espécimes subaquáticos, surgiu calmamente, vindo de cima, um ser completamente estranho em um meio de transporte até então desconhecido.

Tratava-se de um ser roliço, fino, curto, marrom, sem qualquer orifício ocular ou degustativo e que se comunicava através de uma estranha linguagem corporal distorcida.

Seu meio de transporte era mais único e estranho que o próprio ser. Era algo parecido com uma linha aparentemente infinita que vinha da superfície e além. A ponta era brilhante e curva. E atravessava curiosamente o ser.

Quem estava na reunião, depois do susto, ficou absolutamente intrigado e sem saber o que fazer.

O lambari, já pensando no desequilíbrio que a situação traria, tomou a iniciativa:

- Seja bem vindo à redondeza! Você veio de cima?

E o tal ser continuava a se comunicar de uma forma contorcida e sem palavras.

- Ele não fala a nossa língua! – gritou o baiacu.

Imediatamente o ser começou a baixar o ritmo de comunicação. Baixou até ficar imóvel.

O lambari, depois de um tempo, se aproximou dele e nenhuma reação se esboçou. Chegando mais perto ele foi contaminado por algo na água que o fez ver que aquele ser, na verdade, era apetitoso. Segundos depois todos os outros perceberam também e, como que por instinto, atacaram o que era um ser e se mostrou comida. E devoraram o que puderam.

De repente, quando o alimento estava praticamente sumido, o tal meio de transporte subiu de volta à superfície num tranco mortal. Todos saíram de perto do local o mais rápido possível e tremendamente assustados. Por sorte ninguém estava perto o suficiente para ser puxado.

- Na verdade então… – disse o lambari – será que… só pode ser!… Sim! Essa coisa que veio transportando o tal ser que na verdade era comida, é o verdadeiro ser vivo! Usou de um alimento para nos enganar e nos devorar!

Todos acharam que essa versão dos fatos era realmente a que mais fazia sentido e então se deram conta de que foram enganados e quase extintos!

Cada peixe ali presente foi para seu canto pensando sobre aquele fato bizarro, com medo e um certo receio. Em silêncio. Até o lambari.

No dia seguinte o lambari, preocupado com o futuro do riacho, resolveu arrumar tudo.

17/08/2007Curiosidade!

O pior de tudo: É VERDADE!!!

ELES SÃO MESMO DA MESMA COR!!!

Impressionante…

12/08/2007Mágica

Mágica é ver alguém sorrindo. Alguém cantando. Alguém dançando. Alguém brincando. Correndo, pulando, dormindo, abraçando, beijando, piscando, gritando, se assustando. Mágica é dividir a última bolacha do pacote. É dar um pedaço do picolé. É deixar sentar perto da janela. É guardar pra quem não veio. É deixar ler primeiro. É levantar pra dar lugar. É ajudar a subir. É deixar o outro escolher o filme. É dar o controle remoto. É perguntar o que quer ouvir.

Mágica é oferecer uma mão e ajudar de corpo inteiro. É não esperar ser correspondido e receber uma carta. É começar no “oi!” e não acabar. É dizer “não quero” e se arrepender. É sair por um mês e voltar em uma semana. É tentar subir e tropeçar.

Mágica é o pão quentinho, é quando o dinheiro só paga um Miojo, é quando não dá pra comprar o biscoito, é quando só se tem água pra beber, é quando o cardápio da semana é feijão. Mágica é não ter pra dar e oferecer. É dormir numa cama apertada. É passar frio um dia. É cansar de pão de forma. É jantar o almoço.

Mágica é saber que nós temos que ser os mágicos.

23/07/2007°

Lá estava eu assistindo TV, acompanhando a ginástica artística no Pan quando, no meio da transmissão, entre um comentário e outro o narrador começa a falar que um avião tinha acabado de bater num hangar no aeroporto de Congonhas.

Na mesma noite, duas ou três horas mais tarde ouvi os primeiros comentários de que este poderia ser o pior acidente da aviação nacional.

 

Calma lá! O pior acidente da história da aviação nacional não foi agora a pouco? Se eu não me engano ele não aconteceu no ano passado?

 

Não, eu não estava enganado… Mas quando eu acordei na manhã seguinte o acidente de um ano atrás já tinha perdido o primeiro lugar no pódio…

Tá, o que é que a gente faz numa hora dessas? Cento e oitenta e tantos mortos. Gente para discutir o assunto e descobrir o que houve tem aos montes. Colocar a culpa em alguém ou em alguma coisa já é de praxe, e não há quem não faça isso. E então?

Fazer a nossa parte para que se tomem providências! Sim… Mas o que seria? Hummm… Difícil. Pelo menos para mim.

Sinceramente, o que eu faço é rezar. Sim: rezar.

Rezar pelas vítimas. Rezar para que as famílias e amigos das vítimas encontrem um pouco de paz e tranqüilidade nesse momento tão difícil. Rezar para que os políticos façam sua parte por completo. Rezar para que a situação encontre um equilíbrio.

E diante de uma tragédia como essa, rezar para que não aconteça mais.

Acho que é o que eu posso oferecer: minhas orações.

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